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Eleições e cenário externo: Em quais ações investir em outubro?

Por: Erica Martin

O mês de outubro promete ser movimentado, além das eleições, o mercado segue atento ao cenário global, com risco de recessão e elevação de taxas de juros por países como os Estados Unidos.

Mas em quais ações investir no mês? Será que as eleições deste domingo (02) mudam o cenário esperado para os ativos?

No programa deste domingo, os analistas José Falcão e Murilo Breder, da NuInvest, mencionam pontos de atenção para o investidor neste momento.

Eles comentam também sobre as ações recomendadas pela corretora em outubro, com as saídas da mineradora de ouro Aura Minerals (AURA33) e da fabricante de ferroligas Ferbasa (FESA4) da lista de indicações de small caps. Em compensação, o papel da varejista de joias Vivara (VIVA3) passou a compor a lista de recomendações para outubro.

A dupla explica ainda que a partir deste mês, a corretora irá apresentar as ações recomendadas em um ranking, sem divisão por peso. Os analistas orientam aos investidores que os ativos escolhidos tenham percentuais iguais, de no máximo 12,5% cada. 

Para o mês de outubro, a ação da empresa de energia Alupar (ALUP3) ocupa a primeira posição do ranking de dividendos, enquanto a Vivara lidera as indicações de small caps.

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Como consultar a zona eleitoral? Tire essa e outras dúvidas das eleições 2022

Por: Sidney Goncalves

Nas eleições 2022, os eleitores vão às urnas escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno será neste domingo (2) e o segundo, se houver, no dia 30 do mesmo mês. Mais de 150 milhões de eleitores já podem verificar o local de votação. 

Há várias formas de consulta. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que o cidadão use o aplicativo e-Título (que pode ser baixado gratuitamente pelo Google Play ou pela Apple Store) para localizar a zona eleitoral e sanar dúvidas, além de acessar informações cadastradas na Justiça Eleitoral. Para efetuar o cadastro, o usuário deve informar o nome completo, data de nascimento, número do CPF ou do título de eleitor e nome dos pais.

A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores baixem o “aplicativo antecipadamente para evitar eventuais filas virtuais nos dias que antecedem a data da votação e que podem comprometer a qualidade da conexão em virtude da grande quantidade de acessos simultâneos”.

Os cidadãos podem consultar a zona eleitoral pelo Tira-Dúvidas Eleitoral via WhatsApp, no número (61) 9637-1078. O sistema pelo aplicativo de mensagens é automatizado pelo TSE com as principais dúvidas sobre o dia da eleição. Entre elas: local de votação, cargos em disputa, data e hora de votação, como justificar a ausência na votação entre outros.

Aplicativo e-Título (Foto: Divulgação/TSE)

Além do e-Título e do WhatsApp, o eleitor pode usar os sites oficiais do TSE e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado (veja os contatos de cada um). Nessas páginas, o cidadão pode buscar o local de votação pelo nome do eleitor ou pelo número do título eleitoral. O eleitor também pode sanar dúvidas pelo telefone 148.

Em São Paulo, por exemplo, a Justiça Eleitoral remanejou os locais de votação de cerca de 50 mil eleitores da região de Rio Pequeno (374ª zona eleitoral), na zona oeste da capital paulista, e de cerca de 25 mil de Campo Limpo (328ª zona eleitoral), na zona sul da cidade. Confira aqui as mudanças

Na eleição deste ano houve uma mudança no horário de votação. A Justiça Eleitoral determinou que todos os estados devem seguir o horário de Brasília (das 8h às 17h), independentemente do fuso. A regra não se aplica ao voto no exterior. Com a aprovação da norma pelo TSE, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e parte do Pará votam das 7h às 16h no horário local; Acre, das 6h às 15h no horário local e Fernando de Noronha, das 9h às 18h no horário local.

Quem não votou nas eleições municipais de 2020 e não apresentou justificativa ou não pagou a multa à Justiça Eleitoral pode votar nas eleições deste ano. Contudo, o eleitor com débitos pendentes com a Justiça Eleitoral anterior a 2020 e que não tenha regularizado sua situação eleitoral no prazo não poderá votar neste ano. 

Em 2021, o TSE suspendeu as sanções em decorrência da pandemia de covid-19 após recorde de abstenção no primeiro turno: 23,14% (2020) ante 17,58% (2016) e 16,41% (2012). No segundo turno, 29,5% dos eleitores habilitados optaram por não comparecer às urnas.

O cientista político e professor da Universidade de São Paulo (USP) José Álvaro Moisés afirma que a taxa de abstinência tem crescido nas últimas décadas, mas que esse número afeta pouco os resultados gerais das eleições. “O voto é a expressão da soberania dos eleitores, das pessoas comuns, e é o principal instrumento para que elas influenciem os rumos da política que tanto afeta as suas vidas. É um direito fundamental, sem o qual não existe democracia.”

Como consultar o local de votação do voto em trânsito?

O voto em trânsito é um serviço oferecido pela Justiça Eleitoral que permite ao cidadão votar fora do domicílio eleitoral nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. O prazo para habilitar o serviço terminou em 18 de agosto. 

O TSE recebeu 332.548 requerimentos para voto em trânsito no primeiro turno das eleições deste ano – um aumento de 278% em relação às eleições de 2018. Para um eventual segundo turno, 314.804 pessoas realizaram o pedido – um acréscimo de 277% ante o mesmo período. 

Para saber o local de onde votar em trânsito, o eleitor deve acessar o site do TSE, clicar em “Eleições 2022” e, na sequência, em “Consulta aos Locais de Votação para o Voto Trânsito – Pessoas Ausentes do seu Domicílio Eleitoral) e em “Acessar a Consulta”

O TSE reforça que quem estiver dentro do estado do domicílio, mas fora da cidade de onde mora, pode votar para todos os cinco cargos em disputa. Se o eleitor estiver fora do seu estado de origem, ele só poderá votar para presidente.

Quem está no exterior não pode votar em trânsito. A exceção é se o cidadão estiver em território nacional. Neste caso, ele poderá votar apenas para o chefe do Executivo nacional.

Quais documentos devo levar no dia da votação?

A apresentação do título eleitoral no dia do pleito não é obrigatória. O TSE afirma que o eleitor pode votar apenas com um documento de identificação oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão: carteira de identidade, carteira de trabalho, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Posso ser impedido de votar por não ter feito a biometria?

Não. O TSE afirma que o cadastro biométrico (coleta de digitais) dos eleitores está suspenso desde 2020 em todo o Brasil em decorrência da pandemia de covid-19. Todas as pessoas que estiverem com o título regular poderão votar normalmente, mesmo que não tenham biometria coletada pela Justiça Eleitoral. 

“Nenhuma eleitora ou eleitor que não realizou o cadastramento será proibido de votar. A ausência da biometria não impede, por si só, o exercício do voto”, diz o TSE. O órgão afirma ainda que eleitores que realizaram a biometria poderão usar as digitais para identificação no dia da eleição, além de utilizar o aplicativo e-Título.

Qual a ordem de votação?

De acordo com o TSE, o primeiro cargo a ser preenchido na urna é o de deputado federal (com quatro dígitos), seguido por candidato a deputado estadual ou distrital (com cinco dígitos), senador (com três dígitos), governador (dois dígitos) e, por último, presidente da República (com dois dígitos).

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CDI ou poupança: quanto rende R$ 1 mil em 1 mês, 1 ano e 5 anos

Por: Sidney Goncalves

Considerada um investimento seguro, a poupança ou caderneta de poupança é a aplicação financeira mais usada por brasileiros há mais de 160 anos. Mas, mesmo isenta de impostos e taxas administrativas, ela não tem uma das rentabilidades mais atrativas do mercado. Nesse cenário, especialistas ouvidos pelo InvestNews afirmam que uma opção mais vantajosa é aplicar em ativos cujo indexador seja atrelado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 

O rendimento real acumulado pela aplicação na poupança registra desempenho anual negativo desde 2020, um mês depois de a Selic atingir o nível mais baixo da história, em agosto de 2020 (2% ao ano), e com a escalada da inflação. Enquanto isso, aplicações atreladas ao CDI têm apresentado retornos melhores. Veja abaixo:

Quanto rende R$ 1 mil no CDI por mês e em um ano?

A pedido do InvestNews, Bruno Piacentini, analista da Eu me Banco, simulou cenários de investimento de R$ 1 mil em CDI por mês, em um ano e em cinco anos. Para esta simulação, foi considerado uma aplicação em um CDB pós-fixado que remunera 100% do CDI. Em um ano, o dinheiro investido em CDB chega a R$ 1.108,99 e, na poupança, a R$ 1.083,13.

“Considerando o CDI atual, de 13,65% ao ano, há uma equivalência de 1,07% ao mês e a utilização de juros compostos, ou seja, juros sobre juros. Já a poupança está remunerando 0,5% + TR ao mês e para a TR vamos considerar a média do mês de setembro (0,1669%), sendo assim, a poupança remunera ao mês 0,6677%”, explica Piacentini sobre os critérios adotados para os cálculos.

CDB pós-fixado a 100% do CDI

Poupança

Portanto, se o investidor aplicar R$ 1 mil em um CDB que remunera 100% do CDI, a rentabilidade será de R$ 1.008,29 em um mês, já considerado o IR. Já na poupança, a quantia será de R$ 1.006,68. Em um ano, o dinheiro investido em CDB chega a R$ 1.108,99 e, na poupança, a R$ 1.083,13.

“Cabe lembrar que a poupança tem uma particularidade em sua rentabilidade. É necessário manter o capital aplicado durante todo o mês para receber a rentabilidade, o que chamamos de data de aniversário. Se tirar o dinheiro antes de completar o mês, não receberá a remuneração, apenas o principal”, diz Piacentini.

Quanto rende R$ 1 mil no CDI em 5 anos?

O analista da Eu me Banco explica que, quanto maior o prazo e os aportes, maior será a diferença entre a aplicação atrelada ao CDI e a poupança. Nesse cenário, mantendo as taxas constantes para ambos, confira a rentabilidade de R$ 1 mil em cinco anos:

CDB pós-fixado a 100% do CDI

Valor aplicadoR$ 1.000,00
Juros13,65% ao ano
Rentabilidade brutaR$ 1.896,04
Rentabilidade líquidaR$ 1.761,63

Poupança

Valor aplicadoR$ 1.000,00
Juros8,31% ao ano
Rentabilidade líquidaR$ 1.490,54

O que é o CDI

Monitorado pelo Banco Central, o CDI está relacionado a empréstimos diários para garantir o saldo positivo dos caixas dos bancos. Nessa operação, a taxa de juros cobrada é chamada de CDI ou taxa DI, calculada diariamente a partir das taxas médias dos empréstimos pela Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privado (Cetip), operada pela B3.

“Essa taxa é a mais utilizada como benchmark (referência) dos ativos de renda fixa e, por isso, tem um impacto muito importante no portfólio do investidor. Não há como aplicar no CDI, mas sim, em ativos financeiros que remuneram um percentual específico desta taxa”, afirma Piacentini.

“Podemos entender o CDI como os juros de operações entre os bancos. Historicamente é quase um irmão gêmeo da Selic e costuma rodar a taxa muito similar. No entanto, o CDI remunera operações de Certificado de Depósito Bancário (CDB), LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), enquanto a Selic remunera os títulos públicos, como Tesouro Selic (LFT)”, acrescenta Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.

O que rende mais: CDI ou poupança?

“Considerando o mesmo risco de aplicações, há alternativas que rendem mais, tem a mesma liquidez e possuem o mesmo risco”, alerta Cunha sobre diversificar os investimentos da poupança. “Nos últimos 12 meses, a inflação tem superado os 6% que a poupança oferece. Portanto, a rentabilidade real está negativa.”

Entre agosto de 2021 e de 2022, a poupança rentabilizou 6,2% ao investidor e, no mesmo período, a inflação foi de 9,67%, explica Piacentini. “A rentabilidade real (ganho menos a inflação do período) da poupança está negativa. Apesar de a inflação ter uma projeção de baixa nos próximos períodos, segundo o boletim Focus, do Banco Central, vale lembrar que existem aplicações seguras com rentabilidades melhores que a poupança, assim como os ativos atrelados ao CDI.”

Levantamento da TC/Economatica, feito a pedido do InvestNews, compara o retorno nominal mensal e anual em um intervalo de 12 meses da poupança (agosto de 2021 a agosto de 2022) em relação ao CDI e ao índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA. Nesse período, a rentabilidade real da poupança ficou negativa em 1,85%. Já a rentabilidade da poupança em agosto deste foi de 1,11%. 

Rentabilidade anual da poupança, descontada a inflação
Rentabilidade anual da poupança, descontada a inflação

O fraco desempenho da poupança está relacionado a vários fatores, entre eles à Taxa Referencial (TR), indexador usado para cálculo de remuneração, à inflação e à Selic. Portanto, a rentabilidade também depende do nível da taxa básica de juros. 

Calculada pelo Banco Central a partir das taxas de títulos públicos prefixados do Tesouro Nacional, as Letras do Tesouro Nacional (LTNs) mais um redutor (definido pelo BC), a TR é uma taxa de juros básica usada nas correções da caderneta de poupança, no FGTS, nos títulos de capitalização e nos financiamentos imobiliários. 

Com a criação do Plano Real, em 1994, a TR foi substituída pela Selic para controlar o IPCA. O valor atual da TR, referente ao mês de agosto de 2022, é de 0,24%. No acumulado de 12 meses é de 0,98%, e de 0,94% no acumulado do ano (até agosto). No site do Banco Central o investidor pode consultar a taxa de remuneração da poupança

É importante destacar que desde 2012 a poupança tem uma regra de remuneração atrelada à Selic. Quando a taxa básica de juros está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade é de 0,5% ao mês mais a variação da TR para depósitos efetuados a partir de 4 de maio de 2012. Se for igual ou menor a 8,5%, a poupança pagará 70% da Selic. Depósitos anteriores a 4 de maio de 2012 mantêm a rentabilidade de 0,5% ao mês mais a variação da TR. 

Em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75% ao ano e encerrou o maior ciclo de alta de juros desde janeiro de 2021 para conter o avanço da inflação, que apresentou deflação em julho e agosto e deve ter o mesmo resultado em setembro.

Com isso, o CDI deve permanecer estável até o fim deste ano, na esteira da expectativa da Selic e da inflação para o fim de 2022 e início de 2023. O valor da taxa CDI acumulada em 2022 até agora é de 13,65% ao ano.

“O CDI é historicamente 0,1 ponto percentual abaixo da taxa Selic. Mesmo considerando que a poupança é isenta de Imposto de Renda para o investidor pessoa física, os ativos atrelados ao CDI são mais atrativos”, afirma Piacentini.

Entre os ativos cuja remuneração é um percentual da taxa DI estão: Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Letra de Câmbio (LC), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Debêntures e Fundos DI. 

O fator IR

A isenção de Imposto de Renda é considerada por muitos investidores como uma vantagem da poupança em relação a aplicações em CDB, por exemplo. Mas especialistas apontam que, mesmo sem imposto, a poupança perde em retorno.

O analista da Eu me Banco destaca que, nos últimos 12 meses, a rentabilidade da poupança foi de 7,02% e a do CDI, de 10,75%. “O CDI está bem à frente da poupança. Uma aplicação atrelada ao CDI tem o IR, e a poupança, não. Mas, ainda assim, a aplicação atrelada ao CDI ganha, mesmo considerando a maior alíquota de Imposto de Renda (22,5%).”

Alguns investimentos em renda fixa, como o CDB, por exemplo, segue a tributação regressiva do Imposto de Renda (IR). Quanto menor o tempo, maior a alíquota a ser paga pelo investidor: 22,5% (até seis meses), 20% (de seis meses a um ano), 17,5% (de um ano a dois anos) e de 15% (acima de dois anos). 

Piacentini ressalta que há outros investimentos em renda fixa que são isentos de Imposto de Renda, como LCIs/LCAs e CRIs/CRAs.

“Independentemente do cenário e das oscilações econômicas e políticas, há aplicações melhores que a poupança. Um CDB, por exemplo, pode ter remuneração pós-fixada atrelada ao CDI. Há aplicações de CDBs que remuneram 90% do CDI, 100% do CDI, 150% do CDI e até mesmo 200%. Essa diferença de rentabilidade se deve ao risco do emissor envolvido na negociação. Ainda assim, as diferentes possibilidades de rentabilidade de ativos atrelados ao CDI são mais vantajosos que as aplicações em poupança”, acrescenta.

Para Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos, qualquer investimento que “renda 90% do CDI (ou mais) ou 7,5% ao ano prefixado (ou mais)” são opções de aplicação cuja rentabilidade será superior à poupança. 

Simulação de investimentos

Para simular seu investimento, o InvestNews disponibiliza ferramenta em que é possível comparar o retorno da poupança com outras aplicações de renda fixa, como LCI, LCA, CDB, Tesouro IPCA+, Tesouro Selic e Tesouro prefixado. Veja aqui o simulador de investimentos.

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Qual a importância da diversificação de investimentos?

Por: InvestNews

Por melhor que seja um ativo, todo investimento possui riscos. É impossível prever com exatidão as mudanças do mercado, problemas de gestão, crises econômicas entre outros fatores que podem influenciar na rentabilidade de uma aplicação. 

Contudo, é possível gerenciar esse risco, evitando apostar grande volume de capital em uma única aplicação e distribuindo em tipos de investimentos diferentes. 

Veja abaixo perguntas e respostas para entender mais sobre a diversificação de carteira e como fazer na prática.

O que é diversificação de investimentos?

Diversificação de investimentos é a estratégia de distribuir dinheiro entre ativos de diferentes tipos e segmentos. É a clássica ideia de não colocar todos os ovos na mesma cesta.

Harry Markowitz, um grande economista estadunidense, foi o responsável por introduzir esse conceito com a Teoria Moderna do Portfólio e demonstrar por que os investidores deveriam diversificar a carteira na década de 50. 

Sua teoria foi testada e aprovada por alguns dos maiores investidores do mundo, como Warren Buffett e Benjamin Graham.

Qual é a importância da diversificação?

A diversificação de investimentos é importante para reduzir os riscos. Para entender a importância dessa estratégia, vamos imaginar que um investidor tenha R$ 10 mil para investir hoje. 

Colocando todo esse valor em uma única ação e sofrendo uma queda de 50%, ele teria perdido metade do seu patrimônio. Esse ativo precisará render 100% para recuperar o mesmo dinheiro novamente. 

Agora, suponhamos que essa pessoa pegue esses R$ 10 mil, divida em cinco partes e coloque R$ 2 mil em ativos diferentes. Após um tempo, uma ação pode desvalorizar 50%, mas, em compensação, um dos ativos se valorizou 15%, o outro 10% e assim por diante. 

Ou seja, o investidor perdeu um pouco com a queda de rentabilidade de um lado da carteira, mas ganhou com o outro lado e balanceou os resultados.

No longo prazo, escolhendo bons ativos, é possível reduzir bastante os riscos não apenas diante das variações normais do mercado, como também em crises econômicas. 

Como diversificar a carteira de investimento?

Veja um passo a passo para diversificar investimentos:

1. Descubra seu perfil investidor

Antes de tudo, o investidor precisa descobrir os tipos de investimentos mais adequados para sua personalidade. Não adianta comprar diversos ativos diferentes se nenhum deles combina com o que se quer. 

Existem três perfis de investidor:

  • Conservador: tolera pouco risco e quer rentabilidade mediana; 
  • Moderado: tolera risco médio em troca de uma rentabilidade maior; 
  • Arrojado: tolera altos riscos por uma alta rentabilidade. 

Para definir seu perfil, o investidor precisará pensar em três fatores: 

  • Prazo: quando quer tirar o investimento; 
  • Risco: quanto está disposto a aceitar em perdas; 
  • Objetivo: para que vai utilizar o dinheiro. 

É válido lembrar que a personalidade em relação aos investimentos não é fixa. A pessoa pode mudar com o tempo. 

2. Determine a classe dos ativos

Em seguida, o investidor precisa determinar as classes de ativos que vão compor sua carteira. Existem diversos tipos de aplicações, divididas entre renda fixa e variável. Os mais populares são:

  • renda fixa (CDB, LCI, LCA, Tesouro Direto, entre outros);
  • ações; 
  • fundos imobiliários;
  • ativos monetários (euro, dólar entre outros);
  • commodities (soja, ouro entre outros);
  • derivados (contratos futuros, opções entre outros). 

Além disso, existe a modalidade de investimentos no exterior, em que o investidor pode comprar ativos em outro país, como os Estados Unidos. 

3. Defina a proporção entre as classes

Essa é uma das partes mais importantes da diversificação dos investimentos e depende diretamente do perfil investidor. 

Para quem tem perfil conservador, a parte de renda fixa pode representar 100% da carteira. O moderado pode ter 60% em renda fixa e 40% em ações e fundos imobiliários. O arrojado pode escolher colocar 90% em renda variável. 

Mas qual é a proporção ideal?

Alguns especialistas indicam 50% renda variável — 50% renda fixa, outros indicam 75% renda variável — 25% renda fixa. Contudo, o ideal é o investidor mesmo definir a distribuição ideal com base no seu perfil. 

Independente do perfil, o ideal é procurar separar ao menos uma parte do capital para deixar de reserva de emergência, pois essa parte é indicada para todos os perfis. 

4. Selecione os ativos 

Em seguida, é preciso escolher seus ativos, e essa é a parte mais difícil em fazer a diversificação de investimentos. 

Dentro das classes, existem diversas segmentações e, nelas, o investidor ainda precisa escolher os ativos. Por exemplo: uma pessoa escolheu investir 25% do seu dinheiro em fundos imobiliários, mas, dentro dos FII, existem fundos de tijolo, de papel, híbridos, entre outros. 

Pensando em ações, existem os setores (energia, telecomunicações, metalurgia, bancário, varejo, bebidas etc) e, dentro deles, ainda há os tipos de ativos (small caps e blue chips). Dependendo da escolha, um setor pode ser mais arriscado e oferecer mais rentabilidade que outros — e vice-versa.  

A renda fixa também possui suas segmentações. Existem diferentes tipos de Tesouro Direto, CDB, LCI, entre outros.

Para selecionar os ativos, é preciso filtrá-los conforme os objetivos (curto, médio e longo prazo) e estudar os indicadores de cada um.

5. Continue acompanhando

Com o tempo, dificilmente a proporção inicial que o investidor definiu vai continuar a mesma, já que alguns investimentos podem render mais do que os outros. 

Nesse caso, é preciso realizar o processo de rebalanceamento da carteira, que pode ocorrer de duas formas: 

  1. vendendo parte de um ativo e comprando do outro; 
  2. aplicando aportes somente nas classes ou ativos desnivelados. 

Além disso, os objetivos podem mudar e o investidor pode escolher mexer na carteira. 

De todo modo, o indicado é analisar a carteira periodicamente e procurar organizar novamente quando precisar. Vale ressaltar, claro, que é importante não mexer nas aplicações o tempo todo para não pagar custos e tributos desnecessários.

Existe um limite para a diversificação?

Não existe necessariamente um limite, mas a diversificação exagerada pode trazer problemas para uma carteira. 

Voltando àquele exemplo anterior dos R$ 10 mil, vamos supor que o investidor pegue esse dinheiro e resolva distribuir por 50 ativos diferentes, colocando R$ 200 em cada. Nessa situação, a pessoa pulveriza seus resultados.

Antes, ela ia colocar R$ 2 mil em um bom ativo com alto potencial de retorno. Agora, aplicou R$ 200 em diversos ativos só para diversificar e poder ficar bem próximo da média do mercado, que pode não ser tão boa.

Além disso, é importante entender a correlação dos ativos entre si. Por exemplo, se alguém decide comprar 30 ativos no segmento de saúde, caso esse setor entre em crise, seus resultados serão negativos do mesmo jeito – ou até piores. 

Por isso, a recomendação de especialistas focar em diversificar a carteira, mas fazer isso com bons ativos e, de preferência, de segmentos diferentes.

“Manter seu dinheiro distribuído em muitas ações e setores é o único seguro confiável contra o risco de estar errado. Mas a diversificação não minimiza apenas suas chances de estar errado. Também maximiza suas chances de estar certo.”

Benjamin Graham, em O Investidor Inteligente
A imagem mostra várias pilhas de moedas com um gráfico de rentabilidade em crescimento, exemplificando os resultados da diversificação de investimentos. (Foto: Shutterstock / d.ee_angelo)
Diversificação de investimentos. (Foto: Shutterstock / d.ee_angelo)
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Brasil deve ter deflação nos próximos meses? O que os economistas pensam

Por: Sidney Goncalves

A redução na tributação de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações puxou para baixo a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou dois meses consecutivos de deflação, em julho e agosto. A prévia da inflação de setembro (IPCA-15) indicou nova queda de preços. Mas, afinal, o Brasil deve ter deflação nos próximos meses?

Especialistas ouvidos pelo InvestNews afirmam que o fenômeno de queda de preços é pontual e que setembro deve registrar leve taxa negativa. “Setembro deve ser um mês em que pode ter leve deflação. Para outubro, a tendência não é esta. Previsão de uma inflação pequena e que siga esse ritmo até o final do ano”, afirma João Daronco, analista da Suno Research.

“Isso (o movimento de deflação) é extemporâneo e não vai acontecer de uma forma sistemática”, acrescenta Simão Davi Silber, professor da FEA-USP, sobre a nova perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Não é o fenômeno da deflação característico de uma economia que está com queda de PIB. Nós vamos ter um aumento bem razoável de PIB este ano.”

Em 15 de setembro, a Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Economia, elevou a previsão oficial do PIB de 2% para 2,7%. O PIB registrou avanço de 1,2% no 2º trimestre de 2022 em comparação ao 1º trimestre – crescimento acima do esperado e quarto período seguido de alta.

O IPCA, utilizado como referência pelo Banco Central para definir a política monetária (taxa de juros), recuou 0,36% em agosto e 0,68% em julho, cravando dois meses consecutivos de deflação. Nesse cenário, a inflação saiu da casa de dois dígitos e, em agosto, acumulava alta de 8,73% em 12 meses, ante 10,07% em julho. 

Mesmo com a expectativa de deflação em setembro, o país caminha para estourar a meta da inflação. Para 2022, o BC traçou meta oficial de 3,5%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou menos – teto de 5% e piso de 2%. Já para 2023, a estimativa é de 3,25%.

De qualquer fora, especialistas comentam o alívio notado nos últimos meses, embora apontem motivos considerados “artificiais”. “A inflação foi relativamente alta no Brasil e bateu 12,13%, mas está acontecendo algumas coisas que você pode chamar de artificiais”, explica Silber.

Ele se refere à medida do governo federal que cortou Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e forçou estados a reduzir a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de alguns produtos, particularmente na área energética. 

“Com isso, o preço caiu. Adicionalmente, como desacelerou o crescimento mundial, o preço do petróleo e do gás natural caíram, e a Petrobras repassou aqui para dentro essa queda de preços”, afirma Silber.

O governo de Jair Bolsonaro determinou corte de 25% em fevereiro do IPI, e ampliou para 35%, em abril, para ajudar a conter a inflação e dar impulso à indústria. No final de agosto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o plano da equipe econômica era acabar com o IPI para tonar o setor mais competitivo e evitar a “chinesada” entrando no país para quebrar a indústria nacional.

“O IPI é um imposto de desindustrialização em massa. Está destruindo o Brasil há 40 anos. É ridículo, é patético, está errado. É um imposto pago antes de ter renda”, disse o ministro na ocasião.

Em junho, Bolsonaro sancionou lei que fixa teto de 17% para alíquotas de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, transporte e telecomunicações, mas vetou trechos incluídos pelo Senado que beneficiariam os estados na compensação pela perda de receita com o tributo.

Além da restrição do IPI e do ICMS, o economista Simão Davi Silber cita a nova redução pela Petrobras de 6% no preço médio do GLP, o gás de cozinha vendido em botijão. A medida deve ter impacto no IPCA, justificando a expectativa de nova deflação em setembro. “Petrobras reduziu o preço de gás de cozinha, porque caiu o preço do gás natural lá fora, matéria-prima para o gás de botijão.”

A Petrobras (PETR3 ; PETR4) também acelerou as quedas dos preços da gasolina, do diesel e do combustível de aviação vendidos nas refinarias. Em nota, a estatal brasileira afirmou que a redução do preço do GLP “busca equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

A deflação é boa ou má notícia para a economia?

Em linhas gerais, deflação é a queda persistente do nível geral de preços e serviços disponíveis no mercado, o oposto da inflação. Se o índice geral de preços ao consumidor cai, há deflação. Se sobe, há inflação.

Mas o que uma deflação nos preços costuma indicar para uma economia? O professor Silber, professor da FEA-USP, afirma que “a deflação é péssima, porque é sinal de que a economia esfriou. Não tem demanda suficiente do setor privado e o governo não consegue estimular”.

“Significa desemprego nas alturas, bancos receosos de fazer empréstimo para pessoas, empresas fechando e com medo de inadimplência. O Brasil já é um país todo torto, com uma margem da população passando fome. É uma notícia que eu chamaria de tenebrosa”, diz o economista.

Já para Daronco, a questão não tem uma resposta tão objetiva.

Não consigo falar que ter deflação é bom em todo momento nem que inflação é ruim todo o momento. Há países que, por questões demográficas e econômicas, sempre têm deflação, porque o consumo nunca aumenta. O número da população diminui e as pessoas consumem cada vez menos. Isso causa deflação e não é bom.”

João Daronco, analista da Suno Research

“Mas dado um cenário em que a gente tinha uma inflação descontrolada, o que foi visto no Brasil nesses últimos anos, principalmente quando se avalia o Índice Geral de Preços do Mercado (IPG-M), uma deflação significa que os preços estão mais controlados e as coisas estão mais sob controle”, complementa.

O que causa a deflação?

Existem várias causas para deflação. A principal delas se refere ao desequilíbrio entre oferta e demanda, quando o mercado vende mais produtos e serviços que a população quer ou pode consumir.

“É a queda da demanda, de uma maneira geral. As empresas param de investir. Os consumidores, com medo de perder emprego ou porque já perderam o emprego, não têm condição de comprar. O crédito é racionado, e as coisas de valor maior você também não compra. Basicamente é um fenômeno de resfriamento da economia. É o oposto de uma economia aquecida. É uma economia de joelhos”, afirma Silber.

Daronco também cita intervenção do governo, e cita novamente como exemplo as medidas adotadas no Brasil, como redução de impostos. Ele ainda destaca a queda no preço dos produtos.

“Outro ponto é que muitos produtos são dolarizados, como a soja. Se tiver queda no dólar, o preço dela em real cai também. Isso causa deflação. Portanto, você pode ter questões governamentais, questão de oferta e demanda, que ajusta o preço, ou questão de moedas e dólares, que também faz o preço ser ajustado tanto para cima quanto para baixo”, complementa o analista da Suno.

Os especialistas afirmam que é importante não confundir deflação com desinflação, quando há um aumento de preços, porém, em um ritmo menos acelerado (menor que o esperado). “Desinflação é o fenômeno no qual o Banco Central sobe bastante os juros para cair a demanda e diminuir a inflação. É o que está ocorrendo agora no Brasil. A inflação está rodando próximo a 8%, mas já foi 12%. Essa queda é a desinflação e é ocasionada por uma política de arrocho do crédito”, explica Silber. 

Deflação é pior que a inflação?

Silber explica que muitos consumidores podem ter a impressão de que deflação é bom. “Mas deflação é um fenômeno ruim, eventualmente até pior que a inflação, porque a deflação ocorre no período em que a produção está caindo, o desemprego aumentou e as pessoas não têm renda para comprar o que está sendo produzido.”

“Não é bom nem ter inflação alta, nem deflação. É péssimo para economia. Inflação alta é excesso de demanda, é pouco ganho de produtividade, excesso de dinheiro e descontrole. O pobre é o que mais sofre com a inflação, porque a renda dele não cresce na proporção dos preços. Então, deflação não é bom”, complementa.

Já João Daronco afirma que a avaliação vai depender do cenário econômico. O analista da Suno Research faz um paralelo com o momento atual da economia brasileira e ressalta que a deflação, neste momento, é um sinal para o BC frear a Selic. 

“Dado o cenário, entendo a deflação como boa notícia, porque significa que o Banco Central não precisa subir a taxa de juros ainda mais do que já subiu. E a taxa de juros é muito prejudicial para grande parte das empresas, porque diminui o consumo, aumenta as despesas financeiras e a dívida fica mais cara. Portanto, é um sinal de que a inflação está desacelerando e não precisa ampliar a taxa de juros para conter a inflação que estava desenfreada.”

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75% ao ano e encerrou, em setembro deste ano, o maior ciclo de alta desde janeiro de 2021. Referência para os demais juros da economia brasileira, a taxa básica de juros deve permanecer neste patamar, segundo analistas, até meados de 2023, quando deve começar a recuar.

“Quando há um aumento da taxa de juros, a inflação fica mais controlada e pode até acontecer uma deflação. Quando começa a ter uma deflação, você não precisa mais ter a Selic tão alta, você pode ter uma política expansionista de incentivo ao consumo e baixar a taxa de juros de novo. Você tem mais pessoas consumindo e aumenta a demanda. Aumentando a demanda, aumenta os preços e causa inflação. São os ciclos econômicos, em geral”, explica Daronco.

Deflação e faixas de renda

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a deflação de agosto atingiu todas as faixas de renda, mas em menor escala para a classe mais baixa (-0,12%, ante -0,34, em julho) se comparado ao segmento de renda alta (-0,51% ante -0,42, de julho).

Ao observar os dados, o instituto aponta que quanto maior a renda, maior foi a queda de preços. No acumulado deste ano, até agosto, as taxas de inflação variaram de 4,11% (renda média alta) a 4,94% (renda muito baixa).

De acordo com o Ipea, a deflação nos setores de transportes e comunicação foi o principal ponto de alívio inflacionário para todas as classes de renda impactados pelo pacote de redução das alíquotas pelo governo federal. 

O recuo da inflação em agosto no setor de transportes se deve às quedas da gasolina (11,6%), do etanol (8,7%) e das passagens aéreas (12,1%), principalmente para as famílias de renda média-alta e alta, em que o peso desses itens na cesta de consumo é maior que nas demais faixas. Ainda segundo o instituto, os planos de telefonia fixa (-6,7%) e móvel (-2,7%) impactaram na comunicação. 

Como a deflação pode afetar os investimentos?

O IPCA norteia a rentabilidade de alguns ativos na carteira de renda fixa, principal categoria de investimentos no país. Enquanto isso, alguns ativos de renda fixa têm a remuneração atrelada à taxa Selic. Portanto, a projeção do IPCA (avanço ou recuo) interfere diretamente na rentabilidade dos títulos como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) pós-fixado e do Tesouro Nacional, como NTN-B Principal (Tesouro IPCA sem juros semestrais) e Tesouro Selic.

Para Silber, da FEA-USP, o impacto da deflação privilegia as aplicações com juros prefixados. “Como a economia está mal das pernas, no futuro o juro vai cair. Portando, o pós-fixado não é interessante. A deflação não será um fenômeno contínuo, mas esporádico e parcialmente artificial, porque você tirou impostos só até o fim do ano. A partir de janeiro, volta à estaca zero.”

Daronco, da Suno, cita os fundos imobiliários, que possuem grande parte de sua cadeira indexados à inflação. “Se a inflação cai, o rendimento dos fundos imobiliários caem também. O investidor pode sentir isso muito mais na questão nominal, porque o valor real não vai cair, porque é IPCA mais alguma coisa. O IPCA é só para corrigir a inflação, mas o nominal cai, porque IPCA fica negativo.”

Do ponto de vista de renda variável, Daronco diz que a deflação pode ter um lado positivo para quem quer investir nessa categoria. Ele explica que uma empresa de construção civil, por exemplo, em que os principais custos são mão de obra, materiais, cimento, entre outros, se há deflação, o custo de produção vai cair. 

“Seu retorno vai aumentar ou você pode diminuir o preço do seu imóvel para manter mais retorno. É positivo, porque você consegue vender mais fácil. Há um controle muito melhor dos custos. Entre outros pontos, você não precisa ficar repassando o preço.”

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ESG gera lucratividade ou é hipocrisia?

Por: Liliane Rocha

ESG é hipocrisia? Essa é a ideia central do tema do 6º episódio do ESG News com Liliane Rocha que surgiu após uma análise minuciosa de comentários postados em vídeos anteriores da coluna. E, como forma de acabar com as dúvidas e/ou desconfianças sobre os reflexos positivos do ESG nos resultados financeiros das empresas, nossa colunista deu uma verdadeira aula para os espectadores, principalmente, para aqueles mais céticos. 

Liliane Rocha ressalta que, para muitos, o conceito de ESG pode estar bem distante de suas realidades e que por isso existe essa descrença sobre seus reais efeitos, desconfiança que pode estar relacionada ao próprio cenário em que vivemos. “Está tudo mudando em velocidade recorde, a complexidade dos negócios, as economias sendo impactadas por pressões externas, a alta competitividade dos mercados, enfim, tudo isso pode gerar uma pressão nas empresas para que elas falem de ESG como forma de se destacar ou “fazer marketing”, sem na prática atuar de fato em conformidade com princípios ambientais, sociais e econômicos”, explica.

Para quem ainda pensa dessa forma, a especialista compartilha cases que provam exatamente o contrário. Entre eles, o de dois grupos varejistas que tiveram que desembolsar altas somas em multas devido a casos de assédio moral contra funcionários e racismo contra um cliente. Juntas, as multas somam cerca de R$ 200 milhões. “Essas situações poderiam certamente ter sido evitadas se na ocasião as empresas tivessem atuações consolidadas e estruturantes de gestão ambiental, social e de diversidade. Todas sinalizaram seguir uma série de protocolos, iniciativas proativas e ter planos de ação. No entanto, nada disso foi suficiente para evitar as ocorrências”, comenta Liliane Rocha. 

As empresas que já entenderam os benefícios, a vanguarda e o compromisso de atuarem com base em práticas de ESG, além de minimizar impactos negativos para a imagem e arcar com custos financeiros altos no caso de processos por discriminação, assédio ou desastres ambientais, certamente terão maior vantagem competitiva em seus mercados de atuação.

Se você quer entender mais de ESG e acabar com as dúvidas sobre se é ou não hipocrisia, acesse este e outros episódios de ESG News com Liliane Rocha e aprenda mais sobre como aplicar esses conceitos na prática.

As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação. 

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O que sai mais barato: ser solteiro ou namorar?

Por: Natalia Dalle Cort

O estado civil inevitavelmente mexe com as finanças pessoais, seja para maior economia ou para maiores gastos. De acordo com diversas pesquisas, namorar leva a menos despesas do que estar solteiro. No entanto, para Guilherme Baia, planejador financeiro, isso é muito relativo, porque depende do local em que se vive e do estilo que se tem.

Baia explica que essas condições tendem a variar também de acordo com o salário, custos fixos, reservas e disponibilidade para gastos extras. Porém, ele reforça que estar solteiro ou em busca de um relacionamento leva a maior necessidade de exposição social, o que ocasionalmente pode gerar mais custos.

“Estar em vários locais, ir a vários eventos e estar sempre apresentável para cada ocasião pode ensejar em muitos gastos que a vida dos que já estão em relacionamento não tem”

Guilherme Baia, planejador financeiro

Algumas pesquisas reforçam essa ideia. Os britânicos, por exemplo, economizam cerca de £ 6 mil por ano quando estão em um relacionamento, isto porque saem menos, segundo pesquisa de 2016 do Voucher Codes Pro, site de oportunidades de economia e códigos de desconto. Os australianos, por sua vez, quadruplicaram suas despesas com encontros nos últimos cinco anos, de acordo com pesquisa do banco ING Australia feita em 2022.

Contudo, o contexto de estar em um casamento seria outro, pelo menos no Brasil. De acordo com a Pesquisa Perfil do Consumidor, realizada por todo o país pela empresa de pesquisa e análise de dados Boa Vista, 97% dos consumidores se consideraram endividados no primeiro semestre de 2022, sendo que 54% destes estão casados ou em união estável.

Isso indica que, ao menos neste momento, a maior parte das pessoas que trocaram alianças de ouro e vivem no país consideram estar com mais dificuldades financeiras.

A pesquisa também apontou que as despesas mais comuns entre os consumidores são, nessa ordem: cartão de crédito; serviços básicos, como água e luz; TV a cabo, internet e telefone fixo; telefone celular; e, praticamente empatados, empréstimo pessoal/cartão de loja e aluguel/condomínio.

A economia (em libras) de estar namorando

Conforme a pesquisa do Voucher Codes Pro, os britânicos economizam em média £ 5.772 por ano enquanto estão em um relacionamento. Corrigindo esse valor pelo acumulado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), indicador de inflação do Reino Unido, que foi de alta de 10,8% desde a data da pesquisa até 2021, o montante corresponderia a £ 6.396,49, de acordo com a calculadora do Banco da Inglaterra.

O estudo, que foi realizado com mais de 2 mil participantes, sendo metade deles solteiros e a outra metade comprometidos há pelo menos dois anos, mostrou que estar sozinho significa gastar em média £ 150 de renda disponível a cada semana, em comparação com £ 39 se estiver em um casal. Com o ajuste da inflação, esses valores seriam de £ 166,23 e £ 43,22, respectivamente.

Por diferença de prioridades, a pesquisa aponta que os solteiros, em geral, têm mais despesas por saírem com mais frequência à noite, por pedirem mais comida ou irem comer fora ao invés de cozinhar e por comprarem mais roupas. 

Outro dado curioso que o estudo mostrou é que os solteiros bebem quase três vezes mais do que quem está comprometido. Na média, quem está sozinho gasta £ 45 por semana em álcool em comparação com £ 17 por pessoa em um relacionamento. Ou, pela correção da inflação, £ 49.87 e £ 18.84.

Procurando por ‘aquela pessoa’

Bumble – Imagem de divulgação/Unsplash

De acordo com a pesquisa do banco ING Australia, as despesas de encontros dos solteiros australianos juntos quase quadruplicaram de 2017 para 2022, passando de US$ 11,7 bilhões para US$ 42,8 bilhões de gastos anuais. 

E a justificativa para isso é simples: de lá para cá, as pessoas passaram a utilizar mais aplicativos de namoro e a sair para mais encontros. 

O estudo ainda revelou que o solteiro médio de hoje em dia costuma ter três encontros por mês, em comparação com o solteiro médio de cinco anos atrás – quando a pesquisa foi iniciada –, que saia apenas para um encontro no mesmo período.

Início de namoro é mais caro

A busca por um parceiro (a) pesa nas contas, mas o início do relacionamento também. No começo do namoro, os custos costumam ser mais altos, segundo pesquisa de 2018 feita pela Giftcards.com, varejista digital americana de cartões de presente. 

Num panorama norte-americano, no primeiro semestre de relacionamento o casal desembolsa US$ 369 por mês, depois os gastos caem para US$ 223 semestralmente.

Corrigindo os valores pela alta da inflação, que foi de 19,48% desde a data da pesquisa até agosto deste ano, os custos seriam de US$ 440,91 e US$ 266,46 em valores de hoje, de acordo com a calculadora da Bureau of Labor Statistics.

Gastos de R$ 25 mil por ano namorando para R$ 76 mil solteiro

Rafael, de 27 anos, diretor associado em um banco de investimento brasileiro, comenta que, de qualquer modo, há um preço por estar ou não acompanhado. Ele conta que de abril de 2016 a julho de 2021 viveu um relacionamento em que teve gastos médios, que estavam de acordo com o seu patamar de vida na época. Somando tudo, os gastos durante o namoro eram em média de R$ 25.700 por ano

No geral, sem observar as contas fundamentais, Rafael menciona que suas despesas eram com jantares, passeios e viagens com a sua ex-companheira. Por mês, isso custava em média R$ 1.150 – o que representava três finais de semanas curtidos na cidade de sua residência (R$ 750) e um final de semana de ida à praia (R$ 400).

Fora isso, o diretor comenta que trimestralmente costumava substituir um final de semana de ida à praia por uma viagem ainda mais bacana, que exigia mais recursos financeiros. Em cada uma dessas ocasiões, os gastos geralmente eram de R$ 3 mil. 

Nas datas especiais, o valor dos presentes e comemorações variavam muito, segundo Rafael. Mas ele aponta que é possível sugerir que esses eventos juntos, na média anual, custavam R$ 1.500. 

Após o término, Rafael teve novas oportunidades profissionais, o que fez com que ele tivesse uma melhora de sua situação financeira. “Quando virou esse ano, a minha condição financeira melhorou muito… mudou da água para o vinho”, comenta o diretor, acrescentando que, por conta disso, hoje gasta mais. Mas outras coisas também mudaram. Rafael trocou os hábitos que tinha durante o relacionamento por momentos de diversão em bares e baladas junto dos amigos.

“Antes eu não ia em festas, agora eu vou para festas todos os finais de semana… Está indo uma grana que eu não gastava.”

Rafael, 27 anos

O diretor conta que esse estilo de vida custa, em média, R$ 1 mil por semana. Nesta conta, estão incluídos os novos “dates” do solteiro, que não precisa mais se preocupar com presentes em ocasiões especiais. 

Neste último ano, apesar de Rafael dizer que diminuiu o ritmo das viagens de lazer, ele ainda assim conseguiu visitar diversos lugares no Brasil. Ele aponta que, nessas circunstâncias, deve ter gastado em média R$ 24 mil no ano, o que é o dobro do que gastava em viagens com sua ex-namorada em um mesmo período. 

Somando tudo, o gasto do solteiro no último ano foi em média de R$ 76 mil. Isso sem contar as despesas fixas e essenciais. 

Conselhos de especialista

Se estar solteiro costuma sair mais caro, o planejador financeiro Guilherme Baia comenta que há algumas alternativas para economizar. Ele explica que nossa “criatividade, inteligência, tempo e cada uma das nossas características, se bem utilizadas, podem nos favorecer”. 

De acordo com ele, uma opção para gastar menos em um fim de semana, por exemplo, pode ser chamar os amigos para vir em casa e pedir que eles convidem outras pessoas – a fim de ter mais oportunidades de conhecer gente nova. 

O planejador financeiro ainda aconselha que “seja com muito ou pouco dinheiro, seja acompanhado ou só, a sua vida sempre será melhor quanto mais as suas escolhas colaborarem com os seus objetivos”. 

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Ficou sabendo? Regras para chips; robôs da Tesla e demissão por comentário viral

Por: Reuters

Regra de exportação de chips de IA será divulgada em breve, diz oficial da Casa Branca

O governo Biden pode dar mais detalhes sobre uma possível nova regra para exportar chips de inteligência artificial de alto desempenho para a China “relativamente em breve”, disse um funcionário da Casa Branca nesta sexta-feira.

Tarun Chhabra, membro do Conselho de Segurança Nacional que para questões de tecnologia, disse que as cartas enviadas pelo Departamento de Comércio dos EUA para Nvidia e Advanced Micro Devices no mês passado pedindo interrupção das remessas de chips ​​para aplicações como processamento de linguagem natural e pesquisa de armas nucleares foram provavelmente precursores de novas regulamentações.

Mas ele não disse que forma esse regulamento pode assumir.

“Acho que estaremos em posição de dizer mais sobre isso em breve”, disse Chabbra.

Em seus comentários na sexta-feira, Chabbra afirmou que as restrições afetam apenas os chips mais avançados e são “estruturadas como uma combinação de poder de computação, mas também de velocidade de interconexão”.

Elon Musk divulgará robôs humanoides da Tesla após atraso

O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, disse que o negócio de robôs valerá mais do que o de carros e investidores, clientes e funcionários esperam ver um protótipo no “AI Day” que mostre se o bot chamado “Optimus” está pronto para o trabalho.

Musk também deve discutir nesta sexta-feira a tecnologia de direção autônoma da Tesla. “Haverá muitos detalhes técnicos e demos de hardware”, escreveu Musk no Twitter, acrescentando que o evento visa a recrutar engenheiros.

O teste chave para o robô é se ele consegue lidar com situações inesperadas.

A Tesla provocou a revelação do robô nas mídias sociais com uma imagem de mãos robóticas metálicas fazendo formato de coração. Inicialmente, o Optimus, uma alusão ao líder dos Autobots na franquia de mídia Transformers, realizará trabalhos repetitivos ou perigosos, incluindo mover peças em torno das fábricas da Tesla ou prender um parafuso em um carro com uma chave inglesa, segundo Musk.

Ele deve dar atualizações sobre o adiado plano da Tesla de lançar carros autônomos e seu computador de alta velocidade, Dojo, que foi revelado no ano passado e que a empresa disse ser essencial para o desenvolvimento de carros sem motorista.

Musk disse esperar que a Tesla alcance a direção autônoma total este ano e produza em massa um robô-táxi sem volante ou pedal até 2024.

Executivo sênior da Apple deixa empresa após comentário em vídeo viral

O vice-presidente da Apple Tony Blevins está deixando o cargo, confirmou a empresa na quinta-feira, sem dar detalhes.

A medida ocorre depois que um vídeo do executivo fazendo um comentário grosseiro sobre as mulheres se tornou viral. A Bloomberg noticiou pela primeira vez a saída de Blevins.

Em um vídeo no TikTok publicado neste mês, Blevins pode ser ouvido dizendo: “Tenho carros luxuosos, jogo golfe e acaricio mulheres de seios grandes, mas tiro fins de semana e feriados importantes” em resposta a uma pergunta sobre sua ocupação.

Blevins foi abordado pelo criador de conteúdo do TikTok, Daniel Mac, num show de carros como parte de uma série de vídeos em que Mac pergunta aos donos de carros de luxo suas ocupações.

A Bloomberg informou que Blevins parecia estar fazendo referência a uma linha quase idêntica falada pelo personagem principal no filme “Arthur”, de 1981.

A Apple não comentou o motivo da saída de Blevins. As tentativas da Reuters de entrar em contato com Blevins para comentar não tiveram sucesso. A Bloomberg citou uma declaração de Blevins na qual o executivo se desculpou por ofender com o que chamou de “tentativa equivocada de humor”.

Blevins, vice-presidente da Apple, teve um papel importante nas operações da cadeia de suprimentos da empresa.

Seu trabalho envolvia alinhar de dois a seis fornecedores para cada um dos milhares de componentes dos produtos da Apple e induzir disputas para obter os melhores preços para a Apple.

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Aneel mantém bandeira verde em outubro, sem taxa adicional na conta de luz

Por: Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (30) que manterá a bandeira verde acionada em outubro para todos os consumidores conectados ao setor elétrico nacional. Com a decisão, as contas de luz seguem sem cobrança adicional.

“Essa sinalização reflete boas condições de geração de energia elétrica sem cobrança adicional nas contas de luz, mesmo considerando previsão de crescimento do consumo de energia no país. A bandeira será válida para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional”, afirmou a agência em nota.

A bandeira verde está em vigor para todos os consumidores desde 16 de abril. De setembro de 2021 a 15 de abril, apenas beneficiários do programa tarifa social não pagaram a taxa, enquanto os demais consumidores pagaram adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, referente à bandeira escassez hídrica.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar os custos da geração de energia no país aos consumidores e atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldade para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e repassados às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia está baixo. Já as bandeiras amarela e vermelha 1 e 2 representam um aumento no custo da geração e a necessidade de acionamento de térmicas, o que está ligado principalmente ao volume dos reservatórios.

Conta de luz (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Conta de luz (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Saída de ETFs cripto encolhe após fase do ‘salve-se quem puder’

Por: Bloomberg

O fluxo de saída dos fundos de criptomoedas encolheu no terceiro trimestre, um sinal de que muitos investidores pessimistas já devem ter se afastado da classe de ativos de risco.

Os investidores retiraram US$ 17,6 milhões de fundos de criptomoedas negociados em bolsa no período, uma fração dos US$ 683,4 milhões em resgates líquidos recordes no segundo trimestre, segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence. 

Os resgates no segundo trimestre acompanharam a queda dos preços das criptomoedas. O bitcoin (BTC), o maior ativo digital em valor de mercado, caiu quase 60% durante o período.

As saídas mais suaves de ETFs vinculados a criptomoedas no terceiro trimestre se alinharam com flutuações mais brandas nos preços. O bitcoin chega ao fim do trimestre a cerca de US$ 19,700, alta de mais de 5% em relação ao início.

“Eu me pergunto se o segundo trimestre foi a fase do ‘salve-se quem puder’ desses fundos”, disse Todd Sohn, estrategista de ETFs da Strategas Securities. 

Os mercados globais afundaram nos últimos meses, à medida que bancos centrais de todo o mundo aumentam juros para conter a inflação crescente. Ativos de risco, como criptomoedas, foram especialmente atingidos à medida que temores de recessão aumentam.

“Tudo está mais correlacionado agora”, disse Stephane Ouellette, CEO da corretora de criptomoedas FRNT Financial. “As pessoas que estão comprando o ETF estão na mesma posição que as pessoas que estão em bitcoin”, disse ele. “Todo mundo está em pânico, então eles estão agindo da mesma forma.”

Mas os investidores que colocam seu dinheiro em fundos tendem a ser diferentes dos detentores de tokens, disse Sohn. Os que escolhem ETFs de criptomoedas podem fazê-lo para se proteger dos riscos associados à compra direta de tokens digitais, acrescentou.

Imagem ilustrativa do Bitcoin 05/05/2022 REUTERS/Agustin Marcarian
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Previsão de produção da Tesla mostra salto no 4º tri e expansão em 2023

Por: Reuters

A Tesla (TSLA34) planeja aumentar a produção de seus veículos elétricos Model Y e Model 3 no quarto trimestre e ampliar esse crescimento em 2023 à medida que as fábricas em Austin e Berlim ganham tração, segundo planos internos vistos ​​pela Reuters.

A previsão de produção da Tesla, se alcançada, colocará a fabricante no caminho para atingir a meta de produção de Elon Musk no próximo trimestre e levá-la para perto da escala da montadora de luxo alemã BMW até o final de 2023.

Musk e Tesla têm um histórico de apontar para metas que a empresa nem sempre cumpriu. Em abril, Musk havia dito que a Tesla poderia atingir crescimento de 60% nas entregas. Em julho, a empresa reduziu a meta para 50% para este ano.

Sua previsão, que cobre os próximos quatro trimestres consecutivos, estabelece uma meta ambiciosa de produzir quase 495 mil Model Y e Model 3 no quarto trimestre deste ano. Esses dois modelos representam cerca de 95% da produção da Tesla.

Os planos de produção podem levar a Tesla a superar o crescimento projetado no mercado global de automóveis em quase 10 vezes em 2023.

A Reuters confirmou a meta de produção global para os veículos com duas pessoas a par das projeções.

A Tesla não respondeu imediatamente com um comentário. Espera-se que a Tesla anuncie as entregas e a produção do terceiro trimestre neste sábado. A previsão é que isso mostre que a montadora se recuperou acentuadamente da desaceleração no trimestre anterior, quando a produção em Xangai foi atingida pelas medidas de controle do covid-19.

A corretora Piper Sandler projeta que a Tesla entregará 354 mil veículos no terceiro trimestre. O Citi espera entregas de 369,8 mil veículos. Troy Teslike, analista que rastreia dados de produção e entrega, projeta vendas de 343.779 crossovers compactos Model Y e sedãs Model 3.

Se atingir ou exceder essas previsões de analistas e depois atingir a previsão vista pela Reuters para o quarto trimestre, a Tesla terá vendas de cerca de 1,4 milhão de veículos em 2022.

Sua produção prevista de 1,59 milhão de Model Y e Model 3 nos primeiros nove meses do próximo ano poderá fazê-la terminar 2023 com vendas de mais de 2,1 milhões de veículos elétricos.

Veículos Tesla Model Y 22/03/2022 Patrick Pleul/Pool via REUTERS
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Resumão: o que mexeu com o mercado na última semana antes do 1º turno

Por: Karina Trevizan

Como as expectativas para as eleições estão mexendo com o mercado financeiro?

O Boletim InvestNews desta sexta-feira (30) traz comentários sobre as expectativas de investidores sobre o resultado das eleições 2022. Como isso está mexendo com a bolsa de valores e o dólar? Quais os riscos à vista? Como o mercado enxerga a disputa entre Lula e Bolsonaro?

O programa traz ainda um resumo de notícias da semana, como os últimos números sobre o mercado de trabalho no Brasil (com dados da Pnad sobre desemprego, renda e informalidade, e do Caged sobre abertura de postos com carteira assinada). Foram divulgados também indicadores importantes de inflação (IPCA-15 e IGP-M).

Do cenário externo, a semana foi marcada pela repercussão de números do PIB e inflação nos EUA, além de preocupações sobre a economia na Europa.

Além das notícias de economia, o BLTM mostra os números do fechamento do mercado, com cotação de dólar, bitcoin e Ibovespa no dia, além das ações que mais subiram e mais caíram.

A apresentação é da jornalista Karina Trevizan.

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Com derretimento da libra, bitcoin tem sido herói no Reino Unido

Por: Mayara Souza

*ARTIGO

A libra esterlina (GBP) chegou ao seu menor valor da história nos últimos dias, ultrapassando a cotação de 1985. Por outro lado, o desastre do sistema financeiro tradicional reforçou o rótulo do bitcoin (BTC) como um ativo blindado às intempéries econômicas.

Apesar da alta volatilidade nos preços e a queda de 70% desde sua máxima histórica, o bitcoin voltou a brilhar no Reino Unido como ativo de proteção monetária. Não à toa, conforme publicação do James Butterfill, CEO da CoinShares, a moeda aumentou em 12 vezes o volume de negociações em relação à libra esterlina.

Volume de negociações do bitcoin em relação à libra esterlina (GBP). Fonte: twitter oficial James Butterfil

A atitude dos britânicos abraçando a criptomoeda como ativo de proteção não é uma novidade: o movimento foi o mesmo entre os que moram na Argentina, Nigéria, Venezuela e Turquia desde que os governos ligaram as impressoras e as moedas estatais entraram em um interminável espiral de baixa.

De fato, o cenário macroeconômico atual é bem negativo para o bitcoin e o mercado de cripto em geral, o qual deve sofrer com mais saída de capital ao longo dos próximos meses, com os investidores tradicionais ainda com medo de assumir mais risco. Mas, ao que tudo indica, é apenas uma questão de tempo para o bitcoin reverter sua situação atual.

Obviamente a conjuntura atual opera no futuro do bitcoin, e de qualquer moeda, mas o histórico de dados de ciclos anteriores do halving do BTC sugerem que ele está prestes a desfrutar de novas valorizações exponenciais.

Europa está afundando junto com a libra esterlina

A Europa está sentindo a crise financeira, agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e, evidentemente, pela catastrófica inflação descontrolada.

Em 22 de setembro, por exemplo, o governo da Inglaterra anunciou um corte de impostos sem precedentes — o maior desde 1972 — em mais um atitude desesperada para tentar conter a inflação, fazendo com que a moeda atingisse nova mínima histórica.

Com 52 anos de história libra esterlina, como conhecemos iniciou sua jornada em 1971, onde, desde então, é emitida sem qualquer parâmetro.

Segundo a Porkopolis Economics, a taxa média de emissão da moeda desde 1970 tem sido de 11,2% ao ano, valor extremamente alto! Para se ter uma ideia desse desastre, o bitcoin, do qual críticos alegam não proteger contra a inflação, tem emissão de apenas 1,7% ao ano.

Características econômicas das principais e maiores moedas fiduciárias do mundo. Fonte: dados da plataforma Porkopolis Economics

Portanto, antes de entrar em desespero pela queda na cotação do BTC, é preciso ter sempre em mente que o ouro 2.0 não pode ser sancionado e existe um limite matemático em sua oferta.

Por consequência, o bitcoin deve apresentar, em breve, um movimento de recuperação diante da turbulência vivida pelas moedas fiduciárias, assim como da redução da taxa de juros pelos países, que deve iniciar dentro do primeiro semestre de 2023.

Preço cai, mas fundamentos continuam

A adoção crescente do bitcoin, alinhada às suas características intrínsecas, faz com que seja melhor do que qualquer outro ativo contra inflação e outras formas de manipulação de política monetária.

Além disso, a dificuldade de mineração (hash) do BTC alcançou novos patamares históricos recentemente, conforme os dados fornecidos pelo monitoramento on-chain BTC.com. Em outras palavras, isso significa duas coisas para os usuários e investidores:

  1. A rede bitcoin, com 13 anos ininterruptos de funcionamento, ficou ainda mais segura e descentralizada.
  2. A data do próximo halving do bitcoin foi antecipada, sendo previsto para o último trimestre de 2023, que tem, como histórico, ser sucedido por uma valorização exponencial.
Descrição: ciclos de halving do BTC no modelo stock-to-flow e valorizações da moeda subsequentes ao evento. Fonte: TradingView

Outro ponto importante é notar a resiliência que o preço do bitcoin está apresentando em meio a um contexto macroeconômico catastrófico, pois ele demonstra uma evolução na percepção dos investidores em relação ao ativo como uma classe que merece ser vista como um refúgio, diante do cenário cada vez pior de inflação mundial.

Nestes momentos sombrios é que grandes fortunas são formadas usufruindo da famosa regra “Comprar na Baixa”. Quando se trata de bitcoin, os preços atuais são uma grande oportunidade de acumulação.

Mayara é co-autora do livro “Trends – Mkt na Era Digital”, publicado pela editora Gente. Multidisciplinar, apaixonada por tecnologia, inovação, negócios e comportamento humano.

*As informações, análises e opiniões contidas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews.


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Cyrela e MRV lideram altas do Ibovespa em setembro

Por: Erica Martin

As empresas ligadas ao segmento de construção lideraram a lista das ações do Ibovespa que mais se valorizaram em setembro. A Cyrela apareceu no topo, após bancos de investimentos melhorarem a expectativas para a companhia e para o setor, seguida pela MRV.

Em contrapartida, a ressugaradora IRB emplacou a maior queda mensal.

No acumulado da semana, a ação ordinária da petroleira Petrobras foi uma das que mais subiram, atrás somente da fabricante de software Totvs, enquanto o varejista Pão de Açúcar ficou com a maior desvalorização.

No recorte diário, varejistas emplacaram topos distintos do Ibovespa, enquanto a Magalu teve a maior alta, o Carrefour registrou o pior desempenho.

O pregão desta sexta-feira (30) foi positivo especialmente para as companhias que atuam com commoditties, com destaque para a mineradora Vale e as siderúrgicas, embora no acumulado da semana o desempenho tenha sido misto, com a 3R Petroleum, por exemplo, firmando recuo de 4,66%.

No setor de petróleo, a Enauta seguiu tendência positiva no dia mesmo depois de informar que houve uma interrupção da produção do Campo de Manati.

A construtora Rossi, que não faz parte do Ibovespa, terminou o dia com ganhos, embora tenha fechado setembro com recuo superior a 9%. No radar está a notícia de que a 1° Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo acatou o pedido de recuperação judicial da companhia.

Destaques do mês

CYRELS
Foto: Divulgação/Cyrella

As empresas ligadas ao segmento de construção lideraram a lista das ações do Ibovespa que mais se valorizaram em setembro. A Cyrela apareceu no topo, após bancos de investimentos melhorarem a expectativas para a companhia e para o setor, seguida pela MRV.

Na última quarta-feira, a Cyrela chegou a subir mais de 8,15%, após o Itaú BBA e o Credit Suisse elevarem de neutra para compra suas recomendações para o papel da empresa.

Para o Itaú BBA, ainda que o macroambiente tenha riscos relevantes, tanto domésticos quanto externos, agora existe uma assimetria que favorece a Cyrela, uma vez que há um prêmio de risco significativo implícito na curva de juros e pouco espaço para maior deterioração do microambiente. 

O banco de investimento acredita que essas assimetrias positivas podem ser válidas para a maioria das construtoras de média renda. O Itaú manteve preço-alvo para as ações em R$ 22.

O Credit Suisse, por sua vez, elevou sua recomendação de neutra para compra, tanto para a Cyrela como para a Direcional. O banco afirmou que é hora das construtoras voltarem ao radar dos investidores e melhorou o preço-alvo para Direcional de R$ 15 para R$ 21, e para Cyrela de R$ 18 para R$ 21.

O banco subiu ainda o preço-alvo para EZTec de R$ 20 para R$ 24, e para Tenda de R$ 6 para R$ 9.

Os analistas do Credit firmaram em relatório que embora seja cedo para confirmar que o cenário macroeconômico ficou positivo, se a tendência de queda nas taxas de juros de longo prazo se acentuar, as ações devem ter uma reavaliação significativa e os investidores não vão querer perder. A equipe do banco disse ter preferência pelo segmento de baixa renda. 

Maiores altas de setembro

Ação Variação no acumulado do mês em %
CYRE329,59
MRVE322,84
COGN318,55
EZTC317,61
YDUQ317,38
BRML314,3
WEGE313,75
FLRY312,18
VALE311,69
EQTL311,25

Maiores quedas de setembro

Ação Variação no acumulado do mês
IRBR3-32,93
MRFG3-24,94
SMTO3-19,9
BEEF3-18,83
BRFS3-18,74
CVCB3-17,3
EMBR3-15,7
ECOR3-15,19
QUAL3-15,18
JBSS3-15,11

Destaques da semana

commodities

No acumulado da semana, a ação ordinária da petroleira Petrobras foi uma das que mais subiram, atrás somente da fabricante de software Totvs, enquanto o varejista Pão de Açúcar ficou com a maior desvalorização.

O pregão desta sexta-feira foi positivo para as companhias de commodities – com alta registrada pelas siderúrgicas, petroleiras e a mineradora Vale. Além disso, a mineradora informou que seu conselho de administração aprovou a reorganização das operações de metais básicos no Brasil.

rossi
Reprodução site da companhia

A  Rossi Residencial (RSID3) terminou o dia em alta de 2,79%, para R$ 3,72, mas encerrou o mês de setembro com recuo superior a 9%. A empresa informou nesta sexta-feira que a 1° Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo acatou o pedido de recuperação judicial da companhia.

A Rossi, após vários anos de fragilidade financeira, informou em 19 de setembro que pediu recuperação judicial, diante de dívida líquida de R$ 594,5 milhões e uma posição de caixa de R$ 4,4 milhões. Naquele pregão, os papéis caíram mais de 10%.

Maiores altas da semana

Ação Variação em %
TOTS39,49
PETR36,9
IRBR35,32
MRFG35,26
CVCB35,06
CASH34,61
ARZZ34,44
BBDC44,25
SOMA31,82
MGLU31,73

Maiores quedas da semana

AçãoVariação em %
PCAR3-13,73
RAIZ4-13,66
BBSE3-12,27
ABEV3-10,77
B3SA3-10,27
GOLL4-10,21
NTCO3-9,49
CMIN3-8,87
BRML3-8,8
CCRO3-8,52

*Com agências

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Auxílio Brasil: bancos não podem cobrar taxas, diz ministro

Por: Agência Brasil

O ministro da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento, disse nesta sexta-feira (30), em Brasília, que as instituições financeiras não podem cobrar nenhum tipo de taxa, seja administrativa ou de abertura de crédito, para famílias que aderirem ao crédito consignado do Auxílio Brasil. Em entrevista ao programa Repórter Brasil, da TV Brasil, ele destacou ainda que o teto de juros a serem praticados é de 3,5% ao mês.

“O empréstimo consignado veio para assessorar as famílias nesse momento de recuperação social que o país passa [no] pós-pandemia. Principalmente, para a troca de uma dívida muitas vezes cara por uma dívida com juros mais baratos. Essas famílias, que se encontram endividadas, às vezes pagando taxa de juros em cartão de crédito da ordem de até 20% ao mês, agora vão poder trocar essa dívida cara por uma dívida barata”, explicou.

Empréstimo consignado

Ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, participa do programa Repórter Brasil Tarde /
© Antonio Cruz/Agência Brasil

Outra possibilidade, segundo o ministro, é que as famílias que recebem o Auxílio Brasil e que optarem pelo empréstimo consignado utilizem o recurso para empreender, já que o programa agora permite que beneficiários constituam, por exemplo, microempresa individual sem perder o benefício.

“A família consegue, com esse novo benefício do consignado, comprar um equipamento para continuar a sua produção. Muitos profissionais autônomos que, durante a pandemia, tiveram a sua renda prejudicada, muitas vezes chegando a zero e impedidas de ganhar o seu sustento, agora, com essa ferramenta do empréstimo consignado, vão conseguir retomar a sua atividade de trabalho”, argumentou.

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MME abre consulta sobre mercado da compra de energia pelo consumidor

Por: Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública que pretende dar aos consumidores de energia elétrica a possibilidade de escolher qual empresa será sua fornecedora, de forma a ampliar a competição nesse segmento.

A consulta pública, prevista na Portaria 690/22 publicada no Diário Oficial da União de hoje (30), debaterá a possibilidade de o consumidor residencial escolher o seu fornecedor livremente a partir de 2028. Para os consumidores comercial e industrial, a possibilidade de escolha valeria a partir de 2026.

De acordo com o MME, a consulta pública receberá contribuições até o dia 1º de novembro, discutindo a minuta que “permite a todos os consumidores de baixa tensão comprar energia elétrica de qualquer fornecedor”.

“Ampliando a prerrogativa dada aos consumidores de alta tensão, a proposta traz maior liberdade de escolha também para os consumidores de baixa tensão, incluindo os residenciais, comerciais e industriais”, informou o MME.

Conta de energia elétrica

A pasta acredita que, ao permitir o acesso de consumidores a outros fornecedores de energia, conseguirá ampliar a competitividade do setor, de forma a melhorar a qualidade do serviço, inclusive resultando na diminuição de custos para o consumidor final.

“A abertura proporciona autonomia ao consumidor, que poderá gerenciar suas preferências, podendo optar por produtos que atendam melhor seu perfil de consumo, como os horários em que necessita consumir mais energia”, explica o MME.

A proposta manterá a “segregação entre atacado e varejo”. Dessa forma, consumidores da baixa tensão que decidirem acessar o mercado livre passarão a ser representados por um “agente varejista” junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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Inflação nos EUA sobe além das expectativas em agosto; o que esperar dos juros?

Por: InvestNews

O núcleo do índice PCE nos Estados Unidos teve alta de 0,60% em agosto, segundo o Departamento de Comércio do país. A expectativa do mercado era de um avanço de 0,50%. No acumulado de 12 meses, o núcleo do PCE atingiu 4,90%, ante 4,70% do consenso.

Outro destaque do dia é a inflação da zona do euro, que atingiu recorde de 10% no mês de setembro.

Já no Brasil, a taxa de desemprego caiu para 8,9% no trimestre encerrado em agosto.

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Ibovespa opera em alta, na contramão do exterior; dólar sobe

Por: InvestNews

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta nesta sexta-feira (30), em meio a um cenário de queda no exterior após dados de inflação nos Estados Unidos e na zona do euro.

Por volta das 11h30, o Ibovespa avançava 1,08%, aos 108.827 pontos. Já o dólar avançava 0,30%, negociado a R$ 5,4114.

Eleições

O debate promovido pela TV Globo na noite de quinta-feira foi marcado por trocas de farpas acaloradas entre o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As respectivas campanhas de ambos avaliaram suas participações no debate como positivas, apesar do bate-boca.

Lula tem liderado confortavelmente as pesquisas de intenção de voto, e há chances consideráveis de o petista vencer as eleições já no domingo.

Mercado também acompanha resultado de dados da pesquisa Pnad contínua, que indicou uma queda de 8,9% no trimestre encerrado em agosto, representando queda de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior.

Cenário externo

Nesta sexta-feira, investidores reagem à divulgação dos dados do principal índice de inflação usado pelo Fed para sua política monetária, o PCE, referente a agosto.

Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,4% no mês passado depois de caírem 0,2% em julho. Já o índice PCE de inflação avançou 0,3% no mês passado, depois de ter caído 0,1% em julho.

Dia também é marcado por uma série de discursos de autoridades do Fed.

Bolsas Mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street abriram em baixa nesta sexta-feira, com a resiliência do núcleo da inflação norte-americana em agosto alimentando temores de que mais altas de juros afetem uma recuperação nos gastos do consumidor.

O Dow Jones caía 0,35% na abertura, para 29.123,03 pontos.

O S&P 500 tinha baixa de 0,19%, a 3.633,48 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caía 0,37%, para 10.697,71 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China caíram nesta sexta-feira, antes de um feriado local de uma semana, acompanhando perdas registradas na véspera em Wall Street devido a preocupações com a inflação e riscos de recessão, enquanto uma pesquisa fraca de atividade industrial também pesou sobre o sentimento.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei caiu 1,83%, a 25.937,21 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,33%, a 17.222 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,55%, a 3.024 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,58%, a 3.804 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,71%, a 2.155 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,81%, a 13.424 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,49%, a 3.130 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,23%, a 6.474 pontos.

*Com informações da Reuters.

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Produção do Campo de Manati é interrompida por redução da demanda de gás

Por: Reuters

A Enauta Participações (ENAT3) informou nesta sexta-feira (30) que houve uma interrupção da produção do Campo de Manati em decorrência da redução da demanda de gás.

A petrolífera afirmou que, segundo a Petrobras (PETR3 e PETR4), que é operadora do campo e compradora do gás produzido no local, a redução da demanda decorre da “conjuntura de oferta e demanda dos segmentos de mercado atendidos pelo gás do Campo de Manati”.

Trata-se de uma ocorrência usual da operação, de caráter temporário, sem alterações das condições contratuais, acrescentou a Enauta.

“Não obstante o retorno da produção, segundo o operador, a demanda ainda poderá permanecer em níveis reduzidos ao longo do mês de outubro”, diz o comunicado.

Petróleo petroleiras
Plataforma de petróleo na Bacia de Santos (RJ) 05/09/2018 REUTERS/Pilar Olivares

O gás produzido em Manati é integralmente vendido à Petrobras, sendo que o impacto financeiro da redução da produção é limitado pela obrigação de compra de volume mínimo contratado (cláusula de “take or pay”).

Até o dia 29 de setembro, a produção média diária de Manati apresentou queda de 29% quando comparada ao mês de agosto.

A Enauta detém 45% de participação do Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, litoral da Bahia.

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Agricultura monta estratégia pública para combater desperdício de alimentos

Por: Estadão Conteúdo

O governo federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, estabeleceu estratégias para o aperfeiçoamento de políticas públicas no combate às perdas e ao desperdício de alimentos. As recomendações finais foram propostas pelo Grupo de Trabalho (GT), criado no âmbito da Comissão para o Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio do Ministério da Agricultura, cujas tarefas se iniciaram em setembro do ano passado.

Segundo nota do Ministério da Agricultura, o GT definiu recomendações, que foram separadas em cinco eixos temáticos: Pesquisa, Desenvolvimento, Tecnologia e Estatística; Avaliação e monitoramento do ambiente Regulatório; Difusão de conceitos e comunicação; Integração de Políticas Públicas; e Integração Internacional. São elas:

  • O aperfeiçoamento e o incentivo à pesquisa e estatísticas nacionais relacionadas ao tema: perdas e desperdício de alimentos;
  • O uso intensivo de tecnologias consagradas e novas tecnologias (como a irradiação) na busca pela preservação de alimentos e redução de perdas;
  • O fortalecimento e ampliação de políticas públicas que reduzam perdas e desperdício como os Bancos de Alimentos junto às Centrais de Abastecimento (Ceasas) e programas como o Alimenta Brasil e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE);
  • Uma revisão regulatória para aperfeiçoamento de normas que reduzam perdas e desperdício de alimentos;
  • O engajamento pleno do Brasil nos esforços internacionais para o enfrentamento do tema buscando atingir os objetivos da FAO/ ONU.
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Para o diretor de Programas da Secretaria-Executiva do ministério e coordenador do GT, Luís Eduardo Rangel, o Brasil tem diversas iniciativas conectadas à redução de perdas e desperdício que envolvem desde o produtor até o consumidor final. “Só nos resta coordenar de maneira eficiente as diversas ações, e assim oferecermos soluções para produtores rurais, atacadistas, varejistas e consumidores na busca por uma redução de desperdício”.

Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), estima-se que cerca de 30% dos alimentos produzidos no planeta sejam desperdiçados ou perdidos por ano, alcançando 1,3 bilhão de toneladas. Na América Latina, são cerca de 77 milhões de toneladas perdidas.

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Justiça aceita pedido de recuperação judicial da construtora Rossi

Por: Reuters

A construtora Rossi Residencial (RSID3) disse nesta sexta-feira que a 1° Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo acatou o pedido de recuperação judicial da companhia.

A Rossi, após vários anos de fragilidade financeira, informou em 19 de setembro que pediu recuperação judicial, diante de dívida líquida de R$ 594,5 milhões e uma posição de caixa de R$ 4,4 milhões, segundo o balanço do segundo trimestre.

A decisão judicial, expedida na quinta-feira, ainda determinou a nomeação da Wald Administração de Falências e Empresas em Recuperação Judicial para atuar como administradora judicial do processo, além da suspensão de todas as ações e execuções contra o grupo Rossi por 180 dias, disse a construtora em fato relevante.

O período passa a valer a partir da liminar concedida na data do pedido da recuperação judicial.

Além disso, a Rossi tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação judicial, prazo que começa a contar do deferimento do processo.

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Gastos do consumidor dos EUA se recuperam em agosto; inflação acelera

Por: Reuters

Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos se recuperaram em agosto, mas as altas agressivas dos juros pelo Federal Reserve, que luta contra a inflação elevada, estão diminuindo a demanda, o que pode limitar uma recuperação antecipada da atividade econômica neste trimestre.

Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,4% no mês passado depois de caírem 0,2% em julho, disse o Departamento de Comércio nesta sexta-feira. Economistas consultados pela Reuters projetavam aumento de 0,2%.

O índice PCE de inflação avançou 0,3% no mês passado, depois de ter caído 0,1% em julho. Nos 12 meses até agosto, o índice subiu 6,2%, contra avanço de 6,4% em julho.

Consumidores fazem compras em supermercado na cidade de Nova York, EUA
Consumidores fazem compras em supermercado na cidade de Nova York, EUA 10/06/2022 REUTERS/Andrew Kelly
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Setor público consolidado tem déficit de R$ 30,2 bilhões em agosto

Por: Reuters

O setor público consolidado brasileiro registrou um déficit primário de R$ 30,279 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta sexta-feira (30).

Em pesquisa Reuters, a expectativa era de déficit primário de R$ 28,750 bilhões no mês.

A dívida bruta do país ficou em 77,5% do PIB em agosto, ao passo que a dívida líquida foi a 58,2%.

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Bancos melhoram oferta de títulos para tirar Latam da falência

Por: Reuters

Os bancos que lideram o financiamento para retirar a Latam Airlines da falência melhoraram a oferta de US$ 1,5 bilhão em títulos em meio à fraca demanda dos investidores.

O JPMorgan propôs um yield na faixa de 14% a 15%, ante proposta inicial de cerca de 13%, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O desconto foi reduzido para 93 cents por dólar, de acordo com as pessoas, que pediram para não serem identificadas.

O financiamento, que também inclui empréstimo de US$ 750 milhões, será usado para pagar credores. As discussões sobre o empréstimo alavancado giram em torno de uma taxa de cerca de 7,75 ponto percentual acima da taxa de referência, com um desconto de 92 a 93 cents por dólar.

Latam
Foto: Divulgação

Os mercados de títulos de alto risco e empréstimos alavancados estão sob pressão de juros crescentes e temores de uma recessão profunda, que fazem com que investidores fujam de dívidas arriscadas. Um grupo de subscritores liderados pelo Bank of America e Barclays teve que retirar uma colocação de US$ 3,9 bilhões para a aquisição alavancada da Brightspeed pela Apollo Global Management na quinta-feira (29).

Representantes do JPMorgan (JPMC34) e do Goldman Sachs (GSG134) não quiseram comentar, e um representante da Latam não respondeu imediatamente.

Os lances, tanto pelos títulos quanto pelo empréstimo, demoraram a chegar, de acordo com as pessoas. 

A Latam entrou com pedido de falência em Nova York há mais de dois anos, uma das maiores quebras da pandemia. A companhia aérea com sede em Santiago obteve aprovação judicial para reestruturação em junho, após lutar para obter apoio dos credores.

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Taxa de desemprego cai para 8,9% no trimestre encerrado em agosto

Por: InvestNews

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 8,9% nos três meses até agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30).

A taxa representa uma queda de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, terminado em maio e é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando ficou em 8,7%.

O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, segundo a mediana das previsões em pesquisa da Reuters.

Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 99 milhões, recorde da série histórica, iniciada em 2012.

População desocupada

Mulher coloca currículo em caixa no centro de São Paulo
Mulher coloca currículo em caixa no centro de São Paulo. Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O número de trabalhadores desocupados foi de 9,7 milhões de pessoas, caindo ao menor nível desde novembro de 2015, representando uma queda de 8,8% na comparação trimestral e 30,1% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Setor privado

A pesquisa mostra que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, de 13,2 milhões de pessoas, é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Houve crescimento de 2,8% no trimestre (mais 355 mil pessoas) e de 16% (1,8 milhão de pessoas) no ano.

Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado aumentou 1,1% e chegou a 36 milhões.

Outros números

A quantidade de trabalhadores por conta própria foi de 25,9 milhões de pessoas, mantendo a estabilidade na comparação com o tri anterior, enquanto o número de empregados no setor público cresceu 4,1% e chegou a 12,1 milhões.

Entre os desalentados, a população total foi de 4,3 milhões de pessoas e o percentual de desalentados foi de 3,8%, ambos mantendo estabilidade.

Já grupo de empregados com carteira de trabalho assinada apresentou crescimento de 2% enquanto o de empregadores subiu 11,5%.

Rendimento médio do trabalhador

Segundo a PNAD Contínua, o rendimento real habitual cresceu pelo segundo mês consecutivo, após dois anos sem crescimento. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 2.713. Esse valor representa uma alta de 3,1% em relação ao trimestre anterior, embora demonstre estabilidade na comparação anual.

“’Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também são fatores que colaboram”, diz Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD.

*Com informações da Agência IBGE

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Ação da Rede D’Or cai 8% após corte de preço pelo Itaú BBA; Petrobras oscila

Por: Erica Martin

As ações do grupo de hospitais Rede D’Or operavam em queda nesta quinta-feira (29) depois que o Itaú BBA reduziu projeções de lucro da empresa e o preço-alvo esperado para os papéis.

O pregão era negativo para as siderúrgicas e para a mineradora Vale, mesmo diante da alta do preço do minério de ferro na China. O cenário também era de queda entre as petroleiras, com a Petrobras oscilando entre perdas e ganhos, após o recuo da véspera.

Confira os destaques registrados por volta das 13h:

Rede D’Or

A Rede D’Or (RDOR3) declinava 3,34%, para R$ 29,75. Na mínima do dia, os papéis recuaram mais de 8%, a R$ 28,21. A baixa ocorre após o Itaú BBA reduzir o preço-alvo esperado para as ações da companhia para o ano de 2023, de R$ 45 para R$ 41. Por outro lado, a recomendação de compra foi mantida.

O banco também apontou uma redução de 8% na projeção para o Ebitda em 2022 e de 10% para 2023.

A mudança reflete uma queda revisão de tíquetes médios, com negociações de preços entre a rede hospitalar e seus fornecedores se estendendo por mais tempo.

As estimativas de lucro líquido agora são de R$ 1,14 bilhões, para 2022, e de R$ 1,95 bilhões, para 2023, representando estimativas 22% e 23% menores.

“Por outro lado, prevemos uma boa expansão da margem Ebitda devido a uma melhoria nos custos de compra de materiais e medicamentos à medida que esses custos voltam a níveis pré-pandemia no quarto trimestre de 2022”, escreveu a equipe do Itaú BBA.

Commodities

As siderúrgicas e a mineradora Vale operavam em queda no início da tarde, mesmo com os contratos futuros do minério de ferro para janeiro de 2023 encerrarem em alta de 2,01% na bolsa de Dalian, na China – maior mercado consumidor da matéria-prima.

As petroleiras caíam acompanhando a instabilidade do preço do petróleo Brent, que, por volta das 13h, tinha leve alta de 0,02%. A Petrobras oscilava entre perdas e ganhos.

Ação Cotação em R$Variação em % em relação ao pregão anterior
PRIO327,27-2,29
PETR332,660,06
PETR429,19-0,27
VALE368,09-0,37
GGBR319,56-0,36
GGBR423,40-1,31
RRRP334,42-3,72
USIM37,86-0,88
USIM57,00-2,64
CSNA311,83-3,11
CMIN33,21-2,73

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BTG Pactual corta preço-alvo da Telefônica Brasil citando maior custo de capital

Por: Reuters

O BTG Pactual (BPAC11) reduziu o preço-alvo da ação da Telefônica Brasil, de R$ 64 para R$ 50, citando potenciais maiores custos de capital, mas reiterou recomendação de compra.

A equipe do BTG revisou o modelo de projeções da empresa, que opera sob a marca Vivo (VIVT3), incorporando a compra dos ativos móveis da Oi (OIBR3), o que elevou projeções de Ebitda e receita.

Apesar disso, eles reduziram o preço-alvo, citando maiores custo de capital e de custo ponderado médio de capital para descontar fluxo de caixa.

Os analistas Carlos Sequeira, Osni Carfi e Guilherme Guttilla reduziram a estimativa de lucro líquido da Telefônica Brasil em 2022 de R$ 3,3 bilhões para R$ 3,1 bilhões. Para 2023, o corte foi de R$ 4,7 bilhões para R$ 3,9 bilhões.

btg pactual: negocia ETF
Edifício que sedia o BTG Pactual, em São Paulo (SP) 03/10/2019 REUTERS/Amanda Perobelli

Do outro lado, a estimativa de receita para 2022 cresceu de 46,4 bilhões para 47,6 bilhões e de 48,4 bilhões para 49,9 bilhões de reais no ano que vem. O Ebitda ajustado foi de 18,3 bilhões a 18,9 bilhões este ano e de 19,3 bilhões a 20,1 bilhões em 2023.

O relatório aponta que a expectativa de menores dividendos é um dos principais fatores afetando o desempenho da ação, à medida que a incorporação dos ativos da Oi e os impactos de juros e inflação derrubaram os lucros da empresa no primeiro semestre, tendência que devem continuar no curto prazo.

As ações da Telefônica Brasil caminham para o quinto mês seguido de queda, período no qual acumulou recuo de 23,3%. Por volta de 12h30, os papéis cediam 1,1%, a 40,34 reais, nesta quinta-feira, enquanto o Ibovespa perdia 1,2%, em dia negativo para as bolsas internacionais.

Uma das opções levantadas pelos analistas do BTG para elevar os proventos aos acionistas é uma redução de capital, embora essa possibilidade não esteja no cenário-base do banco. “Se acontecer, provavelmente será em 2023”, escreveram no relatório.

A equipe do BTG disse que a avaliação de Telefônica Brasil é atrativa nos níveis atuais, já que a ação negocia a 4,2 vezes o valor de firma sobre o Ebitda estimado para 2023, contra 5,8 vezes dos pares. Porém, afirmaram que a TIM oferece melhor opção risco-retorno no momento, já que negocia a um múltiplo menor, de 4,1 vezes, e é esperada que entregue um dividendo maior no ano que vem.

“No médio e longo prazo, os dividendos da Telefônica Brasil devem voltar aos altos níveis dos últimos anos”, disseram.

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Juro alto no Brasil leva estrangeiro a minimizar risco eleitoral

Por: Bloomberg

Investidores estrangeiros estão com alocação acima da média do mercado na dívida do Brasil em moeda local, incapazes de resistir à alta taxa de juros do país, mesmo quando se aproximam de uma eleição profundamente divisiva que provavelmente fará o governo voltar para a esquerda.

Investidores de Neuberger Berman a Aberdeen Asset Management aumentaram a exposição aos títulos locais brasileiros, pois eles oferecem um dos maiores retornos do mundo. Os rendimentos de um ano atualmente estão em 13,23%, representando um retorno de 8,14% acima da previsão de inflação para os próximos 12 meses. E não apenas as taxas estão altas, como a inflação também começou a desacelerar, o que abre caminho para o Banco Central começar a cortar os custos dos empréstimos no próximo ano e elevar os preços dos títulos.

Ao todo, isso é suficiente para superar as preocupações com o aumento dos gastos do governo e a provável guinada para a esquerda, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o firme favorito para ganhar a eleição, possivelmente no primeiro turno, em 2 de outubro. Até mesmo ofusca as preocupações de que o presidente Jair Bolsonaro não respeite o resultado da eleição.

“Você teve essa coincidência de que o pico da inflação ocorreu na época da eleição”, disse Richard Hall, analista de dívida soberana da T. Rowe Price, que tem US$ 13 bilhões em ativos de renda fixa emergente sob gestão. “Se você é um investidor focado em títulos, quer comprar quando eles pararem de subir juros.”

A inflação no Brasil subiu 8,73% em agosto em relação ao ano anterior, após atingir um pico de 12,13% em abril. Isso foi o suficiente para o Banco Central interromper seu ciclo de aperto em setembro, depois de entregar mais de 1.000 pontos-base em aumentos de juros desde março do ano passado.

Tendência regional

REUTERS/Ueslei Marcelino

O apelo dos títulos brasileiros se destaca em uma região que viu um deslocamento para a esquerda em uma série de eleições nos últimos dois anos. Nos poucos meses que antecederam as votações na Colômbia, Chile e Peru, os ativos locais foram vendidos porque os gestores de recursos temiam que os novos governos minassem a disciplina fiscal.

E embora o real brasileiro tenha reduzido parte do avanço deste ano nos últimos meses em meio à turbulência global, ele continua sendo a principal moeda com o melhor desempenho em relação ao dólar entre 16 pares monitorados pela Bloomberg. Quem tiver coragem de trocar a segurança do dólar pelo real e segurá-lo por um mês está recebendo quase 12,5% de retorno anualizado.

Além de oferecer melhores retornos para os investidores, o Brasil também está se beneficiando do aumento dos preços das commodities e de sua distância da guerra na Ucrânia. O PIB deverá crescer 2,6% em 2022, superando as previsões do início do ano.

“Não é um porto seguro, mas no contexto do que está disponível lá fora ou do que está acontecendo no resto do mundo”, o Brasil parece atraente, disse Gorky Urquieta, gestor da Neuberger Berman, que tem cerca de US$ 25 bilhões em ativos de mercados emergentes sob gestão e está overweight nos títulos locais do Brasil. A resposta imediata do BC foi “mais poderosa do que a incerteza política e o risco que é inevitável quando você tem uma eleição presidencial em um mercado emergente”.

Os rendimentos dos títulos de 10 anos do Brasil em moeda local atingiram um pico seis anos de 13,75% em junho, antes de caírem 171 pontos-base com os primeiros sinais do BC de que o ciclo de aperto estava próximo do fim.

“O Brasil tem se comportado bem e é visto como relativo ‘porto seguro’”, disse Kieran Curtis, diretor de investimentos da Aberdeen em Londres, que está overweight na dívida em moeda local. “Os rendimentos e o momento do ciclo monetário são o que torna esses títulos atraentes.”

Os mercados já estão se posicionando para cortes de juros em 2023, precificando em 280 pontos base em reduções para todo o ano a partir do primeiro trimestre.

“O Brasil tem sido uma de nossas principais preferências”, disse Elina Theodorakopoulou, diretora-executiva da Manulife Investment Management. “A verdade é que o Banco Central agiu de forma decisiva e liderou o ciclo de alta, abrindo caminho não só para a América Latina, mas para os mercados emergentes e desenvolvidos.”

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Porsche: ações sobem na bolsa de valores de Frankfurt após IPO

Por: InvestNews

Na manhã desta quinta-feira (29), as ações da Porsche estavam sendo negociadas 3% acima do preço de emissão de € 82,50. Com a alta nos papéis, a Porsche chegou perto do valor de mercado da Volkswagen, que antes do IPO era detentora de 100% da Porsche.

Outro destaque do dia foi a divulgação, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) que registrou deflação de 0,95% em setembro.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M caiu de 8,59% para 8,25%. No ano de 2022, o indicador acumula alta de 6,61%.

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