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Chute 279 – O show da poderosa: Anitta e a política nacional

Por: Filipe Mendonça · Portal Deviante

Prepara, que agora é hora de falar com a Denise Barros do Prado (UFOP) e com a Lívia Alessandra Monteiro (UFOP) sobre a Anitta. Qual é a relação entre celebridades e política no Brasil atual? Quais as especificidades representadas pelas redes sociais nesse processo? E por que o caso da Anitta se tornou tão emblemático tanto em 2018 quanto nas eleições desse ano? Aperte o play!

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Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br

Participaram do episódio:
– Débora Prado – twitter.com/debfbp
Denise Barros do Prado
Lívia Alessandra Monteiro

Citados no episódio:

Edgar Morin – Cultura de Massas no Século XX – O Espírito do Tempo
Lívia Alessandra Monteiro: Discussões políticas entre celebridades e seus fãs na sociedade em processo de midiatização: o caso Anitta e a #elenão nas redes sociais
Denise Figueiredo do Prado, Lívia Alessandra Monteiro e Rayza Sarmento: Anitta, #elenao e as cobranças por representatividade e coerência

Trilha sonora:
Show das poderosas, Anitta
Envolver, Anitta

Capa do episódio:

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O ato religioso da alimentação: O lactovegetarianismo Hare Krishna – parte 4

Por: Lênin Machado Lopes

Olá aos leitores do Portal Deviante. Este será o último texto da nossa série sobre o ato religioso da alimentação! As redações podem deixar saudades, mas os leitores sempre poderão conferir os textos anteriores aqui.

Descobrimos muito sobre como práticas alimentares correspondem aos sistemas filosóficos, sociais e (sobretudo) religiosos, reforçando tabus, práticas e valores únicos de cada crença.

Neste texto, iremos abordar um pouco um estilo filosófico-alimentar que não é tão convencional ao pensamento do brasileiro comum. A alimentação Hare Krishna, desenvolvida sobre o sistema de crenças que compõe o hinduísmo!

Conhecemos o hinduísmo como uma religião, mas na verdade o mesmo é um sistema de crenças, valores e normas que se desenvolveram no subcontinente indiano, da mesma forma como acontece com as religiões de matriz africana aqui no Brasil e no continente africano. Uma destas crenças é o Hare Krishna, conhecido pelo seu alto valor cultural e de adaptações normativas ao ato alimentar ao redor do mundo.

O Hare Krishna salienta a manifestação do encontro com o divino através de práticas que reforçam a teoria. Alimenta-se a vida biológica, simbólica e religiosa com rituais diários que delineiam os mais diversos momentos da vida. O ato alimentar é bastante importante nesta religião, pois com ele conseguimos reforçar a vida nestas três esferas de uma só vez.

O alimento não pode agradar apenas nossas necessidades fisiológicas e mundanas, mas também reforçar a presença dos deuses (hindus) em nossa vida [1]. A literatura do livro sagrado dos Hare Krishna, os Vedas, indica que o hábito de comer precisa ser cerceado por normas para que o alimento seja oferecido a Krishna — deus supremo e verdade absoluta — acarretando também em oferendas lactovegetarianas em nome da divindade.

Segundo a mitologia, existem três modos diferentes de se levar a vida, que são os chamados “três modos da natureza material”. Estes modos de vida possuem seus respectivos reflexos nos hábitos alimentares dos praticantes, correspondendo ao grau de conhecimento e sabedoria desses.

O “modo de bondade” é aquele que ocupa o grau mais elevado dos modos de vida. Corresponde aos alimentos substanciais, nutritivos e suculentos [1], também conhecidos como alimentos vivos, por estarem frescos no ato comensal. Vegetais, grãos, leite e sementes correspondem a estes alimentos que purificam a existência.

No “modo de paixão”, encontram-se alimentos que estejam amargos, ácidos, secos, picantes e ardentes. Assim estariam classificados o café, a pimenta e outras espécies de temperos, como o vinagre, a cebola e o alho. O modo de paixão até pode te trazer felicidade momentânea, mas pode ser responsável por malefícios e doenças futuras.

Logo abaixo, existe o “modo de ignorância”. Por estarem em constante e gradual “estado de decomposição”, estes alimentos exercem péssimas influências no comportamento do comensal, aumentando a propensão às atitudes avulsas e ignorantes. Nesta classificação estaria a carne, a fritura e as bebidas alcoólicas.

 

Sobre o comando de sócios/casal com adepta Hare Krishna, o restaurante gaúcho Picanha Grill Veg reformulou sua base de atuação para alimentos que sejam saudáveis e vegetarianos. Na imagem, pratos plant based em cardápio no restaurante [3].

Para a comida ser sacralizada por Krishna, o alimento precisa ser preparado tanto de maneira material quanto espiritual. A liberação dos automatismos de vida em benefício da realidade sagrada faz-se por meio de ritos de sacralização. Estes ritos são sistematizados e também evocam a capacidade de sujeição do praticante à religiosidade.

Desta maneira, mesmo que a pessoa permeie sua escolha alimentar ao lactovegetarianismo (representante do modo de bondade), ela estaria comendo só pecado caso não faça os ritos corretos. Os mantras corretos ao longo do manuseio e preparos entoam a forma correta de sacralizar o alimento a Krishna. Uma das cânticas mais famosas durante o preparo e a comensalidade é o mantra hare krishna.

A qualidade e a quantidade também refletem o modo de vida mais asceta de alimentação. De forma geral, os modos de vida representados na alimentação são capazes de indicar os rumos da sociedade em nível de consciente coletivo, gerando os caminhos que serão percorridos pela nossa alma e corpo.

A alimentação dos Hare Krishna, bem como as práticas espiritualistas não-cristãs, recebeu um reforço no final dos anos 70 com o soerguimento da contracultura (1965-1977) [2]. Tendo mostrado a alimentação lactovegetariana e os modos de vida aos não praticantes, o movimento criou uma imagem de leveza e vitalidade à sua alimentação que se espalhou tão longe quanto imaginava.

O vegetarianismo e suas classificações ganharam vida própria a partir deste movimento, criando seu próprio repertório de tabus e moralidades. Hoje em dia, é impossível de indissociarmos estes movimentos de slow food com a própria pauta ambientalista/sanitarista que os Hare Krishna estabeleceram.

Os símbolos desenvolvidos em torno da prasada (o ritual de preparo e comensalidade da região) sintetizam o sistema cultural e, consequentemente, o ethos de um povo inteiro [5]. Desta forma, todo um sistema de personalidades, o caráter, o tom e até a qualidade de vida podem ser identificados como de um agrupamento específico.

Apesar de não possuir seu próprio selo de certificação de preceitos culturais em seus preparos, o repertório de pratos e receitas consolidadas está crescendo vertiginosamente. Isto porque conceitos como “autopurificação” por meio da austeridade e “elevação de consciência” não são explicados com tanta facilidade por meios técnicos.

Estando em uma das temáticas mais importantes dos últimos tempos, os Hare Krishna nos ensinam como a cultura alimentar é capaz de delinear o conjunto de possibilidades de vida a que não percebemos normalmente. O que pensa o leitor sobre o tema? Deixe seu comentário e até a próxima leitura!

 

Referências
[1]: SANTOS, Vanessa Moreira dos. A dieta lactovegetariana dos Hare Krishna: estilo de vida e adaptações normativas alimentares. Idealogando: revista de ciências sociais da UFPE, v. 1, n. 1, p. 19-34, 2017.
[2]: BENÍCIO, Maylle Alves. O movimento Hare Krishna em Pernambuco (1973-1996). Anais dos Simpósios da ABHR, 2015.
 [3] CANDIDO, Marcos. No RS, churrascaria Picanhas Grill vira vegana contra sofrimento animal. Portal Ecoa, 28 set. 2021. Disponível aqui.
[4]: DOS SANTOS, Ane Iara Machado et al. Um estudo sobre a Prasada: o alimento como um fenômeno cultural, o elo entre o mundo material ao espiritual. Latitude, v. 14, n. 1, p. 162-185, 2020.
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China encontra Hélio-3 na Lua. O que isso significa? A fusão nuclear comercial será viável? – 16 Kaosian (Spin#1781 – 26/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo octogésimo primeiro Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Novos Materiais e Ciência Aeroespacial!

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Episódio: Ronaldo Gogoni  Edição: Felipe Reis


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A Internet é 50% do Episódio – GuaxaVerso #62 – Comentários sobre o RPGuaxa #118!

Por: Marcelo Guaxinim · Portal Deviante

Guaxaverso destrinchando episódios e respondendo comentários! Se Flopar nunca existiu. Até porque…. Nunca existiu mesmo.

Esta semana vamos falar tudo sobre o episódio 118.


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Produção e Edição: Marcelo Guaxinim.

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5 anos do Spin de Notícias!!! – 15 Kaosian (Spin#1780 – 25/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

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Como funcionavam as rebeliões escravas no Brasil? – 14 Kaosian (Spin#1779 – 24/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

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Episódio: Marcelo Beraba  Edição: Felipe Reis


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Milton Nascimento – Uma despedida

Por: Tiago Dias

Bom dia, boa tarde ou boa noite, Deviantes. Hoje meu texto vem de certa forma expressar uma minúscula homenagem a um dos grandes cantores, compositores e multi-instrumentistas brasileiros, Milton Nascimento que está fazendo uma despedida aos palcos com uma turnê em palcos brazucas, além de EUA e Europa. Milton com certeza é dos expoentes mais importantes da música popular brasileira, carioca nascido na Tijuca, mas mineiro de coração por ter ido ainda pequeno para Três Pontas – MG, fez grandes obras e parcerias ao longo do tempo.

Milton é dono de uma voz poderosa e cativante, que acabou sendo minada com alguns problemas de saúde, mas que nada impactou em seu carisma ímpar. A despedida será conhecida como a “Última cessão de música” que terá o estádio do Mineirão como “apito final” dos palcos. (Lembrando que ele disse que não abandonará a música e sim os palcos).

 

“O mais mineiro de todos os cariocas” por definição do próprio Milton, que também gosta de ser chamado de Bituca, deixa uma discografia belíssima. Essa foi construída em décadas de “turbulências”, em que existiam muitos “inimigos” na cultura, tentaram censurá-lo naqueles anos nefastos da história do Brasil.

Bituca teve vários períodos que devem ser destacados, um interessantíssimo, que gosto muito, é o período “carioca”, talvez regado a boemia e praia, em 1972. Nesse período, ele elaborou, com Lô Borges e outros parceiros históricos, como Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Tavinho Moura, Beto Guedes, Flávio Venturini e Toninho Horta, um dos discos mais aclamados da música Brasileira, que é o Clube da Esquina.

 

 

Um ponto que é fundamental para entender a música brasileira é observar como esses artistas, e Milton não é exceção, tinham parceiros ou cantores que levavam a sua arte para outro patamar. Lembro de uma frase de Tom Jobim no álbum “Antônio Carlos Jobim em Minas Ao Vivo – Piano e voz”, em que o maestro se refere aos amigos como parte fundamental para um show ou gravações de excelência.

As palavras de Tom na gravação:

“Ontem eu estava muito nervoso, porque eu não sou muito de fazer show, e quem me levou para fazer show foi o Vinicius (de Moraes), Toquinho, Miucha… e é fácil fazer aquele show escorado cheio de amigos e orquestra grande”.

Em alguns momentos Milton teve o que vou me atrever a chamar de “ajuda” para construir essa belíssima carreira, e a pequena notável teve um papel importantíssimo nisso. Para quem não sabe, a pequena a que me refiro é Elis Regina (que terá um texto futuro sobre o disco Elis & Tom). Ela foi a primeira artista de renome que regravou uma música de Milton. Outro ponto interessante dessa época é que muitos cantores/compositores enviavam suas músicas ou acabavam fazendo as mesmas para outros artistas a interpretarem.

 

 

Mas não é só de Brasil que vive a carreira de Milton, que realmente tem uma carreira internacional como poucos. Exemplo disso é o álbum de 1975 do saxofonista Waine Shorter, chamado “Native Dance featuring Milton Nascimento”.

Herbie Hancock, uma lenda do jazz, já declarou que: “Não há ninguém como Milton Nascimento”, e podemos destacar a veracidade da frase, pois o americano, junto com seu compatriota Waine Shorter, participaram do álbum intitulado Milton (1976), em que foram lançadas duas músicas inéditas, “Raça” e a instrumental “Francisco”, o restante das faixas acabam sendo trabalhos anteriores de Milton com uma roupagem jazzística. Esse álbum ainda contém a participação de Toninho Horta, Roberto Silva, Novelli, Raul de Souza e Laudir de Oliveira.

Hancock também tem participação do disco Courage (1968) de Milton, que foi o seu primeiro trabalho internacional. E para deixar registrado, não posso esquecer do álbum Angelus, que o próprio Bituca destaca como álbum favorito. Esse conta com as participações de Pat Metheny, Jon Anderson, Wayne Shorter, Herbie Hancock, James Taylor e Peter Gabriel.

 

Mesmo celebrando essa bela história musical, podemos olhar como a vida de Milton e sua história mostram como o acaso fez com que ele se tornasse o Milton Nascimento. Filho de mãe solteira que era empregada doméstica, Milton ficou órfão aos dois anos de idade com a morte de sua mãe por tuberculose e acabou sendo adotado por uma das filhas da patroa com consentimento de sua avó. Sua “mãe” era professora de música e isso foi fundamental para a construção de sua base musical e sua habilidade que o tornou multi-instrumentista.

Um dos primeiros trabalhos foi de baixista (acústico) do Berimbau Trio, tocando nas noites de Belo Horizonte. Sua vida começa a mudar quando uma de suas músicas com parceria de Fernando Brant foi inscrita no Festival Internacional da Canção Popular e acabou sendo segunda colocada. Essa canção é nada mais nada menos que Travessia (que também foi regravada por Elis), que dá o nome do primeiro álbum do Bituca.

Se você que está lendo esse texto e tiver a oportunidade de ir nessa despedida, não pense duas vezes. Não é só uma celebração de uma pessoa, mas de um ícone da música brasileira. Viva a cultura e a arte.

 

Tiago Dias – Professor, pai, apaixonado por ciência, quadrinhos, música e esportes americanos. Torcedor do Green Bay Packers (os verdadeiros Reis do norte) e torcendo para que o planeta Terra não vire Krypton.

 

 

Saiba mais:

Clube da Esquina: https://www.youtube.com/watch?v=SACaczm6gA4

Altas Horas: https://www.youtube.com/watch?v=kQoQxqy5wXc

Pat Metheny Vera Cruz: https://www.youtube.com/watch?v=g4iowRRVe2M

Milton Nascimento Vera Cruz: https://www.youtube.com/watch?v=mgFuxrZljvE

Elis Regina: https://www.youtube.com/watch?v=GLWZusigAWc

Herbie Hancock: https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2022/03/4992487-nao-ha-ninguem-como-milton-nascimento-diz-herbie-hancock-lenda-do-jazz.html

 

 

Fotos:

https://entretenimento.r7.com/musica/fotos/milton-nascimento-encanta-fas-no-primeiro-show-de-sua-turne-de-despedida-12062022#/foto/5

 

https://www.terra.com.br/diversao/musica/milton-nascimento-celebra-o-clube-da-esquina-com-orquestra,dbfba111cf3e253239aa0a7bf94049a3tecunuyd.html

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_da_Esquina_%28%C3%A1lbum%29#/media/Ficheiro:Milton_Nascimento_-_Clube_da_Esquina.jpg

 

https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/discografia/milton-1976/

 

https://veja.abril.com.br/coluna/matheus-leitao/frase-do-dia-1644/

 

Fonte da imagem de capa

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Como a qualidade de seu sono afeta a sua generosidade? e É possível turbinar nossa memória? – 13 Kaosian (Spin#1778 – 23/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

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E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Psicologia!

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Produção Geral: Tarik Fernandes, Juliana Cabral e Fernando Malta

Episódio: Dani Almeida  Edição: Felipe Reis


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Telemedicina (SciCast #503)

Por: Tarik Fernandes · Portal Deviante

A telemedicina se torna possível a partir do momento que as tecnologias de informação evoluem. Mas, o que é telemedicina? Quais as suas modalidades? Quais os benefícios e as limitações? 

 


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Produção Geral: Tarik Fernandes e Fernando Malta

Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Patrick Buchman, Marcel Ribeiro-Dantas, Gabriel Lima

Edição: TalknCast

Citação ABNT: Scicast #503: Telemedicina. Locução: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Patrick Buchman, Marcel Ribeiro-Dantas, Gabriel Lima. [S.l.] Portal Deviante, 23/09/2022. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-503


Referências e Indicações

RESOLUÇÃO CFM nº2.228/2019

LEI Nº 13.989, DE 15 DE ABRIL DE 2020 – Dispõe sobre o uso da telemedicina durante a crise causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2).

RESOLUÇÃO CFM nº 2.227/2018

RESOLUÇÃO CFM nº 1.643/2002

OFÍCIO CFM Nº 1756/2020 – COJUR

RESOLUÇÃO Nº 1465, DE 27 DE JUNHO DE 2022 – Regulamenta o uso da Telemedicina Veterinária na prestação de serviços médico-veterinários.

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IA x Humanos: quem vencerá essa batalha? – 12 Kaosian (Spin#1777 – 22/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo septuagésimo sétimo Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Inteligência Artificial!

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Episódio: Tiago Protti  Edição: Felipe Reis


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Como as Ocultações Estelares nos ajudam a ver o invisível

Por: Andre Trapani

Texto de João Victor Nizer

Esse texto traz uma introdução ao tema de Ocultações Estelares, um fenômeno e ferramenta científica fascinante. Cobriremos todos os pontos básicos: o Sistema Solar, o que são objetos Transnetunianos, o que são ocultações estelares e, por fim, o que as observações já nos ajudaram a descobrir.

Vamos embarcar nessa aventura?

O Sistema Solar

Acredito que todos já conhecemos os 8 planetas que compõem o Sistema Solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno (também conhecemos Plutão, que não é mais planeta oficialmente — mas ainda é em nossos corações). Claro, temos também a nossa estrela (literalmente): o Sol.

Mas não termina por aí, há muitos outros objetos espaciais que orbitam em torno do Sol — asteroides, cometas, luas e planetas-anões também compõem o que chamamos de Sistema Solar.

Astrônomos geralmente dividem o Sistema Solar em duas categorias (na verdade, são mais do que duas, mas logo trataremos disso), Os Planetas internos e externos. A divisão se encontra, tipicamente, no Cinturão de Asteroides — que se encontra entre Marte e Júpiter.

Os planetas internos são os rochosos, aqueles mais próximos do Sol, também são conhecidos como os planetas terrestres. Nesse grupo se encontram: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Já os planetas externos são os gasosos — são bem maiores do que os rochosos, possuem anéis e, tipicamente, são orbitados por várias luas. Nesse grupo encontramos: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Figura 1: O Sistema Solar: Os planetas dispostos em ordem, com o Cinturão de Asteroides marcando a divisão entre Marte e Júpiter. Fonte: https://www.universetoday.com/34577/inner-and-outer-planets/

 

Objetos Transnetunianos

Porém, como já dito, as divisões não acabam por aí: sabemos que o Sistema Solar não termina em Netuno (olá de novo, Plutão!). A categoria de objetos encontrados depois do nosso planeta mais distante recebe o nome de Transnetunianos (TNOs). Todos os objetos encontrados entre uma distância média maior do que a de Netuno em relação ao Sol (30.1 Unidades Astronômicas) e o ponto onde acaba o Sistema Solar se encaixam nessa categoria.

Definir exatamente onde o Sistema Solar acaba não é tarefa fácil e com certeza não é consenso na comunidade científica, então não será discutido nesse texto (quem sabe no futuro?). Para fins de simplificação, podemos dizer que os Transnetunianos são todos os objetos encontrados no intervalo de (logo após) Netuno até muito longe.

Há uma subdivisão dos corpos transnetunianos: os que se encontram no Cinturão de Kuiper (KBOs — Kuiper Belt Objects) e os mais distantes, que se encontram no Disco Disperso (SDOs — Scattered Disk Objects).

 

Figura 2: Dispersão dos objetos Transnetunianos: Aqueles que se encontram depois de Netuno. Centauros (objetos que orbitam os planetas externos) também são ocasionalmente estudados por Ocultações Estelares. Fonte: Minor Planet Center Orbit database (MPCORB) as of 2008-10-05. Resonant orbits’ classification from MPEC Circular 2008-S05. https://en.wikipedia.org/wiki/Trans-Neptunian_object#/media/File:TheTransneptunians_73AU.svg

Esses objetos são de extrema importância, muitos cientistas acreditam que eles desempenharam um papel significante na formação do Sistema Solar, enquanto outros acreditam que o comportamento desses Objetos Transnetunianos pode indicar até mesmo a existência de novos planetas, escondidos nas sombras.

Aí entramos nas dificuldades que envolvem os Transnetunianos: eles são extremamente difíceis de detectar. Até hoje, detectamos cerca de 2.000 objetos, mas tudo indica que são centenas de milhares, possivelmente milhões!

Mais difícil do que detectar um Transnetuniano é observar e extrair informações dele (como tamanho, albedo, massa, relevo, etc.). Eles se encontram a uma distância em que a luz solar mal chega, tornando-os praticamente ocultos para nós. Por muito tempo, apenas tínhamos conhecimento dos maiores (luas e planetas anões), poucos métodos de observação se aplicavam a esses corpos “invisíveis”, e é aí que entram as Ocultações Estelares.

Figura 3: Os maiores objetos Transnetunianos que já detectamos, e sua comparação de tamanho com a Lua e a Terra. São eles: Plutão, Eris, Haumea, Makemake, Gonggong, Quaoar, Sedna, Orcus, Salacia e 2002 MS4. Fonte: https://en.m.wikipedia.org/wiki/File:EightTNOs.png

 

Ocultações Estelares

Uma ocultação estelar ocorre quando a luz de uma estrela se encontra bloqueada por um objeto (como um planeta, lua, anel, asteroide ou cometa) em relação a um observador.

O principal motivo para a observação a partir de ocultações estelares é a capacidade de examinar sistemas de anéis, atmosferas e outros detalhes de corpos do sistema solar externo com precisão espacial melhor em alguns quilómetros de magnitude, em comparação com qualquer outro método de observação baseado na Terra.

Figura 4: Exemplo de ocultação estelar. Durante a ocultação, podemos ver a luminosidade da estrela diminuindo, o gráfico demonstra o comportamento. Fonte: https://unistellaroptics.com/asteroid-day/asteroid-occultations-101/

 

Uma das maiores dificuldades na observação de Transnetunianos por meio de Ocultações Estelares envolve a precisão na previsão de quando o corpo passará pela estrela. Por se tratar de um objeto geralmente pequeno e muito distante (lembrando, no mínimo 30.1 Unidades Astronômicas) a precisão com que precisamos saber quando ele irá passar deveria ser, idealmente, de pelo menos 10 miliarcosegundos (mas), (1/1000 de arcosegundo, é um valor ridiculamente pequeno).

Com o tempo, cientistas criaram catálogos espaciais muito precisos. Os catálogos mais modernos usados por equipes observando ocultações possuem uma precisão de 300 mas, ainda longe do ideal, mas o crescimento do número de ocultações bem-sucedidas realizadas nos últimos anos nos mostra como as novas tecnologias e catálogos vêm impulsionando o método.

O maior número de ocultações bem-sucedidas se encontra sobre o guarda-chuva do projeto Lucky Star, uma união de grupos em Paris, Granada e Brasil, bem como outros grupos espalhados pelo mundo.

 

Descobertas

A partir da queda de luminosidade apresentada pelo corpo em relação a estrela, é possível extrair informações importantíssimas acerca da presença (ou ausência) de atmosfera no corpo analisado, também é possível determinar o albedo (quantidade de luz refletida) e, a partir dele, estimar a relação entre rocha e gelo presente na superfície.

Ocultações Estelares são muito utilizadas no estudo atmosférico de Plutão, inclusive, a descoberta da atmosfera de Plutão se deu por uma ocultação observada em 1988. Muitos estudos vêm sendo realizados desde então, os resultados de uma ocultação, publicados em 2020, trouxeram dados extremamente precisos do raio da atmosfera e da pressão atmosférica do planeta-anão.

Figura 5: Plutão e sua atmosfera, vistos em 2015 pela sonda New Horizon (NASA). Fonte: https://lesia.obspm.fr/lucky-star/index.php

 

Não acaba por aí, observações coordenadas de ocultações envolvem vários times de observação, em várias localidades diferentes do globo. A partir disso, podemos determinar as dimensões e o formato dos corpos, bem como outras características extremamente curiosas, como mostra o caso da ocultação do planeta-anão Haumea, realizada em 2016:

A ocultação contou com diversos grupos de observadores, espalhados por diversos países da Europa: Eslováquia, Hungria, República Tcheca, Eslovênia, Alemanha e Itália.

Cada observação capturou um ponto diferente do Haumea — cada observação representa uma corda, uma linha que atravessou o objeto, cujo comprimento é o tempo em que pôde ser observada a ocultação. Analisando todos os resultados, podemos modelar o formato do objeto.

Figura 6: Reconstrução gráfica do formato do planeta-anão Haumea. Fonte: Nature.

 

Nessa observação, ocorreu algo ainda mais curioso: ao fazer a análise dos dados, os cientistas perceberam duas pequenas variações na luminosidade da estrela, um pouco antes e um pouco depois da ocultação principal.

A ocultação do Haumea tinha o seguinte comportamento:

Figura 7: Taxa de variação da luminosidade de uma estrela sofrendo ocultação, as pequenas variações antes e depois da ocultação principal (mais longa) são indícios da presença de um sistema de anel. Fonte: https://gifer.com/en/2HdI

 

O que só pode significar uma coisa, Haumea possui um anel!

Figura 8: Modelo do Haumea com seu anel.) Fonte: Nature

 

A descoberta de sistemas de anéis em planetas-anões é fascinante por si só, foi publicada na Nature em 2017, levantando grandes questões sobre sistemas de anéis, sua raridade e como eles são formados. E só foi possível com a observação de uma Ocultação!

Figura 9: Modelo 3D do Haumea com seu anel. Fonte: https://lesia.obspm.fr/lucky-star/index.php

 

Com o passar dos anos, novas descobertas e aplicações de ocultações estelares vem surgindo. A partir da análise das cordas, já é possível determinar relevo em Transnetunianos (somos capazes de encontrar montanhas, depressões, entre outras deformidades).

Ciência, tecnologia e cooperação humana, juntas, conseguem extrair detalhes impressionantes de objetos praticamente invisíveis. Com um objeto, uma estrela ao fundo e o equipamento adequado, conseguimos determinar o tamanho, albedo, presença de atmosfera, formato, dimensões e até mesmo relevo do objeto — informações que possibilitam conhecer melhor o Sistema Solar, tanto no presente, quanto na sua formação.

Quem sabe o que o futuro nos aguarda?

 


João Victor Nizer
Estudante de física, aspirante a astrônomo e curioso por natureza. Gosto de ler e pesquisar sobre praticamente tudo. Em uma relação de amor e ódio com teorias conspiratórias. Defensor da educação livre e pública!

 

Fontes:

ASTRONOMY & PHYSICS. Study of Pluto’s atmosphere based on 2020 stellar occultation light curve results. Disponível em: https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2021/09/aa41718-21/aa41718-21.html.

ERC LUCKY STAR PROJECT. Lucky Star. Disponível em: https://lesia.obspm.fr/lucky-star/.

José L. Ortiz, Bruno Sicardy, Julio I.B. Camargo, Pablo Santos-Sanz, Felipe Braga-Ribas, Chapter 19 – Stellar occultations by Trans-Neptunian objects: From predictions to observations and prospects for the future, The Trans-Neptunian Solar System, Elsevier, 2020, Pages 413-437, ISBN 9780128164907, https://doi.org/10.1016/B978-0-12-816490-7.00019-9.

MIT. Stellar Occultations. Disponível em: http://occult.mit.edu/research/stellarOccultations.php.

Ortiz et al., The size, shape, density and ring of the dwarf planet Haumea from a stellar occultation, Nature, 2017, doi: 10.1038/nature24051.

SCIENCEDIRECT. Stellar Occultation. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/earth-and-planetary-sciences/stellar-occultation

SCIENCEDIRECT. Trans-Neptunian Object. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/earth-and-planetary-sciences/trans-neptunian-object.

UNIVERSE TODAY. The Inner and Outer Planets in Our Solar System. Disponível em: https://www.universetoday.com/34577/inner-and-outer-planets/.

UNISTELLAR. Asteroid Occultations 101. Disponível em: https://unistellaroptics.com/asteroid-day/asteroid-occultations-101/.

WIKIPEDIA. Trans-Neptunian object. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Trans-Neptunian_object.

Fonte da imagem de capa: https://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/hubble-reveals-observable-universe-contains-10-times-more-galaxies-than-previously-thought

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Nuvem colorida e Temporada de Furacões – 11 Kaosian (Spin#1776 – 21/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo septuagésimo sexto Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Meteorologia!

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Episódio: Samantha Martins  Edição: Felipe Reis


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O SUS na eleição presidencial de 2022 – 10 Kaosian (Spin#1775 – 20/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo septuagésimo quinto Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Saúde Pública!

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Episódio: Antônio Lucas  Edição: Felipe Reis


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A temporada de furacões de 2022 no Atlântico está abaixo do normal

Por: Samantha Martins

Quando falamos de furacões, nos referimos aos ciclones tropicais que se desenvolvem no Pacífico Oriental e no Atlântico Norte (embora já tenhamos registrado um no Atlântico Sul, o Furacão Catarina).

Apenas para relembrar: ciclone tropical é um nome técnico, comum ao mundo todo e o que mais aparece na literatura científica. O pessoal do NHC (National Hurricane Center) da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) é responsável por monitorar o Atlântico Norte e o Pacífico Oriental e popularmente eles chamam o fenômeno de furacão, que é um nome bem difundido e conhecido. Já os ciclones tropicais que acontecem no Pacífico Ocidental (costa do Japão, China e países próximos) são chamados de tufões. Portanto, ciclone tropical, furacão e tufão são palavras sinônimas!

Como diz nosso título, estamos aqui fazendo um recorte: furacões no Atlântico. E estamos falando da temporada de 2022, que embora ainda não tenha acabado, no momento (13/09/2022) está chamando a atenção por estar meio “parada”, ou seja, com poucos furacões.

Climatologicamente, a atividade ciclônica (que favorece o desenvolvimento de furacões) no Atlântico Norte tem mais intensidade entre 1 de junho e 30 de novembro. É nesse período que o NHC fica mais atento ao que acontece na região, pois é a época do ano em que mais se tem registros de furacões e tempestades tropicais. Tempestade tropical é o nome dado ao estágio anterior do furacão. Nem toda tempestade tropical consegue chegar ao estágio de furacão, mas ainda assim pode causar estragos. O NHC tem a tradicional lista anual de nomes, para facilitar a comunicação. São usados nomes próprios numa sequência alfabética e tempestades tropicais já recebem um nome, mesmo que não se tornem furacões.

No Spin de Notícias #1717, publicado no último 24 de julho, falei por exemplo sobre a tempestade tropical Bonnie. Essa tempestade ganhou notoriedade por ter se formado no Atlântico Norte e ter cruzado a América Central para ressurgir no Pacífico Oriental como Furacão Bonnie (onde caminhou muito). Esse feito é bastante raro, uma vez que quando tempestades tropicais ou furacões atingem o continente perdem a força, já que a fonte de energia é o calor latente da evaporação da água do mar. No entanto, Bonnie conseguiu cruzar um trecho menor de terra na América Central sem perder sua força por completo.

Já pegando o gancho desse Spin de Notícias #1717, vocês talvez devam estar pensando: quantas tempestades tropicais e furacões aconteceram no Atlântico Norte em 2022 desde Bonnie? Talvez alguns dos leitores que tenham o costume de acompanhar notícias meteorológicas notaram que não estamos falando muito sobre furacões em 2022. E não é pra menos: a temporada de furacões de 2022, como disse anteriormente, está meio devagar no momento.

Em agosto não teve nenhuma tempestade tropical ou furacão, zero. Em setembro tivemos a tempestade tropical Colin (que atingiu a Carolina do Norte e a Carolina do Sul), o furacão Danielle que se deslocou para a Europa (algo muito incomum, mas que já ocorreu outras vezes) e por algum tempo as previsões indicavam que poderia atingir Portugal. Depois de Danielle, tivemos a formação do Furacão Earl, que alcançou categoria 2 e atingiu Porto Rico e territórios vizinhos e chegou até Terra Nova, no Canadá.  Até o momento as tempestades tropicais e furacões de 2022 provocaram danos materiais mínimos e foram responsáveis por 11 mortes.

Enquanto escrevo esse post (13/09/2022), nenhuma tempestade tropical ou mesmo depressão tropical (estágio anterior ao da tempestade tropical) aparece no mapa do site do NHC para o Atlântico:

Mapa que pega o norte da América do Sul, toda a América Central e toda a área central e a costa leste americana. É possível ver também uma pequena faixa oeste do continente africano. O objetivo da imagem é focar na parte equatorial do Atlântico, no Golfo do Caribe e no Golfo do México, regiões onde furacões se desenvolvem e atuam,

Print do site do NHC, de 13/09/2022. Não há nenhum furacão formado no Atlântico Norte nesse momento, embora haja duas áreas marcadas com um X amarelo, perto da latitude 15º, onde há chance baixa (inferior a 40%) para o desenvolvimento de furacões. Fonte: NHC

No começo de agosto, a NOAA divulgou que ainda espera uma temporada de furacões no Atlântico ativa para 2022. Há algumas razões para essa previsão: a condição de La Niña (que favorece a formação de furacões), uma tendência ao enfraquecimento dos ventos alísios (ventos intensos podem dissipar as depressões tropicais antes de se organizarem em tempestades), uma monção africana bastante ativa (que também favorece convecção e desenvolvimento de tempestades) e temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico um pouco elevadas (temperaturas elevadas significam mais calor latente e mais combustível para os furacões).

Além desses fatores observados que favorecem o desenvolvimento de furacões, de acordo com a climatologia no Atlântico Norte, o pico de ocorrência de tempestades tropicais são os meses de setembro e outubro. Portanto, é importante não baixar a guarda. Se você vive em áreas que são costumeiramente atingidas por furacões, atenção aos alertas transmitidos pelas autoridades da sua região e fique sempre de olho na previsão do tempo!

Fontes

NHC/NOAA

NOAA still expects above-normal Atlantic Hurricane Season

Tropical Cyclone Climatology

2022 Atlantic Hurricane Season

Bacias de formação de ciclones tropicais

Furacão Catarina

Diferença entre furacão e tornado

SciCast #384: Furacões e Ciclones

 

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Mitos do Emagrecimento – 9 Kaosian (Spin#1774 – 19/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo septuagésimo quarto Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Educação Física e as Ciências do Movimento!!

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Episódio: Yuri Motoyama  Edição: Felipe Reis


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IA: a IA que começou a odiar o chefe; chip de IA com melhor eficiência energética; e concurso da DARPA – 8 Kaosian (Spin#1773 – 18/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo septuagésimo terceiro Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Inteligência Artificial!!

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Episódio: Igor Alcantra  Edição: Felipe Reis


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Chute 278 – Um ano de governo Lasso no Equador

Por: Geraldo Zahran · Portal Deviante

Você sabe alguma coisa de Equador? Então venha aprender com o Diogo Ives e o Ghaio Nicodemos, pesquisadores do OPSA. Venha relembrar e entender os anos de Rafael Correa, a virada de seu sucessor Lenin Moreno, e como chegamos a uma situação de crise permanente no primeiro ano do governo de Guilhermo Lasso.

Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio

Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br

Conheça o OPSA – Observatório Político Sul-Americano

Participaram do episódio:
-Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20
-Diogo Ives – twitter.com/DiogoIves
-Ghaio Nicodemos – twitter.com/GhaioNicodemos

Citados no episódio:
Um ano de governo Lasso: crise ampla, escalada autoritária e busca de um Plano Equador com os Estados Unidos. Boletim OPSA. N. 2, Abr./Jun., 2022.

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Giro de Direito: cigarros eletrônicos; a multa aplicada à Apple e o piso salarial para enfermagem – 7 Kaosian (Spin#1772 – 17/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo septuagésimo segundo Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Direito!!

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Episódio: Túlio Tonheiro  Edição: Felipe Reis


Referências e Indicações

Anvisa mantém proibição da venda de cigarros eletrônicos no Brasil
Cigarro eletrônico: como funciona e qual a polêmica em torno dele
Cigarro eletrônico não é apenas um vapor
RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 46, DE 28 DE AGOSTO DE 2009

NOTA PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

Risco de iniciação ao tabagismo com o uso de cigarros eletrônicos: revisão sistemática e meta-análise
Os riscos do uso do cigarro eletrônico entre os jovens
Cigarro Eletrônico e Doenças Cardiovasculares
A proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil: sucesso ou fracasso?
Governo proíbe iPhone sem carregador e multa Apple em R$ 12 milhões
Venda casada: Apple pagará dobro do valor de carregador a consumidor
Juiz nega indenização a consumidor que comprou iPhone sem carregador
STF julga suspensão do piso salarial da enfermagem; placar está 5 a 3
Ministro Barroso suspende lei que definiu piso salarial de enfermagem

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Inteligências artificiais são os artistas do futuro?

Por: Marcel Leal

Com a explosão das imagens geradas por inteligência artificial, eu, que sou designer, tenho visto a pergunta do título ecoando em todas as suas variações nas redes sociais. Não precisamos mais de artistas? Arte criada por inteligência artificial é arte? Os artistas vão perder seus empregos?

Na real, eu me preocupo bem pouco com isso.

Principalmente porque arte tem mais a ver com quem consome do que com quem (ou o quê) produz. Também porque ser artista e ter emprego na maioria das vezes não são a mesma coisa… E mais ainda, pouco me preocupa porque não sou artista, sou designer.

E agora que irritei um bando de gente, vamos ver como essas “inteligências” estão “criando” essas imagens?

Todas as ferramentas funcionam mais ou menos da mesma forma: você descreve o que está imaginando com uma frase ou uma série de palavras-chave e o robozinho monta algumas imagens para você. A partir daí você vai pedindo variações das imagens que mais gostou até chegar em um resultado que lhe agrade.

Descrevendo desta forma, é praticamente o mesmo processo de uma encomenda que você faria a um artista, com a diferença de que o robozinho faz isso tudo bem mais rápido. Muito mais rápido.

A imagem da capa deste post por exemplo foi feita em segundos lá no Dall-e Mini, uma versão bem simples deste tipo de ferramenta (“a robot holding a brush with paint splashes”).

Mas o que acontece a partir do momento que você manda a ordem para o robozinho?

De forma geral, estas inteligências artificiais (IA, a partir de agora) se baseiam em um sistema bem conhecido chamado CLIP (Contrastive Language–Image Pre-training), que você já conhece do google e das redes sociais. Já reparou que, enquanto uma imagem está sendo carregada existe um texto que descreve o que está na foto? Este texto não foi um humano que escreveu, é uma IA que aprendeu a reconhecer uma imagem e a descrever seu conteúdo em uma linguagem natural.

Só que no caso da geração de imagens é o inverso. A IA “interpreta” o seu texto e começa a montar uma imagem baseada em todas as outras imagens reais que ela conhece (que foram lidas e descritas por ela mesma em outro momento), pixel a pixel, pedaço por pedaço até que VOCÊ diga que ficou feliz com o resultado.

Eu enfatizo o “você” aqui porque a inteligência de todo o processo é sua, não da ferramenta. A inteligência artificial é bem burrinha na verdade.

Então como você deve ter percebido, sim, vamos precisar de artistas por mais algumas décadas (ou séculos) ainda. Nenhuma máquina será capaz de interpretar a realidade, fazer novas conexões entre informações e despertar emoções como o cérebro faz. Elas são muito boas e rápidas em descrever e relacionar coisas. Porém seu trabalho precisa ainda ser validado por um humano.

O desenvolvedor Tyler Vigen mantém um site há bastante tempo com gráficos que exploram relações inesperadas, este é um bem famoso que relaciona os filmes do Nicolas Cage com afogamentos em piscinas nos EUA.

gráfico sobrepondo dados com curvas similares de lançamentos de filmes do nicolas cage e afogamentos em piscinas

 

Isso quer dizer que precisamos pedir pro Nicolas Cage parar de fazer filmes? Bom, talvez… mas não por conta dos afogamentos, certamente.

O que é importante entendermos é que máquinas são muito boas em repetir tarefas e encontrar estas relações. Mas a interpretação destes resultados e o impacto que eles podem ter nos humanos ainda depende bastante de nossa moral e emoções.

Preste atenção nesta questão agora, quero que perceba como se sente ao pensar numa resposta: em caso de um acidente com seu carro autônomo, a inteligência artificial do automóvel deve priorizar a vida do dono do automóvel (sua, no caso) ou da criança que estava atravessando a rua para pegar a bola?

Se você não tiver nenhuma psicopatia grave, hesitou na resposta.

As máquinas não têm moral nem sentimentos, estes são atributos exclusivamente humanos. Mesmo aqueles robôs que riem e ficam tristes estão emulando emoções. Interpretar uma ironia é extremamente difícil para uma inteligência artificial. Acho que até para alguns humanos…

Mas voltando à pergunta do título, com a arte o pensamento é mais ou menos o mesmo. Quem decide se uma arte é boa ou ruim? Quem decide se uma pessoa (ou máquina) é um artista ou não? O mercado? O próprio artista? Ou quem está admirando a obra?

Nada fácil, mas interpretação e sentimento humanos estão nesta resposta.

Para mim, ser um artista é perceber as nuances e ângulos de nossa realidade, interpretá-los e expressar à sua maneira tudo o que viveu e sentiu durante este processo para que outras pessoas também possam tentar perceber isso.

Vejo artistas usando máquinas para isso hoje; mas ainda não vi nenhuma máquina fazendo isso sozinha.

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A falha no lançamento do foguete Blue Origin – 6 Kaosian (Spin#1771 – 16/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

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Episódio: Péricles Terto  Edição: Felipe Reis


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História LGBTQIA+ (SciCast #502)

Por: Tarik Fernandes · Portal Deviante

Os jovens do século XXI estão desenvolvendo-se em um ambiente saturado pela mídia, onde a existência e vivência de pessoas que se enquadram na comunidade LGBT é notavelmente visível. Seja por meio do jornalismo, política, entretenimento ou redes sociais, o foco em indivíduos e na comunidade tornou-se elemento importante do discurso público. Mas, nada disso é necessariamente novo, ou é? Quais momentos foram marcantes para essa luta?

 


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Produção Geral: Tarik Fernandes e Fernando Malta

Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Letícia Aguiar , Tágila Mendes, Allan Felipe.

Edição: TalknCast

Citação ABNT: Scicast #502: LGBTQIA+. Locução: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Letícia Aguiar , Tágila Mendes, Allan Felipe. [S.l.] Portal Deviante, 16/09/2022. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-502


Referências e Indicações

Sugestões de literatura:

  • Viagem Solitária: Memórias de um transexual trinta anos depois, de João W. Nery
  • BORTOLOZZI, Remom. Mosaico de Purpurina: revisitando a História do Movimento LGBT no Brasil. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação Em Saúde 13, no. 3 (2019). 
  • CABRAL, Jacqueline Ribeiro. Imorais e subversivos: censura a LGBTs durante a ditadura militar no Brasil. Revista Periódicus 1, no. 4 (2015): 127-150. 
  • CANABARRO, Ronaldo. História e direitos sexuais no Brasil: o movimento LGBT e a discussão sobre a cidadania. In Congresso Internacional de História Regional, vol. 2. 2013. 
  • CARTER, David. Stonewall: The riots that sparked the gay revolution. Macmillan, 2004. 
  • MARCUS, Eric. Making gay history: The half-century fight for lesbian and gay equal rights. Harper Collins, 2009. 
  • NUNES, Priscila Spindler Corrêa. “Gênero e sexualidade nas aulas de História: composições para um currículo antinormativo.” (2020). 
  • RUPP, Leila, et. al. Understanding and teaching US lesbian, gay, bisexual, and transgender history. University of Wisconsin Press, 2014. SCHNEIDER, Catiúcia Klug. 
  • Triângulo rosa: Um homossexual no campo de concentração nazista, de Rudolf Brazda

 

Sugestões de filmes:

  • Paris is Burning
  • A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson
  • The Favourite (2018)

 

Sugestões de vídeos:

 

Sugestões de links:

 

Sugestões de games:

  • – life is strange
  • – tell me why 
  • – a normal lost phone 
  • – last of us 
  • – gone home 
  • – Unpacking 
  • – dragon age inquisition
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O uso do grafeno na extração mineral – 5 Kaosian (Spin#1770 – 15/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

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Episódio: Matheus Berlandi  Edição: Felipe Reis


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O Olho de Deus (RPGuaxa #118)

Por: Marcelo Guaxinim · Portal Deviante

RPG: Realidades Paralelas do Guaxinim, ou ainda RPGuaxa é um podcast gravado na forma de RPG; a cada episódio nosso Mestre Guaxinim apresenta um mundo novo aos jogadores e, juntos, criam uma nova história.

Todo programa é uma aventura única, uma história com inicio, meio e fim.

Tema do Episódio: Medieval Fantastico.


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  • Jeitinho Geek: Fale que veio do Guaxa pra ganhar desconto!

Citado no Episódio:


Expediente:

Produção e Edição Final: Marcelo Guaxinim.

Edição: Rafael Zorzal

Jogadores do Episódio: Shelly, Felipe Xavier e Danilo Battistini

QUEM APOIA ESSE PROJETO: Adienny Silva; Adriana Cristina Alves Pinto Gioielli; Adriano Contreras Alberto; Agata Sofia; Alan Godoy De Quevedo; Alberto Dias De Souza; Alcides Junior; Alessandro Freitas; Alex Primo Brustolin; Alex Wiedermann; Alexandre Acioli; Alexandre Chagas Pelegrineli ; Alexandre Dotto; Alexandre Yuji Iwashita; Alisson Fernandes; Allan Felipe Rocha Penoni; Allen Teixeira Sousa ; Allyson Araujo; Ana Kurata; Anderson Bonfar; Anderson Camatari Vilas Boas; Anderson Furtunato; Anderson Key Saito ; André Gebran; Andre Toshio Freire Miyamoto; Andre Trapani Costa Possignolo; André Bernardo; André Luiz Pereira; Angélica Lyssa; Anselmo Joao Conzatti; Anthony Cuco; Antonio Carlos De Souza; Apophillis; Ariel N. Vovchenco Jķnior; Arthur Damasceno; Arthur Pereira; Atari Boy; Atila Paes; Bernardo Malta; Bruna Castro Alves Plank; Bruna Karla Santos; Bruno Marques ; Bruno Lima Da Silva; Bruno Saito; Bruno Schmoeller May; Bárbara Fiorot; Caio Andre Lourencio Dos Santos; Caio Favero; Caio Feitosa De Almeida Cruz; Carlos Augusto Francisco Martins; Carlos Edegar Bergold; Carlos Henrique Ballestero; Carlos Henrique Freitas Barbosa; Carlos Roos; Charles Fray; Christian Bastos ; Christian Reyes; Cibelle Barnabť Vernay; Claudio Picoli; Cleiton Torres; Cleriston Araujo Chiuchi; Crhisllane Vasconcelos; Cristian Henrique Lucinski De Oliveira; Cristian Maicon Voltolini; Cristiano Souza; Danielle Golebiowski Ren; Danilo Santana; Davi Alexandre De Souza; Debersom Carvalho Nascimento; Debora Cabral Lima; Débora Mazetto; Dennis Carvalho; Diego Melo; Dilenon Stefan Delfino; Diogo Fernandes De Oliveira; Diogo Portugal Ito Bastos Pinto; Douglaa Gioielli; Douglas Pierre; Douglas Ramos Da Silva; Eduardo Martins; Eduardo Cristiano Zabiela; Eduardo Crunfli; Eduardo Dias Defreyn; Eduardo Gusmao; Eduardo Railton; Elifa França; Elisnei Menezes De Oliveira; Emerson Rafael Marchi; Emille Yoshie Sasaki; Erico Constantino; Erik Beserra Borba; Esron Silva; Everton Gouveia; Ezequias Evangelista; Fabio Ayres Fabiano Da Silva; Fabio Domingues Gameiro; Fabíola Belo; Felipe Alencar De Queiroga Passos; Felipe Corš; Felipe Dantas; Felipe De Moraes Matsuda; Felipe Penninck; Felipe Queiroz Da Silva; Felipe Ronchi Brigido; Felipe Xavier; Fernanda Cortez De Santa Rosa; Fernanda Martineli; Fernando Rodrigo; Fernando Dos Santos Silva; Filipe Calheiros De Albuquerque; Filipe Poiato; Filipe Rios; Filipe Rodrigues; Filippo; Flavia Da Silva Nogueira Ward; Francisco Falzoni; Gabriel Andrade; Gabriel Araķjo; Gabriel Balardino Bogado Faria; Gabriel Pinheiro Cunha Brandão; Gabriel Starling; Gabriel Zanini Soares Da Silva; Gabriela Gusmão De Lima; Gean Homem Marzarotto; Geraldo Nagib Zahran Filho; Gianfrancesco Geraldini Antonangeli; Gilles De Azevedo; Giovane Kauer; Glauco Lo Leggio Morais; Guilherme; Guilherme Cardoso; Guilherme Candeira; Guilherme Fabrūcio; Guilherme Piassa; Guilherme Sassaki; Guilherme Silva; Gustavo Alves Pires; Gustavo Bernardo; Gustavo Henrique Alves Domingues; Gustavo Henrique Trajano Do Nascimento; Gustavo Martinez; Gustavo Santos; Guthyerres Borges; Handressa; Heber Pereira; Heitor Moraes; Henrique Meneses; Henrique Suzuki; Herica Freitas; Hélcio Vitor Pandini Siqueira; Hugo Aparecido Oliveira Dos Santos; Ian Bonfim; Iara Grisi Souza E Silva; Icaro Oliveira; Igor Bajo; Isa Vitorino; Isabela Fontanella; Isolda Florencio; Ivan Lemos; Jackson Luiz De Marco; Janaina Cristina Jaques Moron; Jeferson De Santana Correa; Jeferson Estevo; Jefferon; Jerry Vinūcius Silva De Souza; Jhonny Rossi; Júlio Pedroni; João Carlos Rodrigues; João Matias; João Pedro Rosa Ferreira; João Rafael Marcelino; Joanna Albuquerque; Joao L. 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Silver; Juliana Leyva; Juliana Itikawa; Julissy Tocachelo; Karen Toledo; Karolinny Q G C Moura; Kevin Cavalcante Meira; Lario Dos Santos Diniz; Larissa Mignon; Leandro Schwarz; Leiz Nunes Pereira Da Silva; Leonardo Antonio Mendes De Souza; Leyciane Santos; Luan Régis Da Silva; Lucas Abiscula; Lucas Alves Serjento; Lucas Dressler Germano Souza; Lucas Jose Bernardi; Lucas Marques; Lucas Mikio Bastos Uyeda; Lucas Rodrigues Oliveira; Lucas Rosa; Lucas Santana Da Silva; Lucas Sassaqui; Luis Gustavo Lorgus Decker; Luiz Fernando Fagundes; Luiza Dutra; Lydianne Guūmel Antunes Machado; Maiara Alvarez; Marcela Rausch; Marcelo Rebelo; Marcelo Carvalho Rodrigues; Marcelo Duarte Wergles; Marcelo Miyoshi; Marcelo Santana Do Amaral; Marcos Nascimento; Marcos Fernando Alves De Moura; Marcos Souza De Araujo; Marcos Vinicius; Maria Carolina Bernardino Carvalho ; Mariane Silvestre ; Marilia Castro; Marina Bruxel; Marina Melo Pires; Mateus Santos; Matheus Berlandi; Matheus Cangussu; Matheus Lamper; Matheus Nery; Mattheus Belo; Maíra Carneiro; Mauricio Oliveira; Maurício Moura Costa; Maurício Juchum; Maxwell Rocha Santos; May W.; Mayron Rodrigues Dos Santos; Michele Gomes; Michelle Gontijio Rodrigues; Michelle Mantovani; Mike Abrantes; Moacir Luiz Cagnin; Moises Almeida; Mônica De Faria; Murilo Fernandes Lobato Marques; Natalia Blinke; Natanael Nunes Flach; Neuber Jone; Ńguida Lucena; Pablo Laner; Pablo Santos; Palacio Corleone; Patrick Buchmann; Paulo Alexsandro De Andrade Campos; Paulo Campos; Paulo Collares; Pedro Grassmann; Pedro Nascimento; Pedro Henrique Wieck Gonáalves; Pedro Lausi Poáas; Pedro Rodrigues; Pedro Tenório; Pedro Vinicius Da Silva Militao; Priscila Barone; Rafael Augusto De Lima; Rafael Baptistella Luiz; Rafael Braga Morett; Rafael M. Telerman; Rafael Pieper; Rafaela Flausino Malechesk; Raphael Do Nascimento Prado; Raphael Figueiredo Medeiros Lima; Raphael Pigozzo; Rayssa Fluvierz; Renan Lucena; Renan Otvin Klehm; Renan Shirabiyoshi Vieira; Renata Bartolomeu; Renata Bruscato; Renato Bordenousky Filho; Renato Campos; Rennan Magalh„Es; Ricardo Nespoli; Ricardo Silva; Ricardo Araujo; Ricardo Bordenousky; Ricardo Castro; Ricardo Laurentino Cintra Leite; Ricardo Mendes; Ricardo Santo; Ricardo Tuma Guariento; Roberta Pisco; Roberto Rodrigues; Roberto Spinelli Filho; Robson F. Vilela; Rodolpho Freire; Rodrigo Reis; Rodrigo Braga; Rodrigo Camargo; Rodrigo Junior Martins De Backer; Rodrigo Laureano; Rodrigo Magalhaes Mesquita; Rodrigo Rabelo; Rodrigo Ribeiro; Rodrigo Soares Azevedo; Sabrina; Samarone Cardoso; Samuel Volpato; Sandro Lazari; Selassié De Andrade Silva Júnior; Sérgio Coelho Bessa Da Costa; Silvio Misono Rodrigues; Silvio Vieira De Melo Junior; Tábatta Carneiro; Thais Boccia; Tharciano Dark Oliveira; Thigo Lara; Tiago Minatel; Tiago Oliveira; Uilma Melo; Ulisses Jose Peralta Dos Santos; Valdemario Oliveira Carvalho Junior; Valdo Raya; Victor Adriel Todescatto Kerller; Victor Hugo Alexandre; Vinicius Emanuel ; Vinicius Watzl; Vinicius Gagno Lima; Vinicius Zhu; Vinícius Batista; Vinícius Hillebrand Andriola; Vinícius Ribeiro Rodrigues; Vitor Busso; Vitor Carvalho; Vitor Coutinho Fernandes; Vitor Pra Medeiros; Wagner Rodrigues Dos Santos; Wallace Apolinário; Wayne Alvim; Wévison Guimarães; Yohance; Zero Dalmaso Carmona.

OBRIGADO A TODOS! E ESPERO LER SEU NOME NO PRÓXIMO GUAXAVERSO!

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Respondendo um dos maiores mistérios da Ilha de Páscoa

Por: Andre Trapani

Texto de João Victor Nizer

A Ilha de Páscoa é considerada por muitos como um lugar extremamente misterioso. Não é por pouco, trata-se do pedaço de terra mais isolado do mundo. É ocupada por povos, em sua maioria, polinésios, porém com registro genético de indígenas sul-americanos (o que por si só já levanta várias questões). A ilha também teve uma queda populacional acentuada e misteriosa (tendo um auge populacional de pelo menos 15 mil habitantes — reduzidos a poucas centenas nos primeiros registros de contato com povos europeus), diversas hipóteses tentam explicar essa queda, esse talvez seja o tópico de outro texto publicado aqui.

Porém, o mistério que mais chama atenção acerca da Ilha de Páscoa envolve os Moais, os grandes bustos esculpidos em pedra que são espalhados por toda sua extensão e em grande número, pouco menos de 1000 esculturas. As estátuas são esculpidas em rocha vulcânica (abundante na ilha) e muito provavelmente são representações de antigos membros de tribos locais.

Ian Sewell – IanAndWendy.com – Photo gallery from Easter Island

O maior mistério — muito debatido por ambos ufólogos conspiracionistas e pesquisadores sérios, é como ocorreu o transporte desses Moais da pedreira onde foram esculpidos até o local onde se encontram. A questão permaneceu um mistério por séculos, os moais são muito pesados e alguns são genuinamente gigantes (o maior tem 10 metros de altura!). Por conta disso, diversas teorias foram propostas e testadas, levando em conta as tecnologias que os habitantes locais tinham em mão, para descobrir como se deu a realização deste transporte.

Por exemplo, a arqueóloga Jo Anne Van Tilburg propôs, em 1998, uma maneira elaborada de transporte envolvendo tábuas e troncos de madeira usados como “rodas” no transporte do Moai, que era transportado na horizontal. O teste foi feito, a conclusão é de que é possível fazer o transporte por esses métodos, mas demandaria uma quantidade gigantesca de pessoas e o processo seria quase impraticável com os moais maiores e mais pesados.

A ilha foi descoberta em 1772, Questionamentos sobre o transporte dos Moais datam (*pelo menos em documentação*) de 1889. O primeiro relato vem das lendas locais da ilha, os habitantes dizem que as estátuas andaram magicamente até o seu local destinado, foi dito a Thomson (1889) que os Moais foram “imbuídos com o poder de andar sobre as sombras”, Metraux (1940) reconta que “As estátuas moveram-se por uma distância e então pararam”.

Durante dezenas de anos, a hipótese maluca das estátuas terem caminhado até o seu local destinado foram ignoradas pela comunidade científica. Em contraponto, a teoria foi abraçada por conspirólogos e ufólogos, principalmente após o lançamento do livro “Chariot of The Gods”, que foi o predecessor da ufologia moderna, inspirando o show de televisão “Alienígenas do Passado”, exibido no canal History.

O show de TV apresenta uma teoria sobre o transporte dos Moais na ilha: Os Moais realmente “andaram” até seu destino, na verdade, eles flutuaram usando uma tecnologia alienígena chamada “mana”… é sério.

Entretanto, a ciência chegou a uma resposta muito mais crível do que tecnologia alienígena nos últimos anos (sério? não creio). Então, como que foi feito este transporte? Bom, na verdade, tudo indica que os moais realmente andaram. O artigo “The ‘walking’ megalithic statues (Moai) of Easter Island”, publicado em 2012 no Journal of Archaeological Science, explica essa história.

Ok, na verdade os moais não andavam de verdade (aaaah 😕), mas pareciam andar. Para explicar como isso acontece, temos que levantar 2 informações importantes:

 

1- Os Moais não eram transportados na sua forma anatômica final

Duas diferenças prevalecem: os olhos, que só são esculpidos quando a estátua se encontra no seu *Ahu* (local final onde eram colocados), e (a mudança anatômica mais importante para explicar o movimento dos Moais) a envergadura dos moais é consideravelmente diferente, com uma diferença acentuada entre os ombros e a base, que é posteriormente esculpida e corrigida.

 

 

2 – O Moai de transporte tem o centro de massa voltado mais para a frente:

Como dá para ver na linha vertical pontilhada nas imagens acima, as estatuas têm o centro de massa fora da base para o transporte (devido às diferenças na forma e o peso da cabeça), isso faz com que as estátuas pendam para a frente. Os cientistas chegaram nessas informações analisando centenas de fotos de moais concluídos e incompletos dispersos pela ilha. No artigo, montou-se um modelo 3D do Moai no seu estado de transporte, abaixo:

Utilizando dessas informações, podemos explicar como os Moais “andaram”: utilizando 3 cordas, algumas pessoas e a boa e velha energia cinética.

De acordo com o artigo, descrever o movimento moai como “andar” é conceitualmente consistente com nossa própria locomoção usando pedais. Tanto a estátua “andando” e nossos passos representam mecânicas que podem ser modeladas como um pêndulo inverso: um pêndulo simples que é virado de cabeça para baixo para que a massa oscile para frente e para trás a partir de uma base fixa.

Pêndulos conservam energia e podem permanecer em movimento por algum tempo enquanto houver atrito mínimo durante cada balanço. Ao mover-se para caminhar para a frente, um pedal em seu pé é colocado no chão. A partir desse ponto, nosso centro de massa — localizado ao longo da linha vertical do centro da barriga — segue o caminho de um arco enquanto levantamos nosso quadril oposto e balançamos uma perna para a frente. O pé da frente eventualmente atinge o chão e o arco desacelera até parar nessa direção. Nesse ponto, a energia cinética é mínima, mas a energia potencial desse lado está no máximo. À medida que se avança para o próximo passo, a energia potencial é convertida de volta em energia cinética e continua o movimento para frente. Trata-se da física básica da caminhada.

A caminhada dos Moais usa deste princípio, aproveitando-se da envergadura que faz com que o Moai penda para a frente, e utilizando movimento coordenado para lados opostos, ocorre a transferência de energia de um lado para o outro, o que gera o movimento para a frente. Uma vez em movimento, há relativamente pouca perda de energia para o atrito, fazendo necessária a adição de pouca energia adicional no sistema — apenas puxadas relativamente leves no lado oposto. A corda posicionada nas costas da estátua tem o objetivo de impedir a queda dela para a frente.

Eu sei que parece muito complicado, calma, não feche a página. Quer saber uma forma fácil de visualizar como este movimento foi feito? Simples, em 2011, um grupo de pesquisadores e voluntários foram até o Havaí para testar essa hipótese, como dá para ver na imagem.

Easter Island moai ‘walked’, Nature Newsteam

Não é o bastante para você? Tudo bem. O mais legal é que eles não só tiraram fotos, como gravaram a caminhada do Moai!

Espero que tenha gostado do texto!


João Victor Nizer
“Estudante de física, aspirante a astrônomo e curioso por natureza. Gosto de ler e pesquisar sobre praticamente tudo. Em uma relação de amor e ódio com teorias conspiratórias. Defensor da educação livre e pública!”

 

Fontes:

Carl P. Lipo, Terry L. Hunt, Sergio Rapu Haoa, The ‘walking’ megalithic statues (moai) of Easter Island, Journal of Archaeological Science, Volume 40, Issue 6, 2013, Pages 2859-2866, ISSN 0305-4403, https://doi.org/10.1016/j.jas.2012.09.029.

Clark Liesl, PBS NOVA. The Secret of the Sledge. Disponível em: https://www.pbs.org/wgbh/nova/easter/dispatches/19980502.html.

Clark Liesl, PBS NOVA. Past Attempts. Disponível em: https://www.pbs.org/wgbh/nova/easter/move/past.html

EASTER ISLAND FOUNDATION. Ahu and Moai. Disponível em: https://islandheritage.org/intro-to-easter-island/ahu-and-moai/.

Ioannidis, A.G., Blanco-Portillo, J., Sandoval, K. et al. Native American gene flow into Polynesia predating Easter Island settlement. Nature 583, 572–577 (2020). https://doi.org/10.1038/s41586-020-2487-2

Metraux, A., 1940. Ethnology of Easter Island. Bishop Museum, Honolulu.

Thomson, W.J., 1889. Te Pito te Henua, or Easter Island, Report of the U.S. National Museum for the Year Ending June 30, 1889. U.S. Government Printing Office, Washington D. C, pp. 447e552.

WIKIPEDIA. Ilha de Páscoa. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Páscoa.

Fonte da imagem de capa: https://d5y9g7a5.rocketcdn.me/wp-content/uploads/2020/01/moais-historia-e-teorias-sobre-sua-criacao-1.jpg

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Fronteiras no Tempo: Historicidade #48 Com que moral?

Por: C. A. · Portal Deviante

Nos últimos 4 anos, nos acostumamos a falas polêmicas e surpreendentes proferidas pelo homem que ocupa a cadeira da Presidência da República. Contudo, quem conhece um pouco melhor a figura pública de Jair Messias Bolsonaro sabe que não é de hoje que o político com experiência de mais de 3 décadas no legislativo abusa e, muitas vezes, ultrapassa os limites do direito de liberdade de expressão. Hoje, em nosso país, todos nós sabemos quem é o presidente Jair Bolsonaro, mas são raras as pessoas que conhecem a fundo a trajetória política, a visão de mundo e as estratégias de comunicação adotadas por ele em sua longa vida política. Recebemos neste episódio uma destas pessoas, o pesquisador Rodrigo Cassis – que nos últimos dois anos tem se debruçado sobre um imenso corpo documental que contribui para desvelar a trajetória pública de Bolsonaro. O resultado deste trabalho pode ser conferido na coletânea de livros “Com que moral vão me cassar aqui?: a trajetória de impunidade de Jair Bolsonaro (1988-2018)”.

 

O Projeto Com que Moral? está em fase de captação de recursos e quem achar que o país ganha se um trabalho de pesquisa e documentação desse porte for de acesso livre para essa e as próximas gerações, pode contribuir no link: https://tinyurl.com/livrosimpunidadeBolsonaro

Para acompanhar as redes sociais: https://linktr.ee/comquemoral

 

Arte da Capa

Arte do EpisódioAugusto Carvalho


Financiamento Coletivo

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Saiba mais do nossa convidado

Rodrigo Cassis

(Foto Eduardo Lerina)

Rodrigo Cassis (Belo Horizonte, 1981. Vive e trabalha no Rio de Janeiro) é pesquisador e sociólogo. Doutor em sociologia e antropologia pela UFRJ (PPGSA/IFCS), em 2013, com a defesa da tese “Internet: uma sociologia de suas ameaças”. No universo não acadêmico, atuou como pesquisador de conteúdo para produtos audiovisuais. Por mais de dez anos, no Acervo da TV Globo, mergulhou em muitas histórias e investigou milhares de temas de programas e reportagens. Colaborou com atrações de jornalismo, esporte e entretenimento. No entanto, gostava mesmo de cavoucar toda e qualquer base de dados para encontrar preciosos detalhes da biografia dos entrevistados do “Roberto D’Ávila”, “Programa do Jô”, “GloboNews Miriam Leitão”, entre outros. É nesse espírito que traz ao grande público o fruto de sua mais profunda investigação: “Com que moral vão me cassar aqui?”: a trajetória de impunidade de Jair Bolsonaro (1988-2018).

Redes sociais: https://linktr.ee/comquemoral

Apoio ao projeto: tinyurl.com/comquemoral

Contato: cassis.rodrigo@yahoo.com


Indicações sobre o tema abordado

Livros

BOLSONARO, Flávio. Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro. 2.ed. Rio de Janeiro: MCL Editora, 2022. 

DIEGUEZ, Consuelo. Ovo da Serpente. Nova direita e bolsonarismo: seus bastidores, personagens e a chegada ao poder. São Paulo: Cia das Letras, 2022.

Podcasts

Podcast ‘Retrato Narrado’ 

Podcast Uol Investiga


Redes Sociais TwitterFacebookYoutubeInstagram


Contato fronteirasnotempo@gmail.com


Expediente 

Arte da vitrineAugusto CarvalhoEdição:  Talk’nCastRoteiro e apresentação:  C. A.


Como citar esse episódio

Citação ABNT

Fronteiras no Tempo: Historicidade #47 Memórias e usos da cidade. Locução Cesar Agenor Fernandes da Silva e Rodrigo Cassis. [S.l.] Portal Deviante, 13/09/2022. Podcast. Disponível: http://www.deviante.com.br/?p=54684&preview=true


Madrinhas e Padrinhos

Adilson Lourenço da Silva Filho, Alexsandro de Souza Junior, Aline Lima, Alvaro Vitty, Anderson Paz, Allen Teixeria, André Luis Santos, Andre Trapani Costa Possignolo, Andressa Marcelino Cardoso, Artur Henrique de Andrade Cornejo, Barbara Marques, Bruno Scomparin, Carlos Alberto de Souza Palmezani, Carlos Alberto Jr., Camila de P Vitorino, Carolina Pereira Lyon, Ceará, Charles Calisto Souza, Cláudia Bovo, Daniel Rei Coronato, Eani Marculino de Moura, Eduardo Saavedra Losada Lopes, Eliezer Ferronato, Elisnei Oliveira, Ettore Riter, Fabio Henrique Silveira De Medeiros, Felipe Augusto Roza, Felipe Sousa Santana, Flavio Henrique Dias Saldanha, Iago Mardones, Iara Grisi, João Carlos Ariedi Filho, José Carlos dos Santos, Klauss, Leticia Duarte Hartmann, Lucas Akel, Luciano Beraba, Manuel Macias, Marcos Sorrilha, Matheus Machado do Amaral, Mayara Araujo dos Reis, Mayara Sanches, Melissa Souza, Moises Antiqueira, Paulo Henrique de Nunzio, Rafael, Rafael Alves de Oliveira, Rafael Igino Serafim, Rafael Machado Saldanha, Rafael Zipão, Raphael Almeida, Raphael Bruno Silva Oliveira, Renata Sanches, Rodrigo Olaio Pereira, Rodrigo Raupp,  Rodrigo Vieira Pimentel,  Rodrigo Alfieiro Rocha, Rubens Lima, Wagner de Andrade Alves, Thomas Beltrame, Willian Spengler e ao padrinho anônimo.

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Faça Você Mesmo, Ou Chame Alguém (Miçangas #172)

Por: Marcelo Guaxinim · Portal Deviante

Essa semana o miçangas recebeu nosso especialista em coisa alguma para falar de coisas que fazemos em nossas residências! Ou não.


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Bem Feito: Marcelo Guaxinim, Jujuba Vilela. Mal Feito:  Tarik.

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O avanço nos estudos dos embriões sintéticos e projeto brasileiro selecionado pela NASA – 4 Kaosian (Spin#1769 – 14/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo sexagésimo nono Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Biotecnologia!!

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*


Sobre o calendário Dekatrian:


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Produção Geral: Tarik Fernandes, Juliana Cabral e Fernando Malta

Episódio: Natalia Nakamura (Nanaka)  Edição: Felipe Reis


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O gênero true crime na perspectiva de um perito criminal. – 3 Kaosian (Spin#1768 – 13/09/2022)

Por: Juliana Cabral · Portal Deviante

Sejam bem-vindos ao milésimo septingentésimo sexagésimo oitavo Spin de Notícias, o seu giro diário de informações científicas… em escala sub-atômica.

E nesse Spin de Notícias falaremos sobre…Perícia Criminal!!

*Este episódio, assim como tantos outros projetos vindouros, só foi possível por conta do Patronato do SciCast. Se você quiser mais episódios assim, contribua conosco!*


Sobre o calendário Dekatrian:


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Produção Geral: Tarik Fernandes, Juliana Cabral e Fernando Malta

Episódio: Lennon Biancato Ruhnke  Edição: Felipe Reis


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Energia – Painel Solar

Por: Glaucia Souza

Nossa última aventura será muito bronzeada. Vamos falar sobre a energia solar e como ela contribui para a produção de energia chamada limpa. 

A energia solar tem como matéria prima o próprio sol. Ela pode ser usada em usinas heliotérmicas, em células fotovoltaicas e em aquecedores solares. 

As heliotérmicas têm funcionamento muito parecido com as hidrelétricas. A luz solar é captada e refletida pelos painéis solares que concentram ela em um ponto no qual há o receptor. Nos receptores a energia solar aquece um líquido e armazena calor para aquecer a água e gerar vapor. Este vapor de água acaba por movimentar as turbinas, que por sua vez movimentam os geradores produzindo energia elétrica. 

Figura 1: Energia heliotérmica.

 

Aquecedor solar

Os aquecedores solares são instalados diretamente nas casas e indústrias. A caixa d’água manda a água para os painéis solares, que têm várias serpentinas por onde a água vai passando e aquecendo. Quando a água sai, já aquecida, ela é armazenada em um reservatório que mantém a sua temperatura até o uso. 

Figura 2: Aquecedor solar.

 

Células fotovoltaicas

As células fotovoltaicas são um pouco mais complexas em seu funcionamento. Elas são compostas por silício cristalizados, que pode ser monocristalino ou policristalino. Os painéis que são feitos de silício monocristalino dão bem mais eficiência e, assim, precisam de um espaço de instalação menor. Já os policristalinos são menos eficientes, portanto, precisam de mais células fotovoltaicas para produzir a mesma quantidade de energia que um monocristalino.

Figura 3: Paineis solares.

 

A formação mais comum de painel fotovoltaico usa duas combinações de silício para gerar o fluxo de elétrons. A substância de silício com boro gera cargas negativas, e a substância de silício com fósforo gera as cargas positivas. 

O conjunto dessas substâncias gera silícios carregados positivamente e negativamente. Desta forma, as células com essas substâncias são dispostas organizadamente uma ao lado da outra, havendo, entre elas, uma faixa fina de metal ligando o todo de forma que os elétrons possam se movimentar. Essas faixas interligadas com as células fotovoltaicas criam um circuito elétrico.

Todo esse sistema é coberto com uma lâmina de vidro emoldurado em alumínio. Os condutores são ligados a vários painéis, formam os módulos fotovoltaicos. Um conjunto de módulos fotovoltaicos são ligados ao inversor solar por cabos de corrente contínua.

Figura 5: Painel solar.

 

Uma das vantagens da energia solar, além de ser uma energia limpa, é que ela vai direto para sua casa, sem passar em uma distribuidora de energia. Especialistas dizem ser a tendência para os próximos anos. Bom, vamos aguardar. 

Espero que tenham gostado desta série de textos sobre as formas de energia elétrica aqui do Brasil. 

Nos vemos em breve. Beijos eletrizantes para vocês

 

 

REFERÊNCIAS:

https://www.solenerg.com.br/files/monografia_cassio.pdf

 

http://e-lee.ist.utl.pt/realisations/EnergiesRenouvelables/FiliereSolaire/PanneauxPhotovoltaiques/Cellule/Technologie.htm#:~:text=Princípio%20de%20funcionamento,propriedades%20dos%20materiais%20semi-condutores.&text=na%20camada%20P%2C%20existe%20um%20défice%20de%20electrões.

 

https://www.solsticioenergia.com/2017/08/17/como-funciona-celula-fotovoltaica/

 

https://www.portalsolar.com.br/celula-fotovoltaica.html

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