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Aniversariantes de outubro já podem fazer o saque do FGTS

 

Os trabalhadores nascidos em outubro podem aderir ao saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a partir deste sábado (1º). O valor, liberado na segunda-feira (3), estará disponível para retiradas até o dia 30 de dezembro deste ano.

 

Os aniversariantes de outubro que queiram receber a parcela anual neste ano podem aderir à modalidade até o fim do mês. A adesão ao saque anual pode ser feita no site e aplicativo do FGTS e nos pontos de atendimento da Caixa, como agências e caixas eletrônicos.

 

 

 

Para quem fez aniversário em agosto e optou pela modalidade, o dinheiro estará disponível até o dia 31 de outubro. Caso o trabalhador não saque o recurso no prazo, ele voltará automaticamente para sua conta no FGTS.

 

A retirada do dinheiro ocorre conforme o calendário de pagamento definido pela Caixa. A transferência dos valores para outra conta é feita por meio do aplicativo FGTS para celular e tablet.

 

De acordo com levantamento do Canal FGTS, da Caixa, mais de 15 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário entre os meses de janeiro e agosto deste ano. Ao todo, o valor disponibilizado superou R$ 8,5 bilhões.

 

Em todo o ano de 2021, foram liberados mais de R$ 12 bilhões em recursos, superando os R$ 9 bilhões retirados em 2020.

 

CALENDÁRIO DO SAQUE-ANIVERSÁRIO EM 2022

Nascidos em - Início do pagamento - Data final para sacar o valor

 

  • Janeiro - 03/jan - 31/mar
  • Fevereiro - 01/fev - 29/abr
  • Março - 02/mar - 31/mai
  • Abril - 01/abr - 30/jun
  • Maio - 02/mai - 29/jul
  • Junho - 01/jun - 31/ago
  • Julho - 01/jul - 30/set
  • Agosto - 01/ago - 31/out
  • Setembro - 01/set - 30/nov
  • Outubro - 03/out - 30/dez
  • Novembro - 01/nov - 31/jan/2023
  • Dezembro - 01/dez - 28/fev/2023

 

 

Quem opta pelo saque-aniversário deixa de ter direito ao saque-rescisão, que é a liberação dos valores quando há demissão sem justa causa.

 

Nestes casos, porém, o trabalhador pode sacar a multa de 40% sobre o FGTS e fazer o saque do montante nas demais situações previstas em lei, como na compra da casa própria, na aposentadoria ou por doença grave.

 

Leia mais: Veja a lista dos 70 planos de saúde suspensos pela ANS

 

O trabalhador que optar pelo saque-aniversário pode desistir e voltar ao saque-rescisão, desde que não tenha feito empréstimo com o dinheiro. Mas a mudança só será revertida após mais de dois anos da data da adesão, a partir do primeiro dia do 25º mês após o dia da solicitação de retorno.

 

VALOR QUE PODE SER SACADO

O valor liberado pela Caixa depende do saldo total que o trabalhador tem em suas contas do FGTS, incluindo as contas ativas (do emprego atual) e inativas (de trabalhos anteriores). Por exemplo: se o saldo é de R$ 800, poderá sacar 40% (R$ 320) mais a parcela fixa de R$ 50, totalizando R$ 370.

 

Quem tem até R$ 500 de FGTS pode sacar metade do valor. Quanto maior o valor total do FGTS, menor o percentual autorizado para o saque anual.

 

Saldo no FGTS (em R$) - Alíquota - Parcela adicional (em R$)

 

  • Até 500 - 50% - -
  • De 500,01 até 1.000 - 40% - 50
  • De 1.000,01 até 5.000 - 30% - 150
  • De 5.000,01 até 10.000 - 20% - 650
  • De 10000,01 até 15.000 - 15% - 1.150
  • De 15.000,01 até 20.000 - 10% - 1.900
  • Acima de 20.000,01 - 5% - 2.900

 

DINHEIRO PODE SER ANTECIPADO POR MEIO DE EMPRÉSTIMO

O trabalhador que adere à opção também pode fazer empréstimo que antecipa o saque. Dependendo do banco, podem ser antecipados até sete saques. Porém, a modalidade tem juros. Se fizer a antecipação do saque-aniversário, não é necessário esperar o mês de nascimento para sacar.

 

A contratação do empréstimo é feita apenas em instituições habilitadas. No aplicativo do FGTS, o trabalhador pode simular o valor máximo a ser contratado. Não é necessário aderir ao saque-aniversário para fazer a simulação.

 

VEJA O PASSO A PASSO PARA CONSULTAR O SALDO NO APP DO FGTS

 

  • Abra o app e clique em "Entrar no aplicativo"
  • Informe seu CPF, marque a opção "Não sou um robô" e clique em "Próximo"
  • Digite sua senha e vá em "Entrar"; caso não se lembre, clique em "Recuperar senha"
  • Na tela inicial clique em "Saque-Aniversário"
  • Em "Simular o valor do Saque-Aniversário" o aplicativo apresentará o valor que poderá ser sacado, de acordo com o saldo do seu FGTS
  • Leia o termo de adesão. Caso esteja de acordo, selecione a opção "Li e aceito os termos e condições"
  • Clique no botão "Optar pelo Saque-Aniversário"

 

 

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Morre em BH o empresário Lúcio Costa, fundador da Suggar Eletrodomésticos

O empresário Lúcio Costa, fundador da Cook Cozinhas & Ambientes e da Suggar Eletrodomésticos, faleceu aos 76 anos na manhã desta sexta-feira (30/9), em Belo Horizonte, após cair e sofrer um traumatismo craniano.
 
O vendedor, como ele gostava de ser chamado, era conhecido pela sua trajetória de superação, começando como catador de sucatas na infância, no bairro Santa Efigênia, até se tornar um grande empresário.

O falecimento de Costa foi comunicado em nota pela Suggar, que lamentou a morte do fundador. Na mensagem, a empresa se refere a ele como "admirado, mestre e fonte de inspiração".
 
Seu velório será neste sábado (1/10), no Cemitério do Bonfim, das 9h às 11h.  
 

Superação em quadrinhos

No aniversário de 40 anos da Suggar Eletrodomésticas, a empresa elaborou uma história em quadrinhos homenageando seu fundador. O quadrinho mostra a história de vida de Lúcio, desde as dificuldades enfrentadas quando perdeu seu pai, aos 12 anos de idade.
 
Destacando-se como vendedor em diferentes empresas, Lúcio chegou à gerência da General Eletrics, assumindo o cargo de gerente regional, responsável por três estados da federação, antes de fundar o próprio negócio.
 
Foi na década de 1970 que o vendedor decidiu começar o primeiro empreendimento, a Cook, vendendo cozinhas de fórmica projetadas especialmente para cada cliente. Seu trailer era sua loja.
 
O negócio foi crescendo, e Lúcio viu a oportunidade de começar a produzir os eletrodomésticos usados nas cozinhas planejadas. Assim, surgiu a Suggar, que começou produzindo exaustores para em seguida se tornar uma empresa líder em vários segmentos.
 
“Sem venda, nada acontece”. Essa era a frase que Lúcio guardou consigo, mesmo após deixar de ser vendedor, e que expressava como sua trajetória impactou sua visão do mundo empresarial.
 

Biblioteca 

O empresário era leitor voraz e fundou, em 2003, a biblioteca Eduardo Almeida Reis em sua empresa. Com mais de 7 mil livros e uma centena de itens na midiateca, o espaço estimulava que os empregados pegassem livros emprestados, para ler ou levar para os filhos.
 

Luto

Isabela Teixeira da Costa, coordenadora da Jornada Solidária, programa de responsabilidade social dos Diários Associados em Minas, lamentou a morte de Lúcio Costa e destacou sua importância no meio empresarial e social do estado.
 
"Lúcio foi um grande colaborador da Jornada. Nunca negou um pedido nosso. Fazia questão de contribuir com prêmios, além de patrocinar eventos com renda revertida ao programa. É uma grande perda para os amigos e todos que tiveram a oportunidade de conviver de perto com ele", ressaltou Isabela.



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Black Friday 2022: brasileiros vão gastar mais e Copa deve aquecer vendas

São Paulo - O brasileiro deve gastar mais na Black Friday deste ano. E os produtos que lideram a lista de intenção de compras são roupas, livros e calçados, seguidos de perto pelos eletroportáteis. É o que aponta uma pesquisa encomendada pelo Google ao Instituto Ipsos e apresentada nesta quinta-feira (29/9).

O levantamento, apresentado durante o evento Black Friday Connections Store, aponta ainda que cada pessoa pretende gastar, em média, com produtos de 5 categorias - número maior do que o consumo da Black Friday de 2021.

Lista de desejos

Dentre as categorias com maior intenção de compra, roupas e acessórios lideram a lista - quase metade dos entrevistados pretendem investir nesse tipo de produto. Em segundo lugar na lista, estão os livros e itens de papelaria. Além disso, a intenção de compra por calçados também é grande. 
Este é o segundo ano que roupas, acessórios e calçados aparecem no topo da lista de intenção de compras, contrariando uma tradição da Black Friday como um evento oportuno para investimento em produtos mais duráveis. Isso porque, com a retomada das atividades após o período de maior reclusão da pandemia, esses itens voltam a ser objeto de desejo dos brasileiros.

Sempre em alta na Black Friday, os celulares figuram em quarto lugar no ranking de intenção de compra. Aparelhos eletroportáteis também continuam no radar de quem pretende usar a ocasião para investir em algum produto. 

Copa do Mundo

Neste ano, pela primeira vez, a Black Friday vai coincidir com outro evento de relevância para os brasileiros: a Copa do Mundo. A estreia da Seleção Brasileira no mundial, inclusive, será um dia antes da tradicional sexta-feira de descontos.

E apesar de agitar ainda mais o mês, a expectativa é de que a Copa do Mundo incentive ainda mais as vendas. Na prática, deve acontecer assim: se você já tem planos de comprar uma televisão, é bem provável que você aproveite a Black Friday não apenas pelo desconto, mas também para curtir os jogos da TV nova; se você gosta de reunir os amigos para acompanhar as partidas, as promoções da data podem ser uma oportunidade para comprar comes e bebes a preços mais baixos.



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5 estrelas: Grande Hotel Termas de Araxá reabre no dia 1º de outubro

O Grande Hotel Termas de Araxá, no interior de Minas, vai reabrir no dia 1º de outubro e agora voltado para o turismo de alto padrão. Após reformulação dos serviços: termas, restaurantes e cardápios, mudança de enxoval e treinamento das equipes, o hotel passou a ser cinco estrelas. Neste novo modelo, inicialmente estão disponíveis 50 quartos.
 
De acordo com a assessoria de imprensa do Grande Hotel Termas de Araxá, as reservas poderão ser feitas a partir do dia 1º de outubro pelo site www.grandehotelaraxa.com. A utilização das termas continua com 20% de desconto para moradores da cidade.
 
“A hospedagem inclui diferentes programas terapêuticos. Todos os serviços e experiências sensoriais e terapêuticas devem ser agendados previamente.
 
Administrado pelo Grupo Tauá desde 2010, o hotel recebeu até agora R$ 10 milhões em investimentos para atender os hóspedes que enxergam o luxo como consumo de bem-estar”, destacou nota do Grande Hotel Termas de Araxá.
 
Uma das principais atrações do Grande Hotel, que conta com 278 apartamentos, 26 espaços para eventos e quatro espaços gastronômicos, são as águas termais de Araxá, usadas no local para banhos alternativos, massagens relaxantes e tratamentos estéticos. 
 
O hotel onde viveu Dona Beja (personalidade histórica de Araxá) foi construído na década de 1940 e conta com 33,3 mil metros quadrados de construção que estão localizadas no centro de um parque de 450 mil metros quadrados.

Oportunidades de emprego

Hoje (29/9), o hotel conta com 39 oportunidades de trabalho em aberto para os araxaenses. São vagas para serviços operacionais como garçom, camareira, auxiliar de conservação e limpeza, cozinheiro e manutenção.
 
Currículos devem ser enviados para o e-mail vagas.araxa@taua.com.br

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Cheque especial é recorde



Os brasileiros nunca se endividaram tanto no cheque especial, tipo de crédito acionado quando o saldo da conta-corrente fica no vermelho. Em agosto, foram concedidos R$ 38,5 bilhões nessa modalidade – maior valor da série histórica do Banco Central (iniciada em março de 2011).

Os dados do BC também mostram que o endividamento das famílias tem subido mês a mês e atingiu 53,1% em julho – o mais alto patamar da série histórica, que teve início em janeiro de 2005. Em 12 meses, já são 5,1 pontos percentuais de aumento. Desde setembro de 2021, o índice tem ficado acima de 50%. Desconsiderando o financiamento imobiliário, o endividamento em agosto atingiu 33,64% e também foi recorde.
 
O uso recorde do cheque especial se dá em tempos de alta de juros, com a elevação da taxa básica (Selic) ao patamar de 13,75% ao ano, e de aperto de renda da população brasileira em um cenário de inflação ainda elevada. A taxa de juros cobrada na modalidade também subiu, passando de 127,4% ao ano em julho para 128,6% em agosto. Desde o início de 2020, os juros cobrados no cheque especial não podem superar 8% ao mês (151,8% ao ano), conforme determinação do BC.
 
Apesar do teto, as taxas da modalidade continuam entre as mais elevadas do mercado, atrás apenas dos juros do cartão de crédito. Em agosto, a taxa do rotativo – usado quando o consumidor não paga a fatura integral do cartão até o vencimento – chegou a 398,4% ao ano; e a do parcelado, a 185,9% ao ano.

O cheque especial é acionado quando o correntista esgota o saldo de sua conta bancária e um valor pré-aprovado é liberado pelo banco para que a pessoa possa continuar consumindo. A modalidade funciona como um “empréstimo automático”. Desde 2018, os bancos passaram a oferecer a quem tem dívidas no cheque especial um parcelamento mais barato para os consumidores que usam mais de 15% do limite por 30 dias consecutivos.
 
Izis Ferreira, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ressalta que o fato de o consumidor não ter de cumprir o rito burocrático da contratação do crédito é um facilitador para o uso inconsciente do cheque especial. “É uma modalidade de crédito cara. Mas, no imaginário das pessoas, funciona como uma espécie de renda disponível. O brasileiro não entende que vai pagar para usar aquele recurso”, disse.

Renda

Segundo a especialista, o atual contexto inflacionário ainda pesa no orçamento das famílias de renda média e baixa. Em agosto, o índice oficial de inflação do país recuou 0,36%, puxado pelo corte nos preços dos combustíveis – mas, apesar da trégua, atingiu 8,73% no acumulado de 12 meses. “A renda média das famílias assalariadas não cresce acima da inflação. Então, fica difícil conseguir pagar todas as contas e manter o nível de consumo. As famílias que não têm reserva para qualquer emergência acabam usando o que é mais fácil, e a gente tem de considerar que elas já estão endividadas em outras modalidades”, afirmou.
 
Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, acrescenta na equação a dificuldade de as pessoas se recolocarem no mercado de trabalho e a informalidade. “Na medida em que essas pessoas não oferecem garantia de pagamento de determinado empréstimo, parte significativa dos créditos mais baratos não está disponível para elas, que acabam tendo de acionar fontes mais caras”, disse.
 
De acordo com a especialista, a escalada da taxa de juros também piora potencialmente a situação de endividamento das famílias e contribui para a inadimplência. “A gente começa a ter um cenário onde a situação econômica não melhora, fato que empurra as pessoas para maior condição de fragilidade econômica e faz com que tomem mais crédito. Esse crédito é caro, aumentando a probabilidade de ficarem inadimplentes ou precisarem de mais crédito ainda. Isso, infelizmente, vira uma bola de neve”, afirmou.
 
Depois de registrar queda durante a pandemia de COVID-19, período marcado pela liberação de recursos emergenciais em socorro financeiro à população, as taxas de inadimplência vêm subindo nos últimos meses. No mês passado, a inadimplência no segmento de recursos livres (não subsidiados) como um todo no país ficou em 3,9%, ante 3,8% em julho. Em 12 meses, a elevação foi de 0,9 ponto percentual. Na modalidade do cheque especial, a taxa subiu 0,8 ponto percentual entre julho e agosto, passando de 11,6% para 12,4%. Foi o maior índice registrado desde dezembro de 2020, quando a inadimplência estava em 13,4%.

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As diferenças entre Brasil e Suécia nos benefícios e transparência dos chefes de governo



Suécia e Brasil atravessam neste momento processos que definirão quem comandará os dois países no futuro próximo.

Os brasileiros irão às urnas no domingo (2/10) para eleger seu presidente. Jair Bolsonaro (PL) tenta a reeleição, mas, até o momento, está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas.

Enquanto isso, os suecos aguardam a escolha do novo primeiro-ministro, após uma coalizão de direita vencer as eleições de setembro. Magdalena Andersson, primeira mulher a chefiar um governo no país, foi derrotada, mas permanecerá na liderança até que a oposição, vitoriosa das urnas, forme um novo governo.

Mas há um grande contraste entre a Suécia e o Brasil quando se examinam as regalias à disposição dos seus mandatários e o grau de transparência que oferecem a seus cidadãos para supervisionar seus gastos e atos do poder.

A residência oficial sueca: nem a limpeza é gratuita



Na década de 1970, o então primeiro-ministro Olof Palme morava em sua própria casa no subúrbio de Vällinby, na capital Estocolmo, e costumava dirigir para a sede do governo em um velho Fiat vermelho. O antecessor de Palme, Tage Erlander, tomava o bonde ou ia de carona com a mulher, que trabalhava perto dali.

Os suecos só decidiram criar uma residência oficial para o primeiro-ministro depois de 1986, quando Palme foi assassinado a tiros na saída do cinema enquanto caminhava para casa sem escolta, em um crime brutal e nunca solucionado.

Seu sucessor, o também social-democrata Ingvar Carlsson, mudou-se aparentemente contrariado para a nova residência oficial. Diz-se que Carlsson achava inapropriado para um premiê morar em um lugar chamado de palácio - ao adquirir a casa em 1884, a abastada família Sager a batizara de Palácio Sagerska.

Turistas menos atentos pisam, sem se dar conta, a um metro da porta de entrada da casa da primeira-ministra sueca em exercício. Sem portões externos, a residência oficial de Sagerska está situada na Strömgatan, a rua de pedestres que margeia o Mar Báltico e o lago Mälaren nas proximidades do Parlamento.

Construída em 1880, Sagerska tem 1.195 m² e quatro andares. Os aposentos privados da premiê ocupam uma área de 273 m², situada nos dois últimos pavimentos. No terceiro andar, estão a sala de estar, cozinha, um quarto e um escritório. No pavimento superior, há outros dois quartos e acesso a uma varanda.

Segundo o conselho que administra as propriedades estatais, o térreo de Sagerska abriga a recepção da residência, cozinha - apenas para recepções oficiais - e o setor de administração. No primeiro e no segundo andar, estão os espaços para hóspedes e salão para recepções oficiais.

Sagerska é uma bela mansão, mas não há serviçais no apartamento da primeira-ministra em exercício. "Não há nenhum empregado contratado para trabalhar nos aposentos privados de um mandatário sueco na residência oficial", enfatiza Sofia Sjöman Waas, assessora do setor de administração do governo.

Nem mesmo a limpeza dos aposentos privados é gratuita. "Serviços de limpeza são fornecidos por períodos que variam entre quatro e oito horas por mês. Por este benefício, a mandatária paga 470 coroas por hora (cerca de R$ 230)", diz a assessora.

E, na Suécia, viver na residência oficial não é necessariamente grátis. Se um primeiro-ministro não mantiver outro imóvel (próprio ou alugado) em seu nome, ele é obrigado a pagar impostos por morar em Sagerska.

Em entrevista à revista Femina após assumir o posto de premier, em novembro de 2021, Magdalena Andersson contou que sempre dividiu com o marido as tarefas de cozinhar, lavar e fazer a faxina. O casal tem dois filhos, de 20 e 22 anos de idade.

"Desde que me tornei ministra das Finanças (em 2014), meu marido passou a ajudar ainda mais nas tarefas domésticas. E também cozinha muito bem", disse a premiê.

"Evidentemente, a primeira-ministra em exercício Magdalena Andersson paga por sua comida com o seu próprio salário. Como qualquer cidadão", diz Jenny Ryderstedt, assessora de imprensa do governo da Suécia, à BBC News Brasil.

Já ao longo da história política do Brasil, são tradicionalmente altos os gastos com compras de alimentos para a residência oficial do presidente da República. E as diferenças entre as realidades dos mandatários de Brasil e Suécia não se limitam à cozinha.

O marido de Magdalena Andersson é professor do prestigiado Instituto de Economia de Estocolmo, a mesma instituição em que ela se graduou como mestre em Economia. A primeira-ministra em exercício, de 55 anos, tem ainda especializações na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e no Instituto de Estudos Avançados de Viena, na Áustria.

"Gosto de tudo o que o meu marido cozinha, especialmente quando ele faz peixe com molho de vinho branco", disse Andersson em artigo publicado no jornal Expressen.

Palácio do Alvorada: dezenas de funcionários



Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Palácio da Alvorada foi o primeiro prédio em alvenaria a ser inaugurado na capital federal, em junho de 1958. A construção de 7,3 mil metros quadrados, às margens do lago Paranoá, tem três andares.

No térreo, estão os salões governamentais usados pela Presidência para recepções, além de biblioteca e sala de música. A parte residencial do palácio, com quatro suítes e salas íntimas, fica no primeiro andar. O subsolo abriga um auditório para 30 pessoas, sala de jogos, almoxarifado, despensa, cozinha, lavanderia e a administração do palácio.

Situado em um terreno de 36 mil metros quadrados, o Alvorada também tem cinema, capela e heliponto, além de piscina com churrasqueira e bar. O Alvorada tem um quadro de dezenas de funcionários. Isso não inclui a limpeza, que é feita por uma empresa contratada.

Vivem no palácio, além de Bolsonaro, a primeira-dama Michelle e a filha do casal, Laura.

Segundo documento obtido pela revista Veja, auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) calcularam que, desde a posse do governo até março de 2021, foram gastos R$ 2,6 milhões apenas na compra de alimentos para as residências oficiais do presidente e do vice, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) - uma média de mais de R$ 96,3 mil por mês.

Os elevados gastos com alimentação para as residências oficiais não são uma exclusividade do atual governo: segundo a mesma reportagem, nos dois últimos anos de mandato do ex-presidente Michel Temer (MDB), por exemplo, o valor foi de R$ 2,33 milhões, média de R$ 97 mil.

As casas de campo

Além da residência de Sagerska, o premiê sueco tem à sua disposição a casa de campo de Harpsund, que foi doada ao Estado em 1952 pelo empresário Carl August Wicander. Situada a 120 km de Estocolmo, a residência tem uma área total de 1.654 hectares - dos quais 1.051 hectares são mantidos como florestas produtivas.

A casa de campo é usada frequentemente para receber chefes de Estado estrangeiros e abrigar conferências.

No Brasil, o presidente da República tem à sua disposição a Granja do Torto, casa de campo localizada nos arredores do Plano Piloto. São 37 hectares que incluem lago e córrego artificiais, piscina, campo de futebol, churrasqueira, quadra poliesportiva, heliponto e mata nativa.

Comida de graça para premiê na Suécia: 'Absolutamente, não'



A assessora Jenny Ryderstedt explica que nenhum primeiro-ministro sueco pode pagar despesas de caráter pessoal com dinheiro público. "E nem pedir reembolso por valores relacionados a seu custo de vida, como por exemplo alimentação, escola dos filhos ou dentista", enfatiza.

Usar o cartão corporativo do governo para pagar almoços ou jantares de caráter privado em restaurantes ou na residência oficial também não é permitido — assim como na maioria dos países ou empresas.

"Não, absolutamente não. Não só a primeira-ministra, como nenhum membro do governo têm direito a comer de graça com o dinheiro dos contribuintes. E os jornalistas checam a lista de despesas das autoridades o tempo todo", pontua a assessora.

Essencialmente, os únicos gastos autorizados são aqueles relacionados a eventos de representação oficiais - como recepções para autoridades estrangeiras - ou internos, como por exemplo a realização de seminários.

No Brasil, o presidente ou outras autoridades também não têm permissão para bancar gastos pessoais com cartões corporativos ou qualquer outro meio que implique gasto de dinheiro público. Uma diferença essencial, no entanto, está na clareza das diretrizes e na transparência.

Na Suécia, "o custo de uma refeição, em eventos de representação, não deve ser mais alto do que o preço médio pago por um almoço ou jantar normal. Bebidas alcoólicas devem ser servidas com moderação, no máximo um ou dois copos de vinho ou cerveja por pessoa. Bebidas de alto teor alcoólico não devem ser servidas em eventos de representação internos", diz o texto das diretrizes.

"Em determinadas circunstâncias, como por exemplo em eventos relacionados a visitas oficiais de autoridades estrangeiras, o valor das despesas pode ser mais elevado", acrescenta o texto. Todas as despesas oficiais podem ser verificadas por qualquer cidadão, em cumprimento à ampla lei de transparência sueca.

Transparência sueca: sigilo é exceção



Em 1766, a Suécia criou a primeira lei da transparência do mundo, conhecida como o "Princípio do Acesso Público". Assim, é possível rastrear os gastos do primeiro-ministro e de ministros, deputados, vereadores, juízes ou qualquer outra autoridade e checar os dados resumidos do imposto de renda daqueles no poder.

A base fundamental da lei sueca, segundo a Constituição, é que a abertura é a regra, e o segredo, a exceção. A maioria dos documentos oficiais deve ser acessível ao público.

As exceções estão discriminadas na chamada Lei do Sigilo, que permite classificar como secretos os documentos relacionados a questões como assuntos de segurança nacional, relações internacionais ou, por exemplo, certas comunicações entre o premiê e chefes de Estado estrangeiros. Um documento pode ser mantido em segredo por 2 a 70 anos.

Qualquer recusa de uma autoridade em fornecer acesso a um documento oficial pode ser contestada nos tribunais - incluindo documentos arquivados como secretos. As regras da transparência obrigam ainda ministros e deputados suecos a divulgar seus eventuais investimentos privados em empresas dos mercados de ações, a fim de evitar conflitos de interesse.

Também é possível rastrear documentos como atos e propostas governamentais, a aplicação de recursos públicos, os custos do governo, relatórios ministeriais, balanços e demonstrativos contábeis e as diretrizes para o orçamento da União.

Sigilo no Brasil: 'Em 100 anos, saberá'

No Brasil, o governo tem imposto sigilo de forma recorrente a informações oficiais.

O Estado de S. Paulo mostrou que, de janeiro de 2019 a dezembro de 2021, 25% dos pedidos de informação foram rejeitados pelo governo Bolsonaro com a justificativa de sigilo da informação. É duas vezes o registrado na gestão de Dilma e quatro pontos porcentuais maior do que no governo Temer, segundo a reportagem.

Em diversos episódios de destaque, o governo impôs sigilo de um século, como no processo que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por supostas rachadinhas e no processo que apurou a ida do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a um ato no Rio de Janeiro com o presidente e apoiadores do governo.

Também foi o caso do cartão de vacinação de Bolsonaro e das informações dos crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Perguntado recentemente em uma rede social por que impõe sigilo de cem anos em "todos os assuntos espinhosos/polêmicos do seu mandato" e se"existe algo para esconder", Bolsonaro respondeu: "Em 100 anos, saberá".

A alta nas despesas dos cartões corporativos da Presidência, por exemplo, é investigada pelo TCU. Procurado pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto não respondeu até a publicação desta reportagem.

Outro alvo de intensas críticas no Brasil é a falta de transparência do chamado orçamento secreto, termo pelo qual ficaram conhecidas as emendas de relator para o uso de bilhões de recursos públicos sem especificação detalhada de nomes, planejamento e destinação das verbas.

Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado que o Congresso dê total transparência às emendas de relator, especialistas consideram que a ferramenta criada pela Comissão Mista de Orçamento ainda é insuficiente e que facilita casos de corrupção.

Implementado em 2020, o orçamento secreto já sofreu diversas denúncias de indícios de corrupção em gastos para aquisição de tratores, construção de escolas e exames médicos.



Salários

Assim como no caso dos parlamentares, que na Suécia não têm o privilégio de aumentar os próprios salários, os valores pagos a ministros e ao primeiro-ministro são decididos por um comitê independente de três membros: um presidente, que via de regra é um juiz aposentado e dois representantes públicos, em geral ex-servidores públicos ou jornalistas.

Os nomes dos três integrantes do comitê são propostos pela Comissão de Constituição do Parlamento e submetidos a votação na Casa. O comitê se reúne uma vez por ano, em setembro, após o recesso parlamentar de verão. Mas aumentos salariais não são concedidos todos os anos.

Para avaliar se haverá ou não aumento, o comitê analisa as circunstâncias econômicas, incluindo índices de inflação e de variação salarial nos setores público como no privado. A decisão do comitê não pode ser contestada e não precisa ser submetida a votação no Parlamento.

Em janeiro, entrou em vigor um aumento de 3 mil coroas suecas (R$ 1,4 mil) nos rendimentos dos integrantes do governo. O salário da primeira-ministra passou a ser de 184 mil coroas suecas (R$ 87 mil reais), e o dos ministros ficou em 145 mil coroas (R$ 69 mil).

Além de o custo de vida ser alto na Suécia, o país também tem uma tabela progressiva de impostos e quem ganha mais paga mais impostos. Com isso, o salário da primeira-ministra em exercício é na prática de 100.665 coroas suecas (R$ 48,6 mil).

No contexto europeu, o valor pago a Magdalena Andersson - que corresponde a cerca de 90 mil euros (R$ 465 mil) por ano - é baixo comparativamente: na Alemanha, por exemplo, o chanceler Olaf Scholz recebe 350 mil euros (R$ 1,8 milhão) por ano, segundo a revista Forbes.

Na Dinamarca, a premiê Mette Frederiksen ganha 225 mil euros (R$ 1,1 milhão) anuais, de acordo com o governo. Na França, o presidente Emmanuel Macron ganha 196 mil euros (R$ 1 milhão) por ano e, na Suíça, o valor chega a mais de 400 mil euros (R$ 2 milhões).

No Brasil, o salário do presidente da República é de R$ 30.934,70 por mês. Segundo o Portal da Transparência, Bolsonaro também recebe R$ 11.324,96 de aposentadoria do Exército como capitão reformado.

Foro privilegiado e benefícios vitalícios

Outro privilégio concedido ao presidente e aos parlamentares do Brasil é o foro privilegiado, que garante que os políticos sejam julgados por tribunais superiores - diferentemente de um cidadão normal, que é julgado pela Justiça comum. Na Suécia, nenhum político tem direito a foro especial por prerrogativa de função.

Quando deixar o cargo, Magdalena Andersson não terá direito a nenhum tipo de benefício vitalício pago com dinheiro público. No Brasil, presidentes da República contam com benefícios perenes, que custam milhões aos cofres públicos todos os anos.

Todos os ex-presidentes desde a redemocratização têm direito a dois carros oficiais e oito servidores de sua livre escolha, sendo quatro deles para serviços de segurança e apoio pessoal, dois para assessoria e dois motoristas. A União paga os salários dos servidores comissionados, assim como gastos com combustível e passagens e diárias em casos de viagens.

Segundo o Portal de Dados Abertos da Presidência da República, em 2021 os custos de tais benefícios atingiram R$ 5,8 milhões. Um projeto de lei que tramita no Congresso desde 2020 busca reduzir o número de servidores comissionados e o valor de seus salários.

No Brasil, presidentes não recebem pensão ao cumprirem seus mandatos. Por outro lado, na Suécia, ao final do mandato, um primeiro-ministro tem direito a receber remuneração integral durante um período máximo de um ano - é o que se chama na Suécia de "garantia de renda", paga até o beneficiário conseguir outro emprego.

Mas, se um primeiro-ministro ocupar o cargo por mais de seis anos e tiver 50 anos ou mais ao deixar o posto, ele pode receber uma uma espécie de pensão parcial, de aproximadamente 45% do salário até atingir 65 anos. A partir desta idade, ele passa a ter direito apenas à aposentadoria pública por tempo de serviço.

Mas a pensão é cancelada automaticamente se um ex-primeiro-ministro volta a ocupar um cargo político. E, se passar a trabalhar em outro emprego, o valor da pensão é reduzido, dependendo do valor do novo salário - e pode inclusive ser cancelada.

Aviões oficiais: sem caronas na Suécia, convidados a bordo no Brasil

No governo sueco, ministros costumam voar em aviões comerciais - e, de acordo com as normas governamentais, as viagens devem ser marcadas com o preço mais baixo disponível.

Três aviões da Força Aérea sueca são disponibilizados para viagens oficiais da primeira-ministra, da ministra das Relações Exteriores e da família real. Ocasionalmente, em caso de disponibilidade, ministros de outras pastas também podem usá-los.

Em qualquer caso, é expressamente proibido o uso dos aviões para qualquer evento não oficial e levar amigos ou familiares de autoridades a bordo.

As regras são diferentes no Brasil. O governo Bolsonaro alterou em 2020 as normas para uso dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades. As regras anteriores haviam sido decretadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002.

O novo decreto estabeleceu que o vice-presidente, os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do STF, os ministros de Estado e os comandantes e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas poderão solicitar as aeronaves para viagens a serviço, motivo de segurança e emergência médica. O texto ressalta ainda que as regras não implicam em restrição por autoridades de voos comerciais.

Entre as principais mudanças, está a necessidade de apresentar justificativas documentadas para a solicitação e a vedação de que as aeronaves sejam solicitadas por interinos e substitutos dos ocupantes destes cargos.

O texto atual também suprimiu da versão anterior a menção que as autoridades poderiam solicitar os aviões para retornar para seus locais de residência. O decreto determina ainda que a comitiva que acompanha a autoridade na viagem deve ter "estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança".

Porém, críticos da medida apontaram que o novo decreto deixa brecha para os mesmos usos de antes ao instituir, por exemplo, como justificativa possível algum motivo de segurança e determinar que as autoridades podem preencher as vagas remascentes nos voos, quando houver, segundo critérios estabelecidos pelos próprios solicitantes.

Por isso, mesmo com as novas regras, houve casos em que o uso das aeronaves por autoridades foi questionado. Uma reportagem da Folha de S. Paulo apontou em 2021, por exemplo, que ministros de Bolsonaro levaram familiares e outros convidados em voos oficiais.

Um dos casos identificados pelo jornal, por exemplo, foi o do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), que viajou em agosto daquele com seu advogado. O ministro justificou-se na época dizendo que foi o momento encontrado em sua agenda para uma reunião de trabalho.

Segundo a reportagem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, levou sua esposa e filhos, além de parentes de outras autoridades, em pelo menos 20 voos oficiais com aeronaves da FAB. A pasta disse alegou que o ministro tinha liberdade para preencher as vagas ociosas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, viajou com uma em duas ocasiões em 2021 e afirmou que fez isso em uma das vezes para comparecer a um evento organizado por ela e na outra por "questões de saúde da família".

Um dos casos de maior repercussão a esse respeito ocorreu também em 2021, quando a então ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos-DF), deu carona para Michelle Bolsonaro e outros sete parentes da primeira-dama em um avião da FAB de Brasília para São Paulo.

O voo foi solicitado pela ministra com a justificativa de ir a um evento do Pátria Voluntária, programa coordenado por Michelle. Conforme revelou o jornal O Globo,%u202Fnaquela noite, ela e Damares Alves participaram da festa de aniversário de Agustin Fernandez, influenciador digital amigo de ambas. Na volta para Brasília, o aniversariante pegou carona no avião.

Na época, o ministério chegou a afirmar que todas as pessoas transportadas seriam voluntários do programa. No entanto, ao Globo, a Casa Civil apontou que apenas uma delas, uma servidora, seria de fato voluntária.

O decreto não se aplica ao presidente da República, que tem aeronaves próprias à sua disposição. Bolsonaro foi criticado, por exemplo, por ter usado um helicóptero da Presidência para transportar convidados para o casamento de seu filho Eduardo Bolsonaro em 2019.

Questionado sobre o assunto, o presidente disse: "Eu fui a casamento do meu filho. A minha família ia comigo. Eu vou negar o helicóptero a ir para lá e mandar ir de carro? Não gastei nada do que já ia gastar".

Em viagem recente ao Reino Unido para o funeral da rainha Elizabeth 2ª, a comitiva de Bolsonaro incluiu, além da primeira-dama Michele, pessoas que não fazem parte do governo, como o pastor Silas Malafaia, o padre Paulo Antônio de Araújo, Fabio Wajngarten (ex-secretário de comunicação e membro da campanha à reeleição) e Eduardo Bolsonaro.

O Planalto foi procurado pela BBC News Brasil para comentar sobre o assunto, mas não respondeu.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63042404

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Elon Musk supera Bezos como homem mais rico dos EUA, diz Forbes

A Forbes divulgou nesta terça-feira (27) a lista dos 400 americanos mais ricos, com Elon Musk, CEO da Tesla, na liderança, por ter sua fortuna avaliada em US$ 251 bilhões. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, ocupa o segundo lugar, e perde o posto de homem mais rico dos Estados Unidos pela primeira vez desde 2017. Bill Gates, da Microsoft, completa o pódio na terceira posição do ranking.

Com a alta da inflação e a estagnação dos mercados nos EUA, o grupo dos 20 mais ricos do país em 2022 sofreu uma perda de US$ 235 bilhões em relação ao ano passado, somando uma fortuna de US$ 1,6 trilhão. O número é quase metade dos US$ 500 bilhões perdidos por toda a lista da Forbes.

Isso representa uma reversão do cenário visto no ano passado, quando os 20 maiores bilionários da lista tiveram uma adição de US$ 500 bilhões às suas fortunas, surfando numa disparada de preços de ações à época.

Mark Zuckerberg foi o que mais perdeu dinheiro no ano, deixando o top 10 da lista pela primeira vez desde 2014. O CEO da Meta enfrenta uma queda de 57% nas ações da companhia, que tirou quase US$ 74 bilhões de seu patrimônio. Jeff Bezos perdeu US$ 50 bilhões, a segunda maior queda do ranking.

Apesar das grandes perdas, 6 dos 20 maiores bilionários conseguiram aumentar suas fortunas, como Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York e cofundador da Bloomberg, e Charles Koch, presidente e CEO da Koch Industries.

Quem mais ganhou foi Musk, que adicionou US$ 60,5 bilhões à sua fortuna em um ano, em especial pelo aumento de 11% das ações da Tesla e uma nova rodada de financiamento que avaliou a SpaceX, sua fabricante de foguetes, em US$ 127 bilhões.

O dono da Tesla também superou Jeff Bezos como a pessoa mais rica do mundo, com US$ 100 bilhões a mais que o fundador da Amazon em sua fortuna.

*VEJA QUEM SÃO OS 10 MAIS RICOS DOS EUA, SEGUNDO A FORBES

1 - Elon Musk (Tesla, SpaceX)
Patrimônio líquido: US$ 251 bilhões

2 - Jeff Bezos (Amazon)
Patrimônio líquido: US$ 151 bilhões

3 - Bill Gates (Microsoft)
Patrimônio líquido: US$ 106 bilhões

4 - Larry Ellison (Oracle)
Patrimônio líquido: US$ 101 bilhões

5 - Warren Buffett (Berkshire Hathaway)
Patrimônio líquido: US$ 97 bilhões

6 - Larry Page (Google)
Patrimônio líquido: US$ 93 bilhões

7 - Sergey Brin (Google)
Patrimônio líquido: US$ 89 bilhões

8 - Steve Ballmer (Microsoft)
Patrimônio líquido: US$ 83 bilhões

9 - Michael Bloomberg (Bloomberg LP)
Patrimônio líquido: US$ 76,8 bilhões

10 - Jim Walton (Walmart)
Patrimônio líquido: US$ 57,9 bilhões

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Black Friday: 6 dicas de bom atendimento para fidelizar clientes nesta data


 
Black Friday acontece, neste ano, no dia 25 de novembro, e muitas marcas já estão se preparando para a data. E um dos detalhes de maior importância para que dê tudo certo é, sem dúvidas, o atendimento ao cliente, que precisa funcionar a pleno vapor, na sexta e durante todo o fim de semana, para atender toda a demanda da época.
 
É claro que isso pode ser um desafio, mas com as diretrizes certas, esse processo se torna muito mais fácil. É por isso que separamos, a seguir, 6 dicas para oferecer um atendimento de qualidade ao cliente durante a Black Friday. Confira!
 

Confira 6 dicas de atendimento ao cliente para esta Black Friday

 
O atendimento ao cliente se torna muito mais fluido seguindo algumas dicas básicas. Quer saber quais são elas? É só continuar a leitura!
 

1) Tenha um planejamento para a Black Friday

 
atendimento ao cliente na Black Friday se torna diferente do que nas outras datas comemorativas devido à urgência de compra. Isso acontece por causa das promoções e condições de compra atrativas, que fazem com que os clientes comprem pelo impulso e as marcas se desdobrem para manter o estoque.
 
Por isso, o primeiro passo para atender bem o cliente é ter um bom planejamento da época, com diretrizes e investimentos - assim, você estará resguardado e não corre o risco de decepcionar seus clientes, seja com falta de produtos ou com um mau atendimento.
 

2) Prepare a sua equipe ou contrate profissionais temporários

 
Não basta cuidar apenas do estoque - é preciso treinar a sua equipe. Por isso, ofereça treinamento especializado para as pessoas que estarão em contato com o cliente e também para quem estiver envolvido com as logísticas das mercadorias. E lembre-se de manter o atendimento durante o fim de semana, pois o volume de dúvidas, reclamações e trocas pode aumentar nessa época.

3) Esteja disponível nos principais canais de atendimento


Clientes e consumidores, quando possuem dúvidas ou reclamações relacionadas a algum produto ou serviço, precisam ir atrás da empresa para solucionar o problema. Sendo assim, a empresa precisa estar preparada para esse contato e ter a solução para a questão que será levantada no menor tempo possível.

Para que esse processo aconteça da melhor forma, é importante ter canais de atendimento à disposição do consumidor. E esses canais devem ser interessantes e fáceis para o cliente, e não para a empresa, ou seja, a marca deve estar onde o cliente está. Por isso, o ideal é diversificar os canais e estar em mais de um ao mesmo tempo.

4) Seja ágil nos atendimentos

 
Durante a Black Friday, são muitas as demandas por atendimento rápido. Porém, se sua empresa deixar de prestar um suporte ágil e eficiente, poderá deixar a reputação da marca bem baixa no mercado.
 
Por isso, nunca deixe nenhum cliente sem resposta e busque resolver o problema logo no primeiro atendimento.

5) Prepare-se para as reclamações


Inevitavelmente, as reclamações vão acontecer. Por isso, o ideal é que sua marca invista em uma boa gestão de crises: não evite ou ignore as mensagens dos clientes, responda todas as solicitações o mais rápido possível e tente solucionar tudo sempre no primeiro contato.

6) Atente-se ao pós-venda

 
O pós-venda é a etapa do processo de venda que acontece após a compra e tem como objetivo reter o cliente, de forma a continuar oferecendo valor a ele. Dessa forma, a marca mantém o consumidor por perto e ele se sente valorizado - assim, fica muito mais difícil que essa pessoa vá para a concorrência e deixe de comprar no lugar em que fez seu primeiro negócio.
 

O que achou das dicas? 

 
Continue por dentro da Black Friday 2022 no Estado de Minas, acompanhe as dicas e saiba como sua marca pode lucrar ainda mais e alavancar as vendas usando as ações certas!

Continue lendo nossas matérias: confira 5 dicas para vender mais durante a data!

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Governo regulamenta consignado do Auxílio Brasil a cinco dias das eleições

O Ministério da Cidadania publicou nesta terça-feira (27/9) uma portaria que regulamenta o empréstimo consignado para os beneficiários do programa social Auxílio Brasil.

 

A publicação da portaria no Diário Oficial acontece na reta final das eleições, na qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) busca a reeleição. O mandatário aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo na qual os contratantes têm os seus débitos descontados direto na fonte -no caso, no pagamento das parcelas o Auxílio Brasil.

 

Segundo a portaria, o número de prestações do empréstimo consignado não poderá ser maior que 24 parcelas mensais e sucessivas. Além disso, a taxa de juros não poderá ser superior a 3,5% ao mês.

 

No mês de julho, o Congresso Nacional aprovou, sem alterações, a medida provisória encaminhada pelo governo que autorizava as operações de crédito consignado para os beneficiários do Auxílio Brasil, programa implementado pelo governo Bolsonaro em substituição ao Bolsa Família.

 

A proposta determinou que os empréstimos consignados podem ser concedidos até o limite de 40% do valor do benefício. O texto também liberou esse crédito para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada e aumenta a margem dos créditos consignados para aposentados e pensionistas.

 

 

 

 

Um dos artigos da portaria do Ministério da Cidadania também proíbe as instituições financeiras habitadas para conceder os empréstimos consignados para esse público de realizar qualquer atividade de marketing, ofertas comerciais, propostas ou publicidade para tentar convencer os beneficiários a celebrarem os acordos.

 

Essas atividades de "assédio comercial" estarão sujeitas a penalidades, que podem chegar à suspensão de habilitação para essas operações.

 

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IPCA em setembro chega a -0,37%; deflação é registrada pelo 2° mês seguido

 

O Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) registrou neste mês de setembro deflação de -0,37%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda vez seguida que o indicador registra deflação pela queda no preço dos combustíveis. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (27/9).


Em agosto, a queda foi de -0,73%, a maior em 30 anos de levantamento do IPCA. Dos combustíveis, a queda no preço da gasolina foi a que mais influenciou o valor. Ainda de acordo com o IBGE, o acumulado nos últimos 12 meses chegou a 7,96%. 



No IPCA-15 (acumulado semestralmente) três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços: Transportes (-2,35%), Comunicação (-2,74%) e Alimentação e Bebidas (-0,47%). 


A queda nos transportes pode ser explicada pela queda no preço dos combustíveis, em especial a gasolina. Houve ainda queda também em ônibus urbano (-0,08%), devido à redução dos preços das passagens aos domingos em Salvador (-0,82%), desde 11 de setembro.


Em Vestuário e Saúde e cuidados pessoais, os destaques foram os itens de higiene pessoal (1,28%) e os planos de saúde (1,13%), grupos de maior aumento em setembro, com 1,66% e 0,94% respectivamente.



 

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INSS inclui mais doenças em lista que paga auxílio sem carência

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está ampliando a lista de doenças que dão direito ao auxílio-doença e à aposentadoria por invalidez sem que seja necessário cumprir a carência mínima de 12 meses de contribuições para ter o benefício.

 

A partir de 3 de outubro, mais duas enfermidades passam a integrar o rol das que dão benefício mesmo sem o segurado ter feito o pagamento mínimo de 12 contribuições. As doenças são acidente vascular encefálico (agudo) e abdome agudo cirúrgico.

 

Elas estão em portaria conjunta dos ministérios do Trabalho e Previdência e da Saúde, publicada no Diário Oficial da União em 1º de setembro e se somam a 15 outras já existentes em lei: tuberculose ativa, hanseníase, transtorno mental grave (com alienação mental), câncer, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), Aids, contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada, hepatopatia grave e esclerose múltipla.

 

Com a inclusão, o trabalhador que for acometido por qualquer uma delas pode ter o benefício por incapacidade a qualquer momento. Neste caso, no entanto, precisará ter laudo médico que comprove a doença, assim como atestado de afastamento e receituário.

 

O atestado deve conter a CID (Classificação Internacional de Doenças), além de assinatura e carimbo médico, com registro no CRM (Conselho Regional de Medicina). Também é necessário que esteja legível, sem rasuras.

 

Para o advogado João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin, a medida amplia a proteção social, papel fundamental da Previdência. "Quando se amplia a lista de doenças graves que não necessitam de carência, maior proteção social você traz para o segurado no momento em que ele mais precisa, que é quando está doente."

 

Entenda a mudança  


Por lei, o profissional que fica incapacitado para o trabalho, seja autônomo ou com carteira assinada, só conquista o direito ao auxílio-doença ou à aposentadoria por invalidez depois de fazer 12 pagamentos ao INSS após sua filiação.

 

Há, no entanto, três situações que permitem conseguir o benefício sem a carência mínima: quando sofre um acidente de qualquer natureza ou causa, quando é vítima de uma doença ocupacional, ou seja, ligada ao trabalho, ou quando é acometido por uma das enfermidades da lista.

 

A lista de doenças foi atualizada para, segundo técnicos do INSS, suprir uma lacuna na legislação. Por regra, a cada três anos, o artigo 151 da lei 8.213/91, que traz a lista de doenças, pode ser revisto para a inclusão de enfermidades, caso seja necessário. Porém, isso só ocorre após estudos.

 

A regra só vale para quem passa a ter a doença após se filiar ao INSS. Se ela era preexistente, não há direito ao benefício sem carência. Nestes casos, além de cumprir o período mínimo de 12 meses, o segurado terá de provar que houve evolução do quadro preexistente para poder ter o benefício.

 

Como pedir auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez? 

 

O segurado que está doente deve agendar uma perícia médica e o perito é quem vai decidir se ele tem direito e se receberá o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou a aposentadoria por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez).

 

Atualmente, o INSS libera o auxílio-doença sem a necessidade de perícia presencial, com análise do atestado médico e outros exames. O pedido só pode ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. Neste caso, o segurado deve enviar toda a documentação para que a perícia avalie se deve ou não liberar o benefício.

 

A perícia a distância ocorre, em geral, nos locais onde a agenda de exames está muito lotada. O auxílio só é liberado para casos em que o afastamento é de até 90 dias. Segundo o INSS, o segurado deve acessar o site, fazer o pedido e, se for o caso, será avisado que é necessário marcar um exame médico presencial.

 

As regras que limitam esse tipo de atendimento foram definidas com o objetivo de evitar fraudes.

 

Veja lista completa de doenças que dão direito ao auxílio sem carência 

 

 

  • Tuberculose ativa
  • Hanseníase
  • Transtorno mental grave
  • Neoplasia maligna (câncer)
  • Cegueira
  • Paralisia irreversível e incapacitante
  • Cardiopatia grave
  • Doença de Parkinson
  • Espondilite anquilosante
  • Nefropatia grave
  • Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante)
  • Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids)
  • Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada
  • Hepatopatia grave
  • Esclerose múltipla
  • Acidente vascular encefálico (agudo)
  • Abdome agudo cirúrgico

 

 

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Lula x Bolsonaro: mercado financeiro tem candidato favorito à Presidência?


Luis Stuhlberger, uma espécie de lenda do mercado financeiro brasileiro, gestor do fundo que há duas décadas é um dos mais rentáveis do país, disse em um evento no dia 20 de setembro que, em caso de vitória, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provavelmente não será radical, o que seria positivo para o mercado.

No painel organizado pela bolsa brasileira, a B3, e a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a uma plateia de executivos de mercado, o gestor afirmou que "um aceno moderado do PT", em caso de vitória do partido, "é suficiente para trazer mais investidores estrangeiros" ao país, conforme reportagem publicada pelo portal Valor Investe, do jornal Valor Econômico.

A opinião do gestor talvez expresse um sentimento compartilhado por parte de seus colegas da Faria Lima, a região de São Paulo que concentra um pedaço do capital do país e virou símbolo do mercado financeiro brasileiro.

Na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições presidenciais, é raro ver endossos vindo "da Faria Lima" à candidatura do ex-presidente Lula, que está à frente nas pesquisas de intenção, com o presidente Jair Bolsonaro (PL) em segundo lugar. Mas, para algumas das fontes do mercado ouvidas pela reportagem, isso não significa necessariamente que haja um candidato favorito.

"Eu não acho que o mercado tenha uma preferência muito clara, e vou ser sincero com você… isso não é nem uma avaliação minha, é uma avaliação quando se olha o preço dos ativos", diz o economista-chefe de uma gestora que preferiu não se identificar.

"Essa é a terceira eleição em que eu estou no mercado e é aquela em que a eleição em si tem feito menos preço, por incrível que pareça."

"A gente está muito próximo [do dia da eleição] e o mercado está relativamente tranquilo. Eu lembro que, em 2018, a bolsa abria caindo 4% e fechava o dia 6% pra cima — porque à noite teve uma pesquisa, no meio do dia teve outra, vai dar Haddad, vai dar Bolsonaro, aquela loucura. Isso não está acontecendo."

A reportagem da BBC News Brasil pediu aos professores da Fundação Getulio Vargas (FGV) Claudia Yoshinaga (FGV-EAESP) e Henrique Castro (FGV-EESP), donos do perfil Finance_Br no Instagram, que avaliassem o comportamento de dois indicadores que costumam oscilar bastante durante o período eleitoral: o câmbio e o índice Ibovespa da bolsa de valores.

Os professores colheram informações sobre a volatilidade e a taxa de retorno desses dois preços em todas as seis eleições do século 21, de 2002 para cá. E ainda que a comparação não seja uma medida perfeita — já que a cotação das ações que compõem o Ibovespa e a do dólar são influenciadas por uma série de fatores — os resultados sinalizam que, de fato, as eleições presidenciais não têm sido em 2022 um fator de estresse como foram em anos anteriores.

Tomando a média anualizada de agosto e setembro, a volatilidade do Ibovespa foi a menor entre os períodos analisados — 19,1%, contra 36,6% em 2002, às vésperas da primeira vitória de Lula, quando a bolsa subia e descia ao sabor da divulgação das pesquisas de intenção de voto.



Os resultados da análise para o dólar são semelhantes: 2002 foi o período eleitoral em que a taxa de câmbio mais oscilou, com uma volatilidade média anualizada de 33,2% nos meses de agosto e setembro.

O gráfico elaborado pelos professores ilustra bem como o patamar de variação do dólar é bem inferior neste 2022 — menor inclusive que o da eleição de 2018:



Passando da volatilidade para o retorno, a análise observou que, neste mês de setembro (acumulado até dia 22), o dólar oscilou 0,2% para baixo e a bolsa subiu 4,1%.

Nas eleições de 2018, na mesma comparação, o dólar encolhia 3,2% e a bolsa subia menos, 3,4%. O pior resultado, assim como nas demais comparações, é de 2002: o dólar subiu 25,4% e a bolsa despencou 18,6%.

Por conta das particularidades da eleição de 2018, os professores também analisaram o acumulado de agosto e setembro — nessa comparação, o retorno do Ibovespa, que era de 4,1% positivo se tomado só o mês de setembro, é praticamente zero. Em 5 de agosto daquele ano, lembram os especialistas, o PT oficializou a candidatura de Lula à Presidência com Haddad como vice.

Apesar de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado em 16 de agosto que Lula era inelegível, o PT só anunciou oficialmente Haddad como cabeça de chapa em 1º de setembro. "Toda essa turbulência e indefinição fez com que agosto de 2018 tenha sido um período mais turbulento no mercado financeiro", escreveram.

À reportagem, a professora Claudia Yoshinaga comentou que o comportamento dos preços no mercado vinha chamando atenção nas últimas semanas. "Já tínhamos conversado com outros colegas sobre essa 'tranquilidade' a uma semana das eleições."

Aposta no pragmatismo

Uma parte dessa aparente indiferença seria explicada pela avaliação de que, se eleito, Lula poderia olhar menos para as ideologias de seu partido e mais para questões de ordem prática.

"O histórico do PT mostra isso, que já houve pragmatismo no passado - então é possível que a gente tenha em um eventual governo", diz a economista-chefe de um banco que preferiu não se identificar e que também acredita, pelas conversas que tem tido com investidores, que o mercado não tem um "candidato favorito".

Em todos os anos do governo Lula, de 2003 a 2010, o setor público registrou superávit primário — ou seja, arrecadou mais do que gastou, levando em consideração apenas as receitas e despesas primárias (que excluem as despesas com a dívida pública).

O governo da presidente Dilma Rousseff manteve superávits primários nos três primeiros anos, registrando o primeiro déficit em 2014. Desde então, as contas primárias estão "no vermelho" — ou seja, o país fecha o ano gastando mais do que recolheu em impostos, o que, por consequência, faz aumentar a dívida pública.

O governo Bolsonaro entregou déficits em 2019, 2020 e 2021. Com uma surpresa positiva na arrecadação neste ano, em 2022 o país pode voltar a registrar superávit, conforme as projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI).

"O mercado não teme nesse momento que seria inevitável um descontrole fiscal. Não é. Um exemplo foi o apoio do Henrique Meirelles [ex-presidente do Banco Central durante o governo Lula, de 2003 a 2011, e ex-ministro da Fazenda do governo Temer, de 2016 a 2018]. Ao mesmo tempo em que deu apoio ao Lula, ele comentou, em entrevista, que apoia o teto [de gastos]. Ele gostaria de ver o teto mantido — o que inclusive vai contra a fala do próprio candidato, mas mostra que, sim, é possível a gente buscar esse pragmatismo", ela avalia.

Em sua visão, o principal foco do mercado é o equilíbrio fiscal — um governo que mostre compromisso com o controle das despesas públicas e da trajetória da dívida. Nesse sentido, "olhando de maneira generalista", do ponto de vista dos gastos, a economista tem uma visão positiva do atual mandato.

"O governo vai entregar algo como 18,5% de gastos sobre o PIB [Produto Interno Bruto], quando herdou gastos sobre o PIB de 20%. E a gente tem reformas estruturais importantes, acho que a principal foi a da Previdência", opina.

"O teto foi herdado do outro governo, mas também ajuda a controlar outras despesas — o qualitativo a gente pode criticar bastante, mas o quantitativo é isso. O que o mercado gostaria de ver é a continuidade desse controle de gastos — então não é exatamente qual candidato, mas qualquer um dos candidatos que fizer isso vai ser bem visto."

O "qualitativo" ao qual a economista se refere e que vem sendo alvo de críticas são as manobras usadas neste ano eleitoral para flexibilizar o teto de gastos, como a PEC dos Precatórios, e acomodar despesas acima daquelas permitidas pelo dispositivo aprovado por uma emenda constitucional em 2016.

A executiva ainda vê o teto como uma "âncora fiscal", mas alguns de seus colegas, por outro lado, acreditam que ele perdeu a função.

"O governo Bolsonaro não foi o melhor governo do mundo em termos de mercado. A gente teve um início de desmonte do arcabouço fiscal sem colocar nada no lugar, a gente teve um populismo fiscal neste ano — e a sustentabilidade das contas públicas, dado tudo isso, fica mais complicada", diz o economista-chefe da gestora mencionado no início deste texto.

"Um grande avanço obviamente foi a reforma da Previdência, mas foi um governo que não avançou em reforma administrativa, que não avançou na reforma tributária…"

Para ele, além da sinalização de que Lula seria um presidente "mais de centro" do que se mostra na campanha, o mercado também faz uma leitura de que o Congresso, que tende a manter o perfil mais conservador, faria um contraponto a uma eventual agenda mais de esquerda, e de que, quem quer que vença o pleito, a tarefa de gerir a economia "vai ser muito difícil".

O mercado financeiro nas redes sociais

Para quem navega pelas redes sociais, contudo, a impressão sobre o posicionamento do mercado nestas eleições pode ser outra. Em alguns dos perfis de influenciadores de investimentos com dezenas de milhares de seguidores, há posts recentes que questionam as pesquisas eleitorais que colocam Lula à frente nas intenções de voto, que criticam reiteradamente o PT e a esquerda de forma geral e elogiam o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, e sua gestão da economia.

Um dos economistas que conversou sob condição de anonimato com a reportagem destacou que o mundo dos influenciadores pode fazer barulho, mas representa pouco do dinheiro que de fato circula no mercado financeiro brasileiro.

"Ninguém 'opera grande', ninguém faz preço no mercado, é gente que vive às custas do mercado de pessoa física... e quando você olha, aquilo lá é um Fla-Flu gigante — hoje é eleição, amanhã eles arrumam outro motivo pra brigarem."

Ainda assim, o alcance dessas contas é cada vez maior: uma pesquisa recente da Anbima em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados identificou 612 perfis que falam de investimentos nas redes sociais.

Juntos, eles somam uma base de 91,5 milhões de seguidores nas plataformas Twitter, Instagram, Facebook e YouTube — maior que a dos perfis dos dez maiores portais de imprensa do país, que contabilizam 80,3 milhões, ainda de acordo com o levantamento.

Para Fabio Alperowitch, sócio-fundador da Fama Investimentos, gestora com foco em ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa) fundada em 1993, a rejeição que parte dos investidores expressa em relação a Lula se explica por uma combinação de três fatores.

Um deles é o próprio posicionamento ideológico, que no mercado financeiro, formado preponderantemente por homens brancos de classe alta, está mais alinhado com a direita. "Quando se apresenta um candidato da ideologia oposta, a questão ideológica supera muitos outros debates — discutem-se ideologias antes de se discutirem propostas."

Um segundo componente, para ele, seria a identificação "automática" por parte desses investidores da figura de Lula com o período do governo Dilma, "que foi realmente muito ruim para a economia".

Não existe muitas vezes uma "dissociação do que foi o governo Lula versus o que foi o governo Dilma — é o governo do PT", comenta.

O terceiro ponto, ele conclui, estaria ligado às acusações de corrupção contra o ex-presidente. "Não vou entrar nesse julgamento [sobre as acusações em si], não me cabe aqui, mas existe claramente um 'double standard' (expressão que pode ser traduzida com 'dois pesos e duas medidas') na maneira como se olha para ele e como não se olha, com o mesmo rigor ético, para outros governos."

"Existe uma predisposição do mercado em relação a governos de esquerda que precede qualquer tipo de análise objetiva."

- Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63040079

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Dia das Crianças: 62% dos consumidores pretendem ir às compras

Para o Dia das Crianças, 62% do consumidores pretendem ir às compras este ano. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) revelou ainda que 67,9% dos entrevistados têm preferência por lojas físicas. Além disso, sete em cada 10 entrevistados pesquisam o produto antes de fechar negócio. 

  

 

 

A pesquisa foi realizada entre 11 e 18 de agosto com clientes da capital mineira. Os lojistas estão otimistas com as vendas, mas, do total de pessoas que planejam presentear, 94,3% ainda não fizeram as compras. Para a CDL/BH, isso pode ser um indício de que muita gente vai deixar para a semana que vem. 

 

O presidente da CDL/BH, Marcelo Souza e Silva, isso já é um hábito. “Tradicionalmente, o brasileiro realiza as compras próximo às datas comemorativas. Além disso, o pagamento dos salários será feito dias antes da celebração, o que, certamente, deve incrementar as vendas.”

 

Sobre as compras físicas, o presidente argumenta que a preferência por loja física era esperada. "Em 2021, a COVID-19 impulsionou as vendas on-line. Com o controle da pandemia, os consumidores estão retomando o hábito de realizar as compras via loja física.” 

 

Gasto médio  

De acordo com projeção da CDL/BH, os consumidores planejam gastar R$ 113,28 em média por presente. O valor teve aumento de 21,87% em comparação com o ano passado.. 

 

Principais presentes

Os presentes mais citados pelos entrevistados foram: 

 

  • Brinquedos: 46,2%
  • Roupas: 35,4%
  • Calçados: 14,6%
  • Produtos alimentícios: 11,4%

  

 

Formas de pagamento

Ao 79% dos entrevistados disseram que vão pagar as compras à vista. Os pagamentos via cartão de crédito representam 21% e, em média, serão divididos em até três parcelas. Confira a ordem de pagamentos: 

 

 

  • Cartão de débito: 22,3%
  • À vista cartão de crédito: 21,7%
  • Dinheiro: 18,5%
  • Parcelado no cartão de crédito: 18,5%
  • PIX: 14,6%
  • Parcelado cartão da loja: 2,5%
  • À vista no cheque: 1,3%
  • À vista cartão da loja: 0,6%

 

 

Pesquisa de preços

De acordo com o levantamento, 70% dos consumidores afirmam pesquisar o preço dos produtos antes de efetuarem as compras. Além disso, os entrevistados pontuaram que os principais atrativos para fechar um negócio são:

 

 

  • Bom atendimento: 64,2%
  • Agilidade no atendimento: 39,8%
  • Educação e cortesia dos vendedores: 21,6%
  • Qualidade do produto: 17,6%
  • Localização: 17%
  • Credibilidade da loja: 11,9%
  • Ambiente agradável e formas de pagamento: 10,2%
  • Sorteios: 4,5%

 

Para a escolha do presente, os entrevistados citaram a vontade da pessoa a ser presenteada (33,1%), desconto, promoção e preço (29,7%), necessidade do presenteado (21,1%) e qualidade do produto (16%).

 

Comemoração

 

A maioria dos consumidores (70%) não deve celebrar a data além da compra do presente. Dentre os que afirmam que irão comemorar, as principais atividades apontadas foram almoço em casa (8,2%), lanchar fora (6,3%), ida ao parque (4,4%), passeio no Zoológico (3,2%), cinema (2,5%), almoço em restaurante (2,5%). Jantar em restaurante, viagem, passeio em museu e shopping aparecem empatados com 0,6%.

 

 

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Pós-venda: entenda o termo e como colocar em prática durante a Black Friday


 
Um dos momentos mais aguardados por consumidores e comerciantes de todo o mundo, a Black Friday, já está batendo à nossa porta. O evento, que acontece dia 25 de novembro, é uma data muito importante para as vendas de todo o país - mas assim como o processo de vendas, o pós-venda também se mostra igualmente interessante para quem deseja fidelizar clientes.
 
E então, você já ouviu falar em pós-venda? Pensando nisso, vamos explicar a seguir o que é, quais são os benefícios e como fazê-lo da melhor forma para sua marca.
 

O que significa o pós-venda

 
O pós-venda é a etapa do processo de venda que acontece após a compra e tem como objetivo reter o cliente, de forma a continuar oferecendo valor a ele. Dessa forma, a marca mantém o consumidor por perto e ele se sente valorizado, voltando a fazer negócio mais à frente.
 

Entenda a importância da etapa de pós-venda

 
O pós-venda é importante para que a marca possa conquistar e envolver o cliente, de forma a prolongar o relacionamento entre empresa e consumidor. Assim, fica muito mais difícil que essa pessoa vá para a concorrência e deixe de comprar no lugar em que fez seu primeiro negócio.
 
Algumas das principais vantagens de fazer um pós-venda bem feito são:
 

Aumentar a recompra

 
Como dito, o pós-venda ajuda a reter clientes, fixando a marca na mente e mantendo o contato após a compra, o que ajuda a aumentar a taxa de recompra e também os lucros da empresa, além de reduzir a rotatividade de clientes.
 

Melhorar a reputação da marca


Muitos consumidores ainda reclamam de serem ignorados pelas empresas após a compra, caso tenham alguma reclamação a fazer. Portanto, o pós-venda é o momento em que você pode reduzir essa insatisfação, oferecendo o melhor e mais rápido atendimento da sua equipe e, claro, superando expectativas.

Transformar clientes em promotores


Clientes fiéis não apenas compram, mas também espalham a palavra da marca para parentes e amigos. Isso porque a experiência foi tão positiva que eles querem defender o produto ou serviço e transmitir a novidade. Faça dos seus consumidores seus maiores divulgadores.

Reduzir os custos


Conquistar novos clientes custa muito mais que fidelizar os antigos. Portanto, investir no pós-venda representa economia de recursos e esforços por parte da sua empresa.
 

Como fazer um bom pós-venda durante a Black Friday?

 
Para fazer um bom pós-venda, é necessário seguir algumas dicas. Confira a seguir quais são elas:
 

1) Seja ágil no atendimento ao cliente

 
Durante a Black Friday, são muitas as demandas por atendimento rápido. Porém, se sua empresa deixar de prestar um suporte ágil e eficiente, poderá deixar a reputação da marca bem baixa no mercado.
 
Por isso, nunca deixe nenhum cliente sem resposta e busque resolver o problema logo no primeiro atendimento.
 

2) Seja transparente com o consumidor

 
Investir na transparência com o cliente é o melhor a se fazer a qualquer momento. É como diz o ditado: o combinado não sai caro, certo? Portanto, deixe tudo sempre bem explicado: se a entrega do produto atrasar, por exemplo, ou caso tenha algum outro imprevisto, é melhor avisar do que ter uma dor de cabeça. Deixe seu consumidor bem informado sempre.
 

3) Tenha controle do estoque e da logística

 
Para evitar problemas durante a Black Friday, é importante garantir que o prazo de entrega dos produtos seja respeitado e que eles estejam disponíveis para compra.
 
Sendo assim, no pós-venda, deixe o cliente bem informado a respeito do pedido realizado e, caso aconteça algum atraso, forneça o melhor suporte possível.
 

4) Esteja sempre onde seu cliente está


Clientes e consumidores, quando possuem dúvidas ou reclamações relacionadas a algum produto ou serviço, precisam ir atrás da empresa para solucionar o problema. Sendo assim, a empresa precisa estar preparada para esse contato e ter a solução para a questão que será levantada no menor tempo possível.

Para que esse processo aconteça da melhor forma, é importante ter canais de atendimento à disposição do consumidor. E esses canais devem ser interessantes e fáceis para o cliente, e não para a empresa, ou seja, a marca deve estar onde o cliente está. Por isso, o ideal é diversificar os canais e estar em mais de um ao mesmo tempo.

5) Ofereça um bom atendimento

 
Durante a Black Friday, mais do que em qualquer outra época, é importante que você, vendedor, se coloque no lugar do cliente para deixar o atendimento ainda mais humanizado e personalizado, de forma a gerar empatia e confiança entre os dois lados da conversa. Além disso, quando surgir uma abertura, surpreenda o cliente e ofereça algo além de suas expectativas para que ele volte quando quiser ou precisar de um novo produto ou serviço.
 

Curtiu as dicas? 

 
Continue por dentro da Black Friday 2022 no Estado de Minas, acompanhe as dicas e saiba como sua marca pode lucrar ainda mais e alavancar as vendas usando as ações certas!

Continue lendo nossas matérias: entenda a importância de um atendimento de qualidade!

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Tomate, quiabo e inhame lideram variações de preço nos sacolões de BH

 

Frutas e legumes estão mais caros em Belo Horizonte. O quilo do tomate (R$ 1,99 até R$ 6,99), quiabo (R$ 4,98 até R$ 16,99)  e inhame (R$ 3,98 até R$ 9,99)  lideram as variações de preço nos sacolões, com 251%, 241% e 151% respectivamente. De acordo com a pesquisa do Mercado Mineiro e comOferta, o consumidor deve ficar mais atento  às safras e entressafras. Foram consultados 20 estabelecimentos entre os dias 20 e 23 de setembro de 2022. 


A pesquisa revelou ainda que, devido às safras e entressafras, algumas frutas e legumes caem de preço enquanto outras aumentam. Mas, entre agosto e setembro, foram observados mais “aumentos” do que “quedas”. O quilo da batata inglesa, que custava de R$3,36, passou para R$4,69, um aumento de 39%; o pimentão verde subiu de R$5,14 para R$6,34, um aumento de 23% e  quiabo subiu de R$7,76 para R$9,57, aumento de 23%.

 

 

 

De acordo com Carlos Cabrera, gerente do sacolão Real, no Centro de BH, o estabelecimento vem se esforçando para equilibrar os preços e não repassar os aumentos aos clientes. 

 

"Nós sempre colocamos nas redes sociais o que está em oferta e em promoção, tem também o letreiro da frente com os produtos da época e seus preços. Achamos que funciona, porque está vendendo. Buscamos sempre fonecedores que trazem produtos de boa qualidade e bom preço para o cliente sair satisfeito", disse. 

 

Ainda segundo Cabrera, o sacolão Real tem 35 anos de experiência e, nesse tempo, aprendeu a lidar com a alta dos preços. "O movimento costuma cair na segunda quinzena do mês e o tempo também manda na clientela. O tempo frio deixa o povo em casa, o calor chama eles as compras". 

 

O gerente acredita que o aumento nos preços em curto espaço de tempo seja devido a safra e entressafra, um fenômeno normal, mas que pesa no bolso do consumidor. "É uma fase difícil, mas já estamos acostumados".  



Frutas também têm alta  

 

As frutas não ficam atrás no aumento dos preços. O quilo da mexerica pokan pode variar 511%, com preços indo de R$ 0,98 até R$ 5,99. O quilo do Mamão Havaí pode custar de R$3,98 até R$11,99, uma variação de 201%. O quilo do Limão Tahiti custa de R$3,98 até R$9,99, com uma variação de 151%, seguido de melancia que vai de R$1,98 até R$3,99, com uma variação de 101%; laranja pera rio custando de R$1,98 até R$3,99, com uma variação de 101%. Por fim , o quilo da banana caturra custa de R$3,98 até R$7,99, com uma variação de 100%.

 

 



Iara Ferreira diz que está buscando economizar indo em sacolões "bons e baratos". De acordo com ela, a diferença nos preços entre as regiões de BH são muito claras. Moradora do Bairro Funcionários, ela diz que quando vem ao centro sente que os preços estão mais em conta. 

 

"Lá (Funcionários) os sacolões são bem caros. Hoje eu comprei banana no Real por R$ 2,99. No meu bairro chega a R$ 6, R$ 7; já vi até mesmo R$ 9." Para ela, o aumento de preço impactou muito nas suas compras. 

 

"Antes com R$ 100 reais dava para comprar muita coisa, agora não. Vamos ver quando isso vai melhorar", disse. Ainda de acordo com ela, procurar os produtos 'da época' ajuda a pesar menos no bolso. 


A observação de Iara vai ao encontro da orientação de especialistas. Segundo eles, o consumidor deve procurar conciliar preço e qualidade, dando preferência para os “dias de ofertas da semana” ou “dia da feira”, que costumam englobar produtos da safra e com boa qualidade. 

 

*Estagiária sob supervisão da subeditora Jociane Morais   




 

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Medida Provisória que aumentaria conta de luz pode caducar

A presidência do Senado informou às lideranças partidárias neste domingo (25) à noite que não haverá sessão semipresencial nesta segunda-feira (26/0).
O presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), agendou a próxima sessão para 4 de outubro. A mudança cancela a apreciação da MP (medida provisória) 1.118, que estava prevista para esta segunda. A MP caduca na terça-feira (27).

Inicialmente, a 1,118 tratava de questões ligadas ao setor de combustíveis. Anulava o uso de créditos tributários de contribuições sociais dos empreendimentos que compram combustíveis para a sua atividade-fim, como empresas de aviação e de ônibus. No entanto, ela recebeu na Câmara duas emendas alheias a esse tema, popularmente conhecidas como jabutis. Ambas alteram regras do setor de energia elétrica.

Uma mudança cria um novo subsídio, estimado em R$ 8 bilhões. Se aprovado, elevaria a conta de luz de todos os brasileiros. O aumento iria variar de 1,45% a 5,67%, segundo estimativa da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres).

A outra alteração prorroga por dois anos o prazo para a entrada em operação de projetos de energia limpa com direito a subsídio. Inicialmente, quem conseguiu a outorga com benefício teria quatro anos para concluir o projeto. O prazo foi estendido para seis anos na proposta que chegou ao Senado. Com isso, cerca de R$ 10 bilhões em custos para o consumidor, que iriam caducar, poderão ser prorrogados.

O Congresso tem sido pró-ativo na criação de subsídios, que favorecem as empresas, mas prejudicam o consumidor. As alterações feitas na Câmara atenderam pedido de empresas do setor eólico na região Norte e Nordeste, que terão aumento de custos com mudanças nas regras de cobrança na transmissão de energia.

Entidades de defesa dos consumidores realizaram inúmeros contatos no Senado nos últimos 20 dias para explicar como as mudanças na Câmara iriam impactar a conta de luz. A expectativa era retirar os jabutis do texto ou convencer a Casa a não votar a MP.

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Veja a importância de investir em atendimento de qualidade na Black Friday


 
É fato: um bom atendimento ao cliente é fundamental para a existência e para o sucesso de um negócio. Porém, durante a Black Friday, que acontece em 25 de novembro deste ano, o atendimento ao cliente realizado com sucesso pode ser um desafio, já que a clientela pode aumentar consideravelmente.
 
Mas então, como oferecer um bom atendimento e uma ótima experiência ao cliente na Black Friday? A seguir, saiba a importância do bom atendimento, como preparar a empresa e os funcionários e confira algumas dicas para se preparar para a data da melhor forma possível.
 

O que esperar da Black Friday 2022?

 
A Black Friday 2022 acontecerá em 25 de novembro. O evento, bastante esperado por consumidores e comerciantes, promete movimentar o setor varejista por meio de descontos, condições especiais e ofertas exclusivas. São várias lojas no Brasil e no mundo que tem como objetivo concretizar vendas e lucrar ainda mais que no ano de 2021.
 
Não há um horário para o início das ofertas, portanto, o ideal é que sua marca comece a divulgar as ofertas especiais o quanto antes para que possa se destacar durante o período e lucrar ainda mais com as vendas de produtos ou serviços.
 

Afinal, qual a importância de um bom atendimento ao cliente?

 
Durante a Black Friday, são muitas as demandas por atendimento rápido. Quando um cliente procura por atendimento, ele quer resolver seu problema o mais rápido possível. Sendo assim, o bom atendimento ao cliente deve atender ou até mesmo superar as expectativas desse cliente, de forma a estabelecer uma relação que beneficie ambas as partes.
 
Vale lembrar que o atendimento ao cliente pode construir ou destruir a imagem da sua empresa. Por isso, se ela deixar de prestar um suporte ágil e eficiente, poderá deixar a reputação da marca bem baixa no mercado. Então, lembre-se: nunca deixe nenhum cliente sem resposta e busque resolver o problema logo no primeiro atendimento.
 

Como preparar sua empresa para a data?

 
Existem algumas boas formas de preparar sua marca para atender os clientes da melhor forma durante a Black Friday. Confira as principais:
 

Prepare e motive a sua equipe

 
Não basta cuidar apenas do estoque - é preciso treinar e motivar a sua equipe. Por isso, ofereça treinamento especializado para as pessoas que estarão em contato com o cliente e também para quem estiver envolvido com as logísticas das mercadorias ou com os produtos, serviços e promoções. E lembre-se de manter o atendimento durante o fim de semana, pois o volume de dúvidas, reclamações e trocas pode aumentar nessa época.

Esteja presente nos canais certos


Clientes e consumidores, quando possuem dúvidas ou reclamações relacionadas a algum produto ou serviço, precisam ir atrás da empresa para solucionar o problema. Sendo assim, a empresa precisa estar preparada para esse contato e ter a solução para a questão que será levantada no menor tempo possível.

Para que esse processo aconteça da melhor forma, é importante ter canais de atendimento à disposição do consumidor. E esses canais devem ser interessantes e fáceis para o cliente. Por isso, o ideal é diversificá-los e estar em mais de um ao mesmo tempo.

Seja ágil, transparente e eficiente nos atendimentos

 
Durante a Black Friday, são muitas as demandas por atendimento rápido. Porém, se sua empresa deixar de prestar um suporte ágil e eficiente, poderá deixar a reputação da marca bem baixa no mercado.
 
Portanto, invista em uma boa gestão de crises, nunca deixe nenhum cliente sem resposta, seja transparente e busque resolver o problema logo no primeiro atendimento. 
 

O que achou dessas dicas? 


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Como obesidade poderá custar quase US$ 220 bilhões ao Brasil em 2060

Uma análise do impacto econômico da obesidade em 161 países projeta que, mantidas as tendências atuais, em 2060 o Brasil será a sétima economia do mundo com maiores gastos relacionados à condição.

Segundo as projeções, divulgadas em um estudo publicado nesta semana na revista científica BMJ Global Health, o percentual de pessoas obesas ou com sobrepeso no Brasil deverá chegar a 88,1% em 2060, resultando em um impacto econômico de US$ 218,2 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão).

A estimativa dos pesquisadores é de que esse montante representará 4,66% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2060, o 48º maior percentual entre os países analisados.

O cálculo leva em conta tanto gastos médicos diretos quanto os resultantes do processo de buscar cuidados de saúde, como o custo de viagens para pacientes e acompanhantes. Também inclui perdas econômicas resultantes de mortes prematuras, dias de trabalho perdidos e queda de produtividade devido a problemas de saúde relacionados ao excesso de peso.

De acordo com o estudo, em 2019 a prevalência de sobrepeso e obesidade no Brasil era de 53,8% da população e gerava impacto econômico de US$ 37,1 bilhões (cerca de R$ 190,5 bilhões), o décimo maior entre os 161 países. Em termos de percentual do PIB, o Brasil ficava em 63º lugar, com 1,98%.

Considerando todos os países analisados, o impacto econômico em 2019 era estimado em 2,19% do PIB global. Caso a tendência atual se mantenha, em 2060 deverá saltar para 3,29%.

A projeção é de que, em 2060, o maior impacto econômico seja sentido pela China, totalizando US$ 10,1 trilhões (cerca de R$ 51,6 trilhões). O montante é quatro vezes maior do que os US$ 2,6 trilhões (cerca de R$ 13,3 trilhões) projetados para os Estados Unidos, que aparecem em segundo lugar.

Índia, Coreia do Sul, Indonésia e Alemanha também terão gastos totais maiores do que os projetados para o Brasil.

Impacto nos pobres

Os pesquisadores lembram que o excesso de peso está ligado a maior risco de doenças como câncer, problemas cardiovasculares e diabetes. Afirmam ainda que a pandemia de covid-19 demonstrou que pessoas com sobrepeso ou obesidade também correm o risco de desenvolver formas mais graves de doenças infecciosas.

Segundo Adeyemi Okunogbe, especialista em sistemas de saúde da organização sem fins lucrativos RTI International e um dos autores do estudo, muitas vezes existe uma ideia equivocada de que a obesidade é um desafio de saúde pública exclusivo de países de alta renda.

"Esse não é um problema só dos países ricos, é um problema global", diz Okunogbe à BBC News Brasil.

Okunogbe salienta que, entre 2019 e 2060, o impacto econômico da obesidade e sobrepeso deverá aumentar mais nos países de média e baixa renda do que nas economias avançadas.

"Mesmo em países de alta renda, vemos o impacto concentrado em lares mais pobres e comunidades vulneráveis", ressalta. "Dietas saudáveis são caras. Opções que não são saudáveis (como alimentos ultraprocessados) são (muitas vezes) mais acessíveis aos pobres."

Estudos anteriores indicam que muitos países de média e baixa renda enfrentam altos níveis de obesidade e de subnutrição ao mesmo tempo.

No Brasil, o crescimento nos índices de obesidade é registrado ao mesmo tempo em que há um aumento da fome.

Segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), o número de brasileiros que passam fome saltou de 19,1 milhões em 2020 para 33,1 milhões neste ano.

Ação conjunta

Okunogbe e os outros autores do estudo estimam que, ao redor do mundo, cerca de dois em cada cinco adultos sejam obesos ou tenham sobrepeso.

O cálculo para definir se uma pessoa tem sobrepeso ou obesidade leva em conta a relação entre peso e altura e é chamado de Índice de Massa Corporal (IMC). Um IMC entre 25 e 29,9 é classificado como sobrepeso. Obesidade é definida como IMC a partir de 30.

Mas os pesquisadores destacam que sobrepeso e obesidade são mais complexos do que simplesmente o IMC e têm causas ligadas a diversos fatores, desde riscos genéticos e falta de acesso a serviços de saúde até estratégias de marketing de alimentos e bebidas.

O estudo foi realizado com o apoio da Federação Mundial de Obesidade e incluiu uma bolsa de financiamento da empresa farmacêutica Novo Nordisk, que não participou da concepção do projeto nem da análise e interpretação dos resultados.

Os autores observam que muito do que se sabia sobre os impactos econômicos da obesidade e do sobrepeso estava concentrado em países ricos e que diferenças metodológicas em estudos nacionais anteriores dificultavam comparações entre os países.

Okunogbe diz que as novas projeções globais reforçam a necessidade de ação conjunta para responder ao aumento mundial na prevalência de obesidade e sobrepeso.

Os autores não oferecem sugestões específicas, mas afirmam que, em vez de focar em responsabilidades individuais, é necessário buscar soluções integradas e comprometimento político e social para combater o problema.

"As respostas não podem ser apenas individuais", ressalta Okunogbe.

- Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63005525


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Imposto de Renda: Receita abre consulta ao 5º lote nesta sexta (23)

A Receita Federal abrirá, a partir das 10h desta sexta-feira (23), a consulta ao quinto e último lote do Imposto de Renda 2022. Serão beneficiados 1,220 milhão de contribuintes que entregaram a declaração nos dois últimos dias do prazo final ou saíram da malha fina.


As restituições terão correção de 4,22% com base na taxa básica de juros da economia, a Selic. Ao todo, serão pagos R$ 1,9 bilhão por meio de depósito bancário ou Pix. O crédito será feito na sexta-feira (30).


Desse total, R$ 221,1 milhões serão liberados a quem se enquadra nas regras de prioridade legal, sendo 5.201 contribuintes idosos acima de 80 anos, 36.492 entre 60 e 79 anos, 4.247 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 15.378 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados ainda 1.159.183 contribuintes não prioritários.


A consulta pode ser feita no site receita.fazenda.gov.br, no aplicativo Meu Imposto de Renda para celular ou tablet ou no Portal e-CAC, que é o Centro de Atendimento
Virtual da Receita Federal.


No site da Receita, o cidadão deve informar CPF, data de nascimento e demais dados solicitados. No e-CAC, é possível saber mais detalhes sobre a declaração. Para essa consulta, no entanto, é necessário informar a senha do gov.br.

 

SAIBA COMO FAZER A CONSULTA PELO SITE DA RECEITA

 

1 - Acesse o site www.receita.economia.gov.br

2 - Clique em "Imposto de Renda"

3 - Na página seguinte, vá em "Consulta a Restituição"

4 - Em "Etapas para a realização deste serviço", clique em "Consultar Restituição IRPF"

5 - Informe CPF, data de nascimento, caracteres que estão na tela e vá em "Consultar"

6 - Em seguida, aparecerão as informações sobre sua restituição

 

SAIBA COMO FAZER A CONSULTA PELO E-CAC

1 - Acesse o Portal e-CAC e vá em "Entrar com gov.br"

2 - Na página seguinte, informe o CPF e vá em "Continuar"

3 - Depois, digite a senha e vá em "Entrar"

4 - Em "Serviços em destaque", vá em "Meu Imposto de Renda (Extrato da Dirpf)"

5 - No topo da página seguinte deve estar escrito "Declaração em Fila de Restituição"

6 - Se a restituição entrar neste lote, quando a consulta começar haverá a informação de que o pagamento foi liberado e será feito no dia 30

 

VEJA OS PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVARAM À MALHA FINA DO IR 2022

A Receita Federal divulgou também a quantidade de contribuintes que caíram na malha fina do IR 2022. Do total de 38,2 milhões de declarações recebidas neste ano, 1,032 milhão de documentos foram retidos.


Segundo o fisco, esse número representa 2,7% do total de declarações entregues. Oito em cada dez têm imposto a restituir, somando 811.782 documentos; 198.541 têm de pagar IR; e 21.956 estão com saldo zero.


Os principais motivos de malha fina são:

- Omissão de rendimentos do titular ou do dependente, somando 41,9% do total

- Falha na dedução de despesas médicas, somando 28,6% do total

- Diferença entre o IR informado pelo contribuinte e o enviado pela empresa à Receita Federal, somando 21,9%

- Outros motivos como deduções gerais, incluindo educação e outras, rendimentos recebidos acumuladamente e informações divergentes sobre o carnê-leão, somando 7,6% do total


A quem entrou na malha, a Receita Federal começou a emitir, neste mês, 444 mil cartas avisando os contribuintes sobre a necessidade de corrigir os erros, apresentando a declaração retificadora.

 

 

 

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Petrobras reduz preço do gás de cozinha em 6%; é a segunda queda em 10 dias

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (22) uma redução de 6% no preço médio do GLP, o gás de cozinha vendido em botijão. O corte entra em vigor nesta sexta (23) nas refinarias. É o segundo consecutivo desde a semana passada.


Com a nova baixa, o preço para as distribuidoras passará de R$ 4,0265 para R$ 3,7842 por quilo. Assim, o valor médio do botijão ficará em R$ 49,19, o equivalente a uma queda estimada de R$ 3,15 nos 13 quilos.


Em nota, a Petrobras voltou a associar a redução ao comportamento dos preços de referência. A estatal afirma que "busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio".


No dia 12, a companhia havia anunciado uma baixa de 4,7% no gás de cozinha para as distribuidoras. Porém, como mostrou reportagem da Folha, o valor do botijão nas revendas subiu durante a semana passada, de acordo com a pesquisa de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).


A alta para o consumidor foi de 1,2%, e o produto passou de R$ 111,91 para R$ 113,25 na média nacional. Foi a terceira semana consecutiva de avanço. Os revendedores alegam que precisaram iniciar repasses do reajuste salarial dos seus trabalhadores.


Ao longo da pandemia, a carestia do gás de cozinha atingiu em cheio as famílias de renda baixa, já que o produto pesa mais no orçamento dos mais pobres. Com o aumento dos preços, parte dos brasileiros passou a preparar refeições com lenha e até álcool.


Beneficiários do Auxílio Brasil podem receber vale-gás a cada dois meses, desde que se enquadrem nos critérios do programa. Para definir o valor do benefício, o governo considera o preço médio do botijão de 13 quilos ao consumidor no semestre anterior.

Às vésperas das eleições, a Petrobras passou a anunciar a conta-gotas cortes nos valores de combustíveis como a gasolina. Levantamento do OSP (Observatório Social do Petróleo), a pedido da Folha, mostrou que a companhia adotou estratégias diferentes de precificação nos momentos de alta e de baixa das cotações internacionais do petróleo em 2022.


Quando o petróleo subia, a empresa realizava menos reajustes e praticava preços abaixo das cotações internacionais, segurando o repasse às bombas. Com o petróleo caindo, passou a anunciar reduções frequentes e acompanhar o mercado externo mais de perto.


Para Eric Gil Dantas, economista do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais, os dados indicam que a execução da política de preços esteve sujeita a pressões durante o ano eleitoral. A Petrobras indicou que não há periodicidade definida para os reajustes de diesel e gasolina.


Em atos de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem usado a queda dos combustíveis como argumento para elogiar o quadro atual da economia brasileira.

Até agosto, o gás de botijão acumulou inflação de 18,42% em 12 meses, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

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Mercado imobiliário de BH registra o segundo melhor desempenho desde 2014

O mercado imobiliário de Belo Horizonte e Contagem registrou o segundo melhor desempenho desde 2014 no primeiro semestre deste ano, segundo o instituto Data Secovi, instituto da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). O volume de vendas caiu em relação ao ano passado, mas o valor dos imóveis cresceu e garantiu bons negócios para o setor.

A redução do volume de vendas foi de 18,5%. No primeiro semestre de 2021, 15.305 imóveis foram negociados, contra 12.471 no mesmo período deste ano.

Apesar disso, o valor dos imóveis registrou um aumento médio de 7,46%, alcançando o preço médio de R$ 522 mil. Em 2021, a média foi de R$ 485,8 mil por imóvel negociado.

Instabilidade

A queda no volume de vendas já era esperada, pelo desempenho extraordinário do setor no ano passado – o melhor desde 2014. Foi o aumento de preços que surpreendeu, e animou o mercado.

"O ano de 2021 foi único para a história do mercado imobiliário; as vendas bateram recordes e havia esperança de que 2022 fosse similar. Neste ano, tivemos várias particularidades, como baixa expectativa do PIB no início do ano, guerra na Ucrânia, manutenção da política de aumento da taxa Selic, com consequência no valor do financiamento imobiliário, inflação mundial e um cenário político polarizado em ano eleitoral", afirmou o diretor da CMI/Secovi-MG e responsável pelo Instituto Data Secovi, Leonardo Matos.

Residências puxam desempenho

O melhor desempenho foi o dos imóveis residenciais, em especial de apartamentos. Foram vendidas 9.255 unidades desse tipo nesse primeiro semestre, com uma elevação média de 11,45% nos preços.

Mesmo com a elevação da Taxa Selic e dos juros sobre financiamento, a busca pela casa própria foi o motor dos bons resultados do setor.

Os imóveis comerciais, por sua vez, seguem em um nível inferior ao pré-pandemia. Foram 1.382 unidades vendidas até julho deste ano, com preço médio 13% inferior ao do mesmo período do ano passado. A maior redução de volume de vendas foi no segmento de galpões.

Leonardo Matos explica que "os imóveis não residenciais ainda sentem o efeito da pandemia, especialmente salas e andares comerciais com mais de 10 anos de construção." Segundo ele, "o home office para algumas atividades se consolidou e as compras online vieram para ficar".


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Black Friday: saiba a importância de investir em canais de atendimento


 
Neste ano, Black Friday acontece no dia 25 de novembro. A data, que costuma movimentar o comércio no Brasil e no mundo, já está chegando e, com ela, o planejamento das marcas para que tudo saia da melhor forma possível.
 
Para que dê tudo certo no atendimento ao cliente, o ideal é que as empresas reforcem sua presença nos canais certos e estejam disponíveis 24 horas para resolver os problemas que podem vir a acontecer. Mas e então, você sabe qual a importância dos canais de atendimento e quais são os principais existentes para que você possa estar presente nesta data? Confira a seguir e esteja por dentro!
 

Qual a importância dos canais de atendimento?


Clientes e consumidores, quando possuem dúvidas ou reclamações relacionadas a algum produto ou serviço, precisam ir atrás da empresa para solucionar o problema. Sendo assim, a empresa precisa estar preparada para esse contato e ter a solução para a questão que será levantada no menor tempo possível.

Para que esse processo aconteça da melhor forma, é importante ter canais de atendimento à disposição do consumidor. E esses canais devem ser interessantes e fáceis para o cliente, e não para a empresa, ou seja, a marca deve estar onde o cliente está. Por isso, o ideal é diversificar esses canais e estar em mais de um ao mesmo tempo.

Confira os 5 de canais de atendimento essenciais para sua empresa


Para que a empresa consiga solucionar as dúvidas e os problemas dos clientes, ela precisa se preparar da melhor forma para atender todas as pessoas, usando os meios que elas costumam usar em seu cotidiano. Alguns dos principais são:
 

1) E-mail

 
Pelo e-mail, é possível criar uma comunicação direta com seus clientes. Use o canal para fazer comunicações humanizadas e personalizadas e para que o destinatário se sinta especial ao abrir cada recado recebido.
 

2) Telefone

 
O telefone é ainda um dos meios mais utilizados pelos clientes, já que é um dos contatos mais rápidos e ainda mais presentes em locais onde a tecnologia ainda não chegou totalmente. Portanto, considere ter o telefone como um dos principais meios de contato da sua empresa.
 

3) Página de FAQ

 
As páginas de FAQ (ou perguntas frequentes) não é necessariamente um canal de atendimento, mas é tão importante quanto, já que vem de uma necessidade muito específica: a vontade de o consumidor resolver os problemas sozinhos e rapidamente.
 
Sendo assim, pense em criar uma página de FAQ completa e intuitiva, baseada nas perguntas feitas com mais frequência pelos seus clientes.
 

4) Redes sociais

 
As redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, estão presentes no dia a dia do brasileiro e, por isso, se tornaram um canal de relacionamento entre empresas e consumidores. Escolha o lugar onde sua empresa deve estar (ou seja, onde seu cliente está) e procure ferramentas de monitoramento que podem te ajudar nessa tarefa.
 

5) Chatbots

 
Os chatbots são ferramentas que usam a inteligência artificial para gerar conversas automatizadas e pré-definidas entre sistema e consumidor, simulando o atendimento humano com mensagens personalizadas. Você pode usar o chatbot a seu favor, reduzindo a quantidade de atendimentos que vão para a equipe, por exemplo.
 
Continue por dentro da Black Friday 2022 no Estado de Minas, acompanhe as dicas e saiba como sua marca pode lucrar ainda mais e alavancar as vendas usando as ações certas!

Continue lendo nossas matérias: saiba como evitar golpes nesta data.

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Cafebras abre inscrições para 1º Concurso Campeões das Origens Brasileiras

Estão abertas as inscrições para o primeiro concurso Campeões das Origens Brasileiras. A iniciativa é promovida pela Cafebras e tem como objetivo celebrar as origens produtoras de café. Podem participar cafeicultores com propriedades rurais em Minas Gerais e Espírito Santo.
 
Segundo Eustáquio Miranda, CEO da Cafebras, as expectativas estão altas para a 1° edição do concurso, que buscará reconhecer e valorizar todos os cafeicultores inscritos. 
 
"O Concurso visa apoiar, incentivar e reconhecer os talentos dos cafeicultores. Assim, não queremos que esta iniciativa seja mais um concurso de qualidade, mas, sim, aquele que reconhece e valoriza o talento do produtor com foco na origem, bem como enaltece a sua história, seus desafios e suas conquistas na busca pela qualidade do seu produto", afirma Miranda.

Inscrições

Podem participar do concurso, os cafeicultores com propriedades rurais nas seguintes regiões: Cerrado Mineiro, Alta Mogiana, Chapada de Minas, Sul de Minas, Matas de Minas e Espírito Santo, com café da espécie Arábica (coffea arábica) que preencham os requisitos estabelecidos pela escala da SCA (Specialty Coffee Association), com pontuação igual ou superior a 85 pontos, processamento nos métodos Natural, Cereja Descascado ou Fully Washed  ou outros métodos como fermentações induzidas por via aeróbica ou anaeróbica. 
 
As inscrições vão até 30 de setembro e devem ser feitas através do formulário de inscrição nas unidades da Cafebras. O regulamento e informações sobre o concurso podem ser acessadas no site do concurso, clique AQUI para acessar. 

Premiação

Ao todo, 12 produtores serão premiados, 6 em 1º lugar e outros 6 em 2º lugar. 
Eles receberão, respectivamente, R$ 10 mil e R$ 6 mil, pelo lote de duas sacas.

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Banco Central mantém taxa Selic em 13,75%


A queda da inflação fez o Banco Central (BC) interromper o ciclo de alta dos juros após um ano e meio de reajustes seguidos. Nesta quarta-feira (21), por 7 votos a 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza votaram pela manutenção da taxa. Os diretores Fernanda Magalhães Rumenos Guardado e Renato Dias de Brito Gomes votaram pela elevação em 0,25 ponto.


A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.


De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro do ano passado até fevereiro deste ano. O Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.


Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.


INFLAÇÃO


A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o indicador fechou em 8,73% no acumulado de 12 meses, após ter se . Esse foi o segundo mês seguido de inflação negativa, por causa da queda do preço da energia e da gasolina.


Apesar da desaceleração recente, o valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.


No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 8,8% no cenário base. A projeção, no entanto, está desatualizada e deverá ser revista para baixo por causa das desonerações sobre a gasolina e o gás de cozinha. A nova versão do relatório será divulgada no fim de setembro.


As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 6%. No início de junho, as estimativas do mercado chegavam a 9%.


CRÉDITO MAIS CARO


A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1,7% para a economia em 2022.


O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,65% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.


A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Justiça decreta falência de Itapemirim, que tem R$ 2 bilhões em dívidas

O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou nesta quarta-feira (21) a falência do Grupo Itapemirim, empresa de transporte rodoviário e aéreo. A recuperação judicial ocorria desde 2016 e as dívidas somam R$ 200 milhões e mais R$ 2 bi em despesas pendentes com impostos e previdência.

O Grupo já foi considerado um dos maiores do país no ramo viagens intermunicipais de ônibus.

A decisão é do juiz João de Oliveira Rodrigues, da 1ª Vara de Recuperação Judicial de São Paulo. Ele também indisponibilizou os bens de Sidnei Piva de Jesus, dono da empresa, por entender que a Piva Consulting, outra companhia dele, teria gerado "confusão patrimonial", ou seja, teria misturado os rendimentos das duas pessoas jurídicas.

A Itapemirim foi fundada por Camilo Cola, ex-praça da FAB (Força Aérea Brasileira). Depois, foi vendida por R$ 1 para Sidnei Piva de Jesus, já em processo de recuperação judicial.

Em 2021, a companhia passou a oferecer transporte aéreo, mas a operação durou apenas seis meses, deixando milhares de passageiros sem viajar nas festas de final de ano e gerando diversas reclamações em órgãos de defesa do consumidor e também uma série de ações judiciais.

Na decisão, o juiz também autorizou um contrato de massa falida com a transportadora Suzano que, por pelo menos um ano, vai assumir os serviços oferecidos pelo grupo.

A reportagem tenta contato com a Itapemirim e aguarda resposta.

 

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Nestlé e outras empresas são notificadas por leite e requeijão fakes

O Procon-SP notificou empresas a prestarem esclarecimentos sobre bebidas e misturas lácteas que se assemelham a leite, leite condensado e creme de leite. Segundo a entidade, os produtos são parecidos com outros já tradicionais e podem confundir o consumidor.
 
A lista com 11 empresas tem produtos que usam soro de leite no lugar do leite: bebida láctea que se parece com leite de caixinha, alimento à base de manteiga e margarina, produto sabor requeijão, além de blend de azeite de oliva.
De acordo com o Procon-SP, as respostas das empresas já começaram a ser encaminhadas para o órgão de defesa e estão sob análise.
 
Os produtos, que ficaram conhecidos como "fake" após fotos de prateleiras viralizarem na internet, passaram a ganhar mais espaço nos supermercados com a disparada da inflação, em especial com o aumento do preço do leite.
 
Um dos exemplos de produtos da lista do Procon são os da Nestlé Brasil, que passou a oferecer mistura láctea da Nestlé, da linha Moça Pra Toda Família, similar ao tradicional leite condensado Moça, e a mistura de creme de leite Moça, parecido com o creme de leite original.
 
O órgão reforça que os produtos são comercializados em apresentação bastante semelhante aos originais e que podem confundir o consumidor.
 
Segundo o Procon, a utilização de embalagens parecidas com as originais pode provocar confusão. Em alguns casos, os itens, que chegavam a custar cerca de 30% a menos, são ofertados nas gôndolas ao lado dos originais, com embalagens similares, fazendo com que o consumidor acredite estar adquirindo um produto com a mesma qualidade e composição.
 
O Procon-SP está atento ao aumento da oferta de produtos similares aos tradicionais e apresentados ao público em embalagens muito parecidas, que podem induzir o consumidor ao erro, levando-o a achar que está comprando e consumindo outro produto", informa o Procon, por meio de nota.
 
O órgão ainda afirma que a informação clara, correta e verdadeira é um dos direitos básicos previstos pelo Código de Defesa do Consumidor.

AS EMPRESAS NOTIFICADAS FORAM:

- Companhia de Alimentos Ibituruna (fabricante da bebida láctea UHT Olá);
 
- Nestlé Brasil
 
- Laticínios Trevo de Casa Branca (fabricante da bebida láctea UHT Aquila);
 
- Laticínios Bela Vista (fabricante da bebida láctea UHT MeuBom);
 
- Cooperativa Central Mineira de Laticínios - Cemil (bebida láctea UHT Performance);
 
- Doce Mineiro (bebida láctea UHT Triângulo Mineiro);
 
- Vigor Alimentos Leco (Alimento à Base de Manteiga e Margarina Leco Extra Cremosa);
 
- Tella Barros Comércio e Importação de Frios e Laticínios (Supremo Cremoso Sabor Requeijão);
 
- Oceânica Comércio de Gêneros Alimentícios (que produz o Crioulo Queijos Ralados Latco);
 
- Itambé Alimentos (que produz o Queijo Parmesão Ralado Itambé);
 
- Gran Foods Indústria e Comércio Eireli (que fabrica o Do Chefe Premiun Blend Azeite de Oliva)

Segundo o Procon, a Nestlé tem até segunda-feira (26) para se manifestar. A empresa deverá demonstrar as características de cada produto e apontar quais as diferenças nutricionais e indicações individualizadas de consumo de cada um. Além disso, a fabricante precisará apresentar documentos como informes, materiais publicitários e mídias de divulgação dos produtos.
 
Em julho, após ser procurada pelo jornal Folha de S.Paulo, a Nestlé informou que os produtos similares eram uma alternativa à crise. "A Nestlé busca seguir sua jornada de renovação e inovação de portfólio, com soluções que entregam aos consumidores produtos de alta qualidade e com preços mais acessíveis, em especial em cenário de alta inflação."
 
A empresa deverá apresentar as tabelas nutricionais de cada item, com os percentuais de cada um dos ingredientes e uma embalagem vazia (gabarito) de cada forma de apresentação (caixas e rótulos) tal como são disponibilizadas ao consumidor", diz o Procon.
 
A empresa também deverá apresentar os documentos referentes à autorização de comercialização dos produtos junto aos órgãos oficiais competentes e que comprovem os testes de qualidade realizados, demonstrando o processo de manipulação, acondicionamento e prazos indicados de consumo.
 
A reportagem entrou em contato com as empresas Nestlé, Ibituruna, Argenzio (que comercializa a bebida láctea Aquila), Cemil, Doce Mineiro, Tella Barros, Oceânica Alimentos, Itambé, Gran Food Alimentos e Vigor, mas não teve resposta até a publicação deste texto.
 
A reportagem não conseguiu contato com a Laticínios Bela Vista.

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Chatbots: o que são e quais podem te ajudar durante a Black Friday?


 
Black Friday 2022 está chegando e, para as marcas, nada melhor do que se preparar para alavancar as vendas e lucrar muito, já que a data é conhecida por movimentar o comércio e causar o aumento da procura por diversos produtos e serviços.
 
Uma das funcionalidades que ganha destaque nessa época é o chatbot, já que a automatização do atendimento pode ajudar (e muito!) nas vendas. A seguir, confira o que são os chatbots, os seus benefícios para as empresas e os principais do mercado para que você possa escolher a opção ideal para a sua marca.
 

Primeiramente, o que são os chatbots?


A palavra “chatbot” é a junção de dois termos: “chatter”, alguém que conversa, e “bot”, abreviação de robô. Um chatbot, portanto, é uma ferramenta que usa a inteligência artificial para gerar conversas automatizadas e pré-definidas entre sistema e consumidor, por meio de aplicativos de mensagens, sites e outras plataformas.
 
Dessa forma, o chatbot simula o atendimento humano, liberando mensagens instantâneas que ajudam a esclarecer dúvidas, oferecer conteúdos personalizados, processar pagamentos, agendar atendimentos, entre outros.
 

Quais as vantagens de investir em um chatbot?

 
São muitas as vantagens de investir em um chatbot. Confira:
 
  • Disponível ao cliente o tempo todo: você diminui o tempo de espera do cliente, já que ele consegue resolver a solicitação em alguns minutos.
  • Atendimento automatizado: o atendimento é realizado com agilidade e qualidade, diminuindo as demandas da equipe e gerando uma boa interação entre marca e consumidor.
  • Automatização de processos: com um chatbot, é possível automatizar processos, como pesquisas, cobranças, agendamentos, entre outros.
  • Identificação de leads qualificados: o chatbot é capaz, por meio de uma conversa, de identificar dados e conhecer o perfil do consumidor, de forma a analisar suas necessidades.
  • Personalização de marca: o chatbot é personalizável, ou seja, é possível colocar o tom de voz e a cara da sua marca.
 

Conheça 7 opções de chatbot para usar na sua empresa


Existem chatbots disponíveis no mercado para todas as marcas e bolsos. Confira alguns deles a seguir:
 

1) Take

 
Take é desenvolvido para WhatsApp, Facebook Messenger, Instagram, Telegram, Apple Business Chat, e-mail e SMS e possibilita o atendimento híbrido (bot + humano). Na ferramenta, é possível fazer análise de dados e integração com outras, como HubSpot, RD Station, Chatbase, Salesforce e Vtex.
 

2) Cliengo

 
Cliengo oferece um CRM próprio para armazenamento de dados e pipeline de vendas integrado, além de oferecer integração com outras plataformas como HubSpot, MailChimp, Salesforce e Zendesk.
 

3) JivoChat

 
JivoChat oferece aos assinantes diversas integrações com outras plataformas, como Leadster, Zapier, Pipedrive, RD Station, Slack, Nuvem Shop, Loja Integrada, Shopify, Hotmart, Google Analytics, MailChimp e muitas outras.
 

4) Leadster

 
Leadster é voltada para empresas focadas em vendas e marketing, pois ajuda a aumentar a geração de leads e a taxa de conversão dos sites e landing pages. Tem como diferenciais abordagem ativa, personalização de conversas, testes A/B, métricas de desempenho e integração com mais de 200 ferramentas.
 

5) Zendesk

 
Uma das pioneiras e mais famosas do mercado, a Zendesk oferece chatbot para sites, WhatsApp, Instagram, Facebook, e-mail e telefone.
 

6) Botsify

 
Botsify oferece chatbots para Facebook, Instagram, sites, SMS e WhatsApp e possui funcionalidades de armazenamento de dados, possibilidade de mensagens multimídia e integração com vários plugins e plataformas.
 

7) Zenvia

 
Zenvia oferece automação, fluxos e disparo de campanhas e possui desenvolvimento para WhatsApp, SMS, Voz/Telefone, Instagram, Site, Facebook Messenger e RCS (Rich Communication Services).
 

Gostou das dicas? 

 
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Continue lendo nossas matérias. Veja 5 dicas essenciais para vender mais durante a data.

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Um terço dos bares e restaurantes de MG planeja contratar até o fim do ano

Um terço (34%) dos donos de bares e restaurantes de Minas Gerais planeja contratar novos funcionários até o fim do ano, segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados planeja manter o quadro de empregados atual e 10% têm a intenção de demitir funcionários nesse período.

 

Leia mais: Bar de BH que abre 24h há 22 anos fecha pela primeira vez; saiba porquê 


O levantamento foi feito entre 24 e 31 de agosto em todo o estado e 191 empresários do setor foram ouvidos.


“Esse crescimento da mão de obra para o fim do ano é reflexo, também, de outro dado otimista revelado na pesquisa: o número de empresas trabalhando com prejuízo continua no nível mais baixo desde o começo da pandemia (18%), enquanto outras 45% tiveram lucro em julho e 37% operaram no equilíbrio”, diz o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel.


Em julho de 2022, 68% dos estabelecimentos tiveram faturamento maior que no mesmo período de 2021. 15% dos donos disseram ter tido diminuição no faturamento, e outros 15% mantiveram o mesmo nível.


Segundo o presidente da Abrasel em Minas, embora os resultados de julho não sejam muito diferentes dos de junho, as férias de inverno explicam a diminuição nas vendas.



Empréstimos e Simples Nacional


A pesquisa também mostra que 87% dos respondentes estão no regime do Simples Nacional, e 38% deles têm parcelas em atraso. 40% disseram ter aderido ao programa de reescalonamento de dívidas (Relp).


75% dos donos de bares e restaurantes mineiros têm empréstimos contratados. Entre os que recorreram a empréstimos regulares, o atraso é de 31%. A inadimplência entre os que aderiram ao Pronampe é de 12%.


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Black Friday: 5 dicas essenciais para vender mais durante a data


 
Está chegando uma das datas mais importantes para o comércio nacional: a Black Friday, que acontece este ano em 25 de novembro. E não é para menos: de acordo com pesquisa da IM Globo/Behup, os 11 primeiros dias de novembro de 2021 registraram uma alta de 31% de promoções sendo divulgadas.
 
Uma época de tanto destaque tanto para consumidores quanto para comerciantes deve ser planejada com riqueza de detalhes. Ou seja, diante dessa grande oportunidade de lucrar ainda mais, é importante ter estratégias para se destacar e assegurar o sucesso de vendas na data.
 
A seguir, confira 5 dicas valiosas para vender mais durante a Black Friday que vão te ajudar a ganhar uma renda extra nesta época.
 

Confira 5 dicas para ter sucesso e vender mais na Black Friday

 
Não é simples vender na Black Friday, já que são muitas as lojas fazendo suas ações durante a época. Mas com alguns passos, você pode se destacar diante de seus clientes. Confira!
 

1) Planeje a sua campanha

 
Antes de começar a Black Friday, planeje quais serão as ações realizadas durante a época. Você pode utilizar diversas ferramentas, como anúncios on-line, remarketing, divulgação pelo WhatsApp, E-mail Marketing, anúncios no Google, descontos exclusivos para clientes. O importante é manter as pessoas informadas de que sua loja também disponibilizará condições imperdíveis para a data.
 

2) Invista em divulgação on-line


Não adianta estar apenas nas ruas: é preciso também estar nas redes sociais, no WhatsApp, no e-mail, no Google, ou seja, onde seu cliente está. Para divulgar seus produtos, a internet é uma aliada poderosa. Invista nessa oportunidade.
 

3) Invista em anúncios voltados para a Black Friday

 
Se você quer aumentar a percepção da sua marca durante a Black Friday, os anúncios são uma mão na roda - eles aumentam a visibilidade da sua marca e, assim, as chances de lucrar também aumentam. Portanto, para fazer um bom anúncio, seja nas redes sociais ou no Google Ads, use sua criatividade, foque em chamadas rápidas e priorize a imagem, sempre.
 

4) Prepare seu estoque para o aumento da demanda


Do que adianta pensar na publicidade e não ter estoque suficiente? Para a Black Friday, seu estoque deve contar com o máximo de produtos, já que a procura vai aumentar devido às condições diferenciadas e promoções exclusivas.
 
Uma boa estratégia é mapear as saídas de mercadoria da sua loja virtual - assim, você terá mais chances de acertar os produtos que serão mais requisitados.
 

5) Instrua sua equipe profissional

 
Não basta cuidar apenas do estoque - é preciso treinar a sua equipe. Por isso, ofereça treinamento especializado para as pessoas que estarão em contato com o cliente e também para quem estiver envolvido com as logísticas das mercadorias. E lembre-se de manter o atendimento durante o fim de semana, pois o volume de dúvidas, reclamações e trocas pode aumentar nessa época.
 
Continue por dentro da Black Friday 2022 no Estado de Minas, acompanhe as dicas e saiba como sua marca pode lucrar ainda mais e alavancar as vendas usando as ações certas!

Continue lendo nossas matérias. Veja nosso artigo com dicas para não cair em golpes nas compras on-line.

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